domingo, 23 de setembro de 2012

Como se portar no local de trabalho


Fundamental para um bom profissional de Compras, assim como para qualquer área 

Olá, pessoal. Vou deixar um pouco a parte técnica de lado e comentar alguns aspectos e dicas de como se portar no local de trabalho, algo que é fundamental para um bom profissional da área de compras, assim como para qualquer área.

A idéia é mostrar algumas dicas que possam auxiliar aqueles que estão iniciando no mercado de trabalho e que ainda têm algumas dúvidas sobre como se portar em certas situações, além de fazer uma boa reciclagem para aqueles que já estão no mercado há algum tempo – relembrar é bom e, muitas vezes, necessário.

Infelizmente, a área de compras não é conhecida por ter os profissionais mais “amigáveis”. Com certeza posso afirmar que já presenciei situações e comportamentos lamentáveis durante a minha carreira, e parece até que isso se “espalha” para outras áreas que trabalham com as pontas do negócio.

Como tenho certa experiência em várias empresas, como colaborador  e outras modalidades de trabalho, recomendo a todos que estão lendo este artigo e que trabalham em empresas, sejam elas agências de publicidade, provedores de conteúdo, produtoras, repartições públicas e outras, que fiquem atentos ao principal aspecto relacionado ao comportamento no local de trabalho: o bom senso.

Isso quer dizer que cada local, independente da liberdade ou informalidade, requer um nível de profissionalismo básico e comportamento adequado para garantir o bom relacionamento e a convivência saudável com as demais pessoas da empresa, parceiros, clientes e outros.

Dito isso, vou apresentar algumas sugestões de como se portar em certas situações, focando no profissional da área de compras.

O conteúdo deste artigo foi baseado em um texto publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 10/01/2009 na página Ce2 do caderno de Empregos.
Vou dividir as sugestões em tópicos e quebrá-las em alguns artigos, ao invés de apresentar todo o conteúdo de uma vez só.

1. Sobre o relacionamento com as pessoas

a    a)     Seja honesto em qualquer situação

Isso quer dizer que, muitas vezes, é preciso saber dividir igualmente certos recursos, saber balancear e dosar as atitudes de acordo com o contexto e sempre falar a verdade. Seja honesto quando errar, assuma a culpa e esteja preparado para as conseqüências por pior  que elas sejam. Pela minha experiência digo que a honestidade é um atributo que às vezes é difícil de se encontrar e funciona como uma via de duas mãos: se você quer que as pessoas sejam honestas com você, é preciso antes que você seja honesto com elas.

      b)     Nunca faça algo que você não possa assumir em público

Ah, esse remete ao clássico comportamento de omissão. Ainda mais com ferramentas como a internet que dão uma falsa sensação de anonimato. Se você  quer ser um bom profissional, é preciso assumir o que fez e junto com isso carregar as responsabilidade e implicações dos seus atos.

c    c)     Seja humilde, tolerante e flexível com colegas e chefia

Esse é outro item que é muito comum na área de compras, pois como o profissional de compras tem evoluído muito tecnicamente como no conhecimento, métodos, técnicas e outros procedimentos complexos de se entender, muitos profissionais adotam uma postura arrogante perante aqueles que não conhecem tanto quanto eles. Isso traz muitos problemas de relacionamento que prejudicam não só as pessoas envolvidas, ao ponto de evitarem contato, como também a empresa de um modo geral. Porém, mudar esta arrogância é algo que não é fácil e não sai do dia para a noite: é preciso, gradualmente, adotar posturas mais humildes e avaliar como foi o tratamento das pessoas em certas situações.

Outro ponto importante aqui é a questão da tolerância e da flexibilidade. Todos somos humanos (assim espero) e erramos. Digo mais: erramos muito e vamos continuar errando. Por isso é preciso saber dosar ações corretivas e também entender o contexto, situação, argumentos, circunstâncias e recursos antes de condenar ou absolver.

Por exemplo, é preciso ser tolerante quanto à qualidade de um trabalho se o
responsável pelo seu desenvolvimento foi obrigado a trabalhar em um prazo
considerado inadequado ou mesmo insuficiente para a execução de tal tarefa.

d   d)     Ser ético pode significar, muitas vezes, perder dinheiro, status e benefícios

Ética. Essa palavra cada vez mais vem ganhando espaço na área de compras e infelizmente ainda vejo pessoas que não têm a menor noção de como ser ético ou mesmo o que significa isso. Não sou especialista em ética, mas recomendo o ótimo artigo sobre isso escrito para o iMasters pelo Thiago França, cujo título é Ética de um Gerente de Projetos.

Eu sei, eu sei, a ética as vezes é a última coisa a ser pensada, principalmente quando se fala em dinheiro, status e benefícios. Cansei de encontrar pessoas que não ligam para princípios morais quando se fala em mexer no bolso ou mesmo atrapalhar algo que já foi conquistado. Aqui não tem muito jeito: ser ético pode atrapalhar muitas coisas e gerar inclusive perdas materiais ou não, mas para aqueles que têm consciência nada vale mais a pena do que colocar a cabeça no travesseiro à noite e dormir tranqüilo.

e) Dê crédito a quem merece.

Nem sonhe em aceitar elogios pelo trabalho de outra pessoa. Cedo ou tarde será reconhecido o autor da idéia e você ficará com fama de mau-caráter.
Se o trabalho foi construído por 4 mãos, não queira apresentar somente a sua, pois todo resultado de equipe, se conquista com a equipe.

f) Pontualidade vale ouro

Se você sempre se atrasar, será considerado indigno de confiança e pode perder boas oportunidades de negócio.
Aqui temos um conceito básico que muitas vezes é ignorado pelo brasileiro e é genuinamente reconhecido e admirado no povo britânico e oriental: a pontualidade.

Sem entrar em detalhes do motivo de atrasos (trânsito, sono em excesso, problemas pessoais, etc) a pontualidade é algo que realmente marca o profissional. Sei que existem situações e ocasiões onde o atraso não pode ser evitado. Mas a recorrência deste tipo de comportamento é péssima não só para a imagem do profissional, mas também para a empresa que este representa. Obviamente existem muitos fatores a serem considerados, mas a pontualidade é algo realmente básico e que muitas vezes separa um profissional relaxado de um profissional comprometido.

g) Respeite a privacidade do vizinho

É proibido mexer na mesa, nos pertences e documentos de trabalho dos outros. Devolva logo o que pedir emprestado.

Aqui temos embutido o conceito de intimidade. Com certeza existem ambientes mais informais onde é permitida certa invasão de privacidade. Porém existem limites a serem seguidos e que devem ser respeitados. Já presenciei situações onde aquele pacote de chocolate guardado para uma ocasião especial foi sistematicamente descoberto e usurpado por colegas de trabalho que achavam tudo engraçado. Com certeza isso pode gerar problemas internos, mesmo que a vítima leve na brincadeira tal ação.

Cabe ressaltar novamente: o ambiente empresarial é diferente da sua casa. Certas brincadeiras e liberdades têm que ficar do lado de fora da porta da recepção e não dentro do departamento.

h) Faça o que disse e prometeu

Quebrar promessas é algo imperdoável.

As duas frases acima remetem ao conceito de comprometimento. É fácil falar que vai fazer chover e que isso é algo que você domina perfeitamente. Porém não se esqueça de que quando uma promessa é feita gera-se expectativa em quem recebeu a promessa. Quando uma promessa é quebrada essa expectativa é frustrada e se torna algo imperdoável, manchando a confiança e a capacidade do profissional. 

Aqui faço uma observação pessoal: eu, Fabrício Trindade, já quebrei promessas e vou continuar a quebrá-las no futuro, pois, como disse anteriormente, todos erramos. Por isso procure sempre se lembrar dos riscos que vão junto à promessa e sempre procure adotar uma atitude mais pragmática quando expuser o que está prometendo.

Infelizmente muitas promessas são quebradas devido a fatores que estão fora do controle de quem fez a promessa, mas isso não diminui a culpa ou responsabilidade.

2. Sobre conversas ao telefone

a) Dê toda a atenção à pessoa que ligou

Nada de mascar chiclete, comer ou fazer qualquer tipo de barulho. A pessoa do outro lado da linha pode achar que você não está lhe dando a devida atenção.

Quando alguém liga para a empresa esta pessoa quer ser bem atendida e falar com quem pode resolver seu problema e ouvir o que ela tem a dizer. Por isso é imprescindível saber dar a devida atenção e procurar garantir o correto entendimento do que a pessoa está falando.

Para quem recebe: seja compreensivo e procure ajudar a pessoa, mesmo que esta ajuda seja o encaminhamento da ligação para outra pessoa. Para quem liga: evite ir direto ao assunto e não se esqueça da saudação, cordialidade e educação ao telefone.

b) Em hipótese nenhuma chame a pessoa de “querido(a)”, “meu bem”, “benzinho”

Aqui temos o aspecto do nível de intimidade no relacionamento entre o cliente e o profissional. Procure deixar tratamentos íntimos, piadas ou alcunhas para ambientes mais informais como o happy hour depois do expediente.

Já presenciei situações onde o tratamento incorreto de pessoas no telefone, no
caso um cliente, foram responsáveis pelo cancelamento de contratos e perdas significativas para a empresa. Tudo devido à falta de tratamento correto e à forma de comunicação entre quem está falando e quem está ouvindo.

c) Ao atender a telefonemas alheios, anote o recado

Escreva o nome da pessoa que ligou, o número do telefone, o assunto e a hora. Com letra legível, é claro.

Aqui temos a questão da organização. Quem ligou quer falar com alguém e esse alguém deve, de alguma forma, ser notificado desta ligação. Muitas vezes oportunidades são perdidas, problemas são agravados ou situações desconfortáveis são geradas pela falta de comunicação entre partes e com certeza quem está no meio da transmissão, ou seja, quem anota e passa o recado, pode ser responsabilizado de alguma maneira pelo problema gerado pela falta de comunicação entre as partes interessadas.

d) Evite, ao máximo, atender ao telefone durante uma reunião

A não ser que a ligação seja extremamente importante. Isso também vale para telefones fixos e celulares, que devem ser desligados ou colocados em modo silencioso antes de o encontro começar.

A dica acima parece básica, mas é comum uma reunião ser interrompida por um toque de celular escandaloso e que mostra a personalidade e o gosto do dono do aparelho. 

Evite utilizar toques muito altos, escandalosos, incoerentes com o ambiente e que possam não apenas quebrar a concentração dos participantes da reunião, como também indicar que
você precisa de um som ou música nada discreta para receber ligações.

e) Não faça ligações pessoais demoradas

Principalmente se for namorar. Nem pense em brigar com filhos ou parentes pelo telefone. 

Todos estão sujeitos a ter de atender a um telefonema com alguém ao lado. Quando for inevitável, procure fazer com discrição. Nada de gestos, caretas ou comentários tapando o bocal do telefone. Pega mal e mostra que você não está dando à devida atenção e debochando do interlocutor.

Aqui vale a observação da discrição. O ambiente de trabalho deve ser utilizado em primeiro lugar para trabalhar, mas também pode-se ocasionalmente utilizar seus recursos para fins pessoais. Porém cabe aqui observar que a discrição e a brevidade devem pautar as comunicações, e os relacionamentos pessoais que não estão envolvidos diretamente com o trabalho devem ser deixados de lado temporariamente, salvo as exceções relacionadas a emergências e situações fora de controle que requeiram total atenção.

Comunicações que tomem um rumo hostil, como brigas, discussões acaloradas e pelejas, devem ser sumariamente deixadas para depois, pois basta levantar um pouco o tom de voz em uma ligação para que todos que estão em volta parem o que estão fazendo e fiquem “atentos” ao que se está falando no telefone e parem de se concentrar em suas tarefas. Se tal situação for inevitável, recomenda-se procurar um lugar isolado para continuar com a conversa como, por exemplo, uma sala de reunião vazia ou o banheiro.

f) Retorne ligações

Mesmo que você não conheça quem deixou o recado.

Novamente temos a questão do comprometimento. Se alguem ligou para você, independente de quem seja ou qual for o assunto, é sua obrigação retornar a ligação, nem que for para dizer um local ou hora específico para tratar de um assunto. A comunicação é um fator crucial no ambiente de trabalho e nenhum profissional deve se dar ao luxo de ignorar um recado não atendido, seja qual for o motivo. 


by Fabrício Trindade

domingo, 9 de setembro de 2012

Saber administrar pessoas é o grande segredo para o exercício de uma liderança eficiente e respeitada


8 coisas que você precisa entender sobre pessoas para liderar equipes

Você é um gerente financeiro de uma companhia? É o vice-presidente de operações? Ou quem sabe o diretor de desenvolvimento? Não importa. No fundo, você é um gestor de pessoas. Independentemente da indústria, da empresa, ou mesmo do título do cargo, todos os gerentes são gestores de pessoas, toda gestão é uma gestão de gente.

"No primeiro instante em que um profissional se torna gerente, deixa para trás o papel de 'contribuinte individual', no qual ainda era avaliado pelo seu próprio desempenho. Competente, assume a nova função e, de uma hora para outra, passa a ser responsável por muito mais do que imaginou alguma vez produzir por conta própria. Nesse momento, sua responsabilidade passa a ser sobre toda a produção de sua equipe", comenta Pablo Aversa, sócio da Alliance Coaching.

Para o especialista em carreiras, o profissional que é responsável pelos resultados de um grupo de pessoas precisa saber algumas coisas importantes sobre gente:

Imagem: Thinkstock


Pessoas são indivíduos

Independentemente das generalizações que virão a seguir, é importante lembrar-se de que não existem duas pessoas iguais. Elas têm sonhos individuais e preocupações individuais. Suas mentes funcionam de forma diferente. Ouvem e enxergam de forma diferente. E, principalmente, são motivadas por coisas diferentes.

Pessoas são imprevisíveis

Ficam com raiva. Ficam preocupadas. Algumas vezes choram, ou gritam, ou se isolam (e ainda fazem beicinho). Não importa o quanto já tenha trabalhado com gente, você nunca vai estar completamente seguro de como vão reagir.

Pessoas são egoístas

Pessoas cuidam de si mesmas. Sabem que ninguém, nem mesmo o esposo ou a esposa, está tão preocupado com seu bem-estar quanto elas mesmas. Podem até não saber qual é a melhor forma de conquistá-lo, mas sabem muito bem o que consideram ser o melhor para elas e correm com afinco atrás disso. Algumas são melhores que outras nesse aspecto, mas pode ter certeza: todas desejam esse bem-estar.

Pessoas são generosas

Se as pessoas são egoístas, como então também podem ser generosas? Veja, são generosas porque, mesmo quando cuidam de si, trabalham de forma colaborativa para ajudar os demais a chegar lá. Elas vão correr atrás primeiro daquilo que consideram sua fatia justa, mas, tão logo conquistem seu quinhão, vão cuidar dos demais.

Pessoas são volúveis

O que funcionou na semana passada, ou mesmo ontem, pode não funcionar hoje. A recompensa ou o desafio que motivou alguém anteriormente pode não mais funcionar, simplesmente porque algo mudou no universo dela.

Pessoas são medrosas

Algumas pessoas são mais medrosas que outras. Outras escondem isso melhor. Mas todo mundo tem medo de algo. Seja o medo de perder o emprego, de parecer tolo na frente dos demais ou de não alcançar a meta pela primeira vez em dez anos, não importa: todos nós temos medos. E até que você lide com os medos delas, as pessoas vão continuar a se focar naquilo que as preocupam, em vez daquilo que você quer que elas façam.

As pessoas são um barato

A somatória das individualidades acima é o que acaba fazendo com que as pessoas sejam interessantes. E mais: isso é o que faz com que elas sejam um barato. Como gestor de gente, você nunca terá um dia chato. Alguns dias serão melhores que outros. Alguns dias vão fazer você querer gritar e espernear. Mas, com certeza, nenhum dos seus dias vai ser chato. Agora, se você não curte gente, não se envolva com gestão, pois isso vai acabar sugando todo o prazer que, de alguma outra maneira, o seu dia poderia lhe proporcionar.

Gente quer ser liderada

Como gestor de gente, você deve ir além e ser líder de gente. Se você não liderar as pessoas, alguém vai. Pode ser outro funcionário do departamento (afinal, liderança é uma habilidade, não um atributo que vem com o cargo) ou pode ser um gerente de outra área. O ponto é que, com certeza, elas vão seguir alguém e alguém será o líder delas.
"Sempre procuro lembrar meus clientes que as pessoas não podem ser empurradas muito longe ou por muito tempo, mas certamente podem ser conduzidas por um longo caminho", afirma Aversa. Para ele, é trabalho do líder ficar à frente, compartilhando uma clara visão e conduzindo sua equipe ao longo da jornada.
Em suma, para ser um gerente, o profissional deve ser um gestor de pessoas. Cada uma delas é única, da mesma forma que o executivo que ocupa a gerência também é. Portanto, é necessário encontrar o que motiva cada um dos funcionários e o que os desencoraja; usar a singularidade deles para harmonizar as habilidades disponíveis e montar um time fora de série. Mais do que isso, é importante se posicionar à frente e liderar, ou seja, ser um gestor de gente.


terça-feira, 4 de setembro de 2012

6 passos para arruinar o seu currículo


Confira os erros que fazem com que o currículo seja descartado logo de cara pelos recrutadores





Confusão, mentira e um toque de preguiça. Estes são os ingredientes fundamentais para um currículo irrelevante ficar pronto para ser descartado por headhunters e recrutadores.

Quem pretende garantir uma oportunidade profissional precisa prestar atenção nestes aspectos para ter mais chances de conseguir uma entrevista de emprego. Competência e mercado de trabalho aquecido de nada valem se você não souber fisgar o recrutador nesta primeira e importante etapa.

Confira 6 atitudes que arruínam qualquer currículo, de acordo com Luis Testa, gerente comercial de tecnologia do Vagas:

1 Cometa erros de português ou de desatenção

Nem a mais brilhante das trajetórias profissionais resiste aos escorregões ortográficos. Assassinar o idioma vai comprometer de cara as chances do candidato. “Um bom currículo não pode ter erros graves de escrita”, diz Testa.
Falhas por desatenção também são um tiro no pé. “Um erro assim mina as chances do candidato, principalmente, quando a oportunidade pede profissionais de perfil minucioso e detalhista”, diz Luis Testa.

Dica: lembre-se de que alguns erros os corretores ortográficos não corrigem. Pedir para alguém ler o seu currículo é um método simples que pode evitar este tipo de deslize. “Muitas vezes outra pessoa consegue identificar erros que quem escreveu não percebe”, diz Testa.

2 Não tenha clareza

Você quis ser inovador na forma, mas pecou na clareza. Cuidado! Se o recrutador não tiver fácil acesso às informações presentes no currículo, as chances de ele chamá-lo para uma entrevista caem por terra.
“O candidato tem que atentar à maneira como o currículo é apresentado”, diz o especialista recomendando que as pessoas evitem uma diagramação “estranha” do currículo.

Dica: novos formatos podem até ser um diferencial para o candidato, mas é preciso se certificar de que os dados estejam dispostos de uma forma objetiva e de fácil leitura.

3 Maquie ou falseie informações

O recente exemplo de Scott Thompson, ex- CEO do Yahoo! está aí para não deixar dúvida. Ao incluir no currículo uma graduação em ciências da computação pela Stone Hill College, que não existiu, ele acabou sendo descoberto e denunciado.

A notícia correu o mundo e ele foi obrigado a deixar o cargo. Embora o executivo esteja agora no comando do ShopRunner, site de compras pela internet, para sempre vai carregar essa mácula em sua carreira.

De acordo com Testa, uma mentira pode até ajudar você a garantir a vaga em um primeiro momento, mas as chances de ser descoberto são grandes e o resultado vai ser desastroso. “Mentira é um erro grave e compromete a imagem do profissional”, diz ele.

O mesmo vale para currículos maquiados. Supervalorizar conhecimentos em relação a idiomas, por exemplo, é um erro comum, na opinião de Testa.

Um estudo feito pelo Vagas cruzou informações entre os resultados de testes online de inglês e o nível de conhecimento do idioma afirmado pelos candidatos nos currículos cadastrados no site. “Apenas um terço daqueles que diziam ter inglês avançado efetivamente tinham esse nível”, diz.

Dica: “Coloque apenas o que você tem realmente a oferecer”, indica Testa.

4 Coloque um objetivo profissional que nada tem a ver com a oportunidade em questão

“Esse é o erro clássico do candidato paraquedista”, diz Testa. Ele se refere àquelas pessoas que se candidatam para diferentes tipos de oportunidades sem alterar o objetivo profissional no topo do currículo. "O recrutador enxerga este tipo de candidato como não tendo o perfil da vaga”, explica.

Dica: Tenha cuidado em alterar o objetivo profissional se está se candidatando a diferentes oportunidades. Tenha certeza de que o seu objetivo profissional no currículo tem relação direta com o tipo de trabalho em que está interessado.

5 Currículo online: deixe informações de fora

Todo mundo sempre ouve que o currículo ideal é de uma página. Essa premissa cai por terra quando o formato é online. “O currículo online tem que ser completo e não sucinto”, diz Testa.

Isso ocorre porque empresas que recrutam candidatos pela internet recebem centenas de currículos a cada vaga anunciada. “O RH não tem tempo hábil de ler todos os currículos e usa ferramentas como, por exemplo, busca por palavra chave para fazer um ranking dos melhores”, lembra Testa.

Dica: Seja objetivo e não prolixo, mas não deixe nenhuma experiência profissional de fora. Sua experiência como estagiário pode fazer a diferença dependendo do que a empresa está buscando.

6  Deixe campos em branco ao se cadastrar pela internet

Deixar de preencher campos com informações pode fazer com que você seja desqualificado. “Se está lá para ser preenchido é porque a empresa pode usar como critério de seleção”, diz Testa.

Dica: “Se há um campo para preencher, preencha”, recomenda Testa. Deixar o seu CEP de fora, por exemplo, pode fazer com que você seja descartado se a empresa está em busca de candidatos que morem em determinada região, por exemplo.


by Camila Pati, de Exame

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

7 motivos por que você ainda não é chefe


Empacado na carreira? Veja o que pode estar impedindo você de alcançar um posto de liderança (caso isso esteja em seus planos profissionais)





São Paulo - Os anos passam, resultados são entregues, muitos sobem e você ainda não chegou ao cargo de chefia. Se você não mira uma carreira em Y (aquela dedicada para quem tem um perfil mais técnico), provavelmente, se questiona sobre os motivos para não progredir para um cargo executivo.

O erro pode, sim, estar na empresa. Mas, em alguns casos, a culpa também é do profissional que, segundo especialistas, não sabe se posicionar. Confira os erros mais comuns que impedem que você alcance um cargo de chefia.

1 Você vive numa clausura profissional

Um dos principais erros de quem mira um cargo de chefia – mas nunca conseguiu chegar perto deste estágio na hierarquia – é se isolar do resto do mundo corporativo. Estes profissionais até podem executar suas responsabilidade com maestria, mas pecam por não ter uma visão global do negócio em que estão inseridos.

A consequência desta postura é uma “visão míope, fragmentada com relação ao próprio trabalho”, como classifica Fátima Motta, sócia da F&M Consultores. E, portanto, um olhar incoerente com a missão de um bom líder.

Dica Passo número 1 para ampliar seu olhar sobre o próprio trabalho? Saia da sua baia de vez em quando para ver como outras áreas atuam. Leia notícias sobre o setor em que está inserido, fique de olho em como a concorrência atua e como seu trabalho está relacionado com outras áreas dentro da empresas.

Esta visão do todo é essencial para dar um significado para além do seu departamento para cada mínima atividade que você exerce. Com essa concepção do todo em mãos, você estará pronto para propor soluções possíveis para seu próprio departamento, além de desempenhar seu trabalho com excelência.

“Existem profissionais que andam muito bem pelas estruturas da empresa, se dão bem em outras áreas. Essa habilidade de relacionamento é um cartão de visitas e tanto”, diz Dill Casella, autor do livro “Atitude e Altitude” (Editora Vozes).

2 Você não vai além o suficiente

Regra de ouro para ser promovido? Vá além, sempre. Apostar na ideia de “faço apenas o que mandam ou o que está na descrição do meu cargo” não é a fórmula ideal para chegar ao cargo de chefia.

“Quem é visto para cargos de liderança extrapola o seu cargo. Não é fazer mais do mesmo, é gerar resultados para além do esperado”, diz Fátima. “É ser aquela pessoa que não espera que os outros a cutuquem para fazer mais. É ser uma pessoa que oferece seu melhor sempre, que não fica com uma visão mecanicista e pequena”.


Dica A dica não é trabalhar mais e virar um workaholic. Ao contrário. Quanto mais focado em seus objetivos (e no que a empresa quer) você estiver, mais chances terá de surpreender – sem ter que sacrificar sua vida por isso.

3 Você não tem equilíbrio emocional

“As pessoas se desenvolvem muito no aspecto técnico e não tanto no comportamental. Às vezes, são brilhantes analistas, mas se esquecem da importância do aspecto comportamental”, afirma Fátima Motta, sócia da F&M Consultores.

Ataques de raiva, desestabilização emocional, não saber separar problemas pessoais da rotina profissional, entre outros sinais de que seus sentimentos e emoções não estão em ordem acabam trabalhando contra sua trajetória profissional.

Dica Além de dar o seu melhor no trabalho, invista também em atividades que garantam a sua sanidade mental. Fazer atividades artísticas, esportes ou ter um hobby é essencial para conseguir ter as emoções em ordem.

4 Você não inspira (nem se relaciona)

Nesta toada, a maneira como você lida com as pessoas ao seu redor também conta pontos para a sua ascensão ao topo da corporação. “Não é ser legal com todo mundo. É muito mais. É ser uma pessoa que transforma seus relacionamentos em algo produtivos. Que influencia os outros e é influenciada”, diz Fátima.

Dica Seja uma pessoa aberta e carismática. Realmente, se importe com os outros. Mas não só isso. Seja uma autoridade nos assuntos relacionados ao seu trabalho. “A questão é ser uma pessoa convincente não só porque sabe se comunicar bem, mas porque tem uma visão ampla do negócio”, diz Fátima.

Para explicar isso, Casella afirma que autoridade é diferente de poder. “É a maneira de levar as pessoas a fazer de boa vontade o que você quer por causa de uma influência pessoal”, diz. “Existem lideranças que não estão em cargos de chefia, mas que sabem influenciar”, afirma Casella. E é isso que deve estar na sua mira.

5 Você não deixa claro que joga no mesmo time


Da hora que você chega na empresa até a hora que você sai, a meta é reclamar de tudo. A atitude diante de novos desafios não é diferente: sempre uma cara feia para tudo que pode demandar um pouco mais de esforço. Com uma postura deste tipo, como você quer subir na empresa?

Dica A dica, segundo Fátima, é mostrar que você está jogando no mesmo time. “Deixe claro que seus valores são similares aos da companhia e que você está comprometido”, diz a especialista.

“Nem sempre o líder precisa ter habilidades técnicas relevantes. Mas, com certeza, precisa ter habilidades conceituais, de gestão e aderência com os valores da empresa”, afirma Casella.

6 Você não se vende

Agora, não adianta fazer tudo isso se, no dia-a-dia, você não mostra o que você está fazendo. Sem deixar claro quais são as suas habilidades e conquistas, como você será visto?

Dica “A galinha sempre que bota o ovo, cacareja. Não estou falando para cacarejar sem botar ovo”, brinca a especialista. “Se produziu, faça marketing disso. Não é uma visão de autopromoção boba, mas sim mostrar quem você é”.

7 Você não assume riscos

Você pode até ter todas as características essenciais para ser um bom líder, mas se morre de medo de se arriscar. E isso vale desde sugerir uma ideia durante uma reunião até apostar em ideias mais ousadas.

Dica “As regras existem ,você tem que seguir. Mas pode quebrá-las de vez em quando. Não é porque a regra dita para ir para a esquerda que você não pode tentar a direita”, afirma Dill. Evidentemente, desde que isso não esteja totalmente em desacordo com os valores da empresa.  “Criar uma postura empreendedora é importante”, aconselha o especialista.

Talita Abrantes, de Exame

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Você é carismático ?


Veja o que faz alguns profissionais serem tão queridos

O carismático tem uma luz diferente, uma expressão diferente e uma forma de se comunicar diferente.

Ele é como um imã. Alguém está com um problema sério na família? Ele é todo ouvidos, e não se importa de perder uma hora só escutando, sem falar nada. Um colega de trabalho precisa de ajuda? Ele pára tudo que está fazendo, e até esquece de suas prioridades, para ajudar. A equipe está enfurecida com a empresa e pensando em mudar de emprego? Vai consultá-lo, sem medo nenhum de que as queixas cheguem à chefia. Ele é confiável e entende todo mundo.

Estamos falando do profissional carismático. Para as pessoas ao seu redor, um misto de amigo, pai e anjo da guarda. Se você não é ele, provavelmente já conheceu alguém assim.

O administrador e palestrante Jerônimo Mendes, autor do livro "Oh, Mundo Cãoporativo!", acredita que o carismático tem uma luz diferente, uma expressão diferente e uma forma de se comunicar diferente.

Geralmente, são pessoas bem-humoradas, independentemente da circunstância; otimistas, apesar de terem os pés no chão; sorridentes - mas não a ponto de serem hipócritas -; e de bem com a vida. Também são comunicativas. Mas não no sentido de falantes. "Os carismáticos são bons ouvintes. Eles mais ouvem do que falam. Por isso acabam conquistando as pessoas. O ser humano é carente e gosta de atenção".

O outro em primeiro lugar
Por que o carismático é uma referência para muitas pessoas? Porque, para ele, as necessidades alheias vêm em primeiro lugar. "É o tipo de pessoa que não se importa em ficar uma hora seguida ouvindo alguém, sem falar nada, apenas dando espaço para o próximo. Além disso, sabe o nome e o sobrenome das pessoas, o que é muito importante em uma empresa", afirma Mendes.

As pessoas naturalmente carismáticas são solidárias, mas não de forma forçada. Elas não pensam em um tipo de retorno. "São indivíduos bons em sua essência, humildes, respeitadores e que trazem em sua história lições de vida", acrescenta o palestrante.

A executive coach da Sociedade Brasileira de Coaching, Claudia Watanabe, concorda. Para ela, a pessoa carismática é muito empática, porque consegue entender as necessidades dos outros ao seu redor. "E então as pessoas se sentem livres e confortáveis para compartilhar suas vidas, seus segredos e receios. É aquela velha história de saber ouvir".

Carisma e liderança
Mendes conta que foi o sociólogo Max Weber o primeiro a utilizar a palavra carisma, em seus estudos sobre a liderança que arrebata a imaginação das massas e inspira inabalável devoção. Com o tempo, a palavra passou a ser vinculada a figuras públicas, como artistas, políticos, empresários e religiosos, que exercem influência e fascinação sobre o público.

Segundo ele, durante muito tempo, existiu uma crença errônea de que, para liderar, as pessoas precisavam ser severas e rígidas. Hoje, estudiosos já sustentam o contrário: para liderar é importante ser carismático, ser alguém em quem todos confiam, com quem dividem seus problemas e compartilham os mesmos valores. "Pessoas não confiáveis não são carismáticas", sublinha.

Para Claudia, o ideal é que os líderes sejam carismáticos e competentes, ao mesmo tempo. "Não adianta ter uma liderança carismática se o carisma se sobrepõe à competência", garante, ao opinar que ainda existe o risco de as pessoas não respeitarem o carismático. "Por achar que ele é amigo e que entende tudo", diz. Essa situação seria negativa para a empresa.

"Mas usar o carisma na hora de dar feedback seria fantástico, porque o carismático sempre encontra uma forma mais adequada para dizer o que tem que ser dito, sem magoar ninguém", contrapõe ela.

O perigo do carisma forçado
A executive coach explica que existe o carismático por natureza, que, quando não ocupa uma posição alta na empresa, cumpre o papel de líder informal, e o carismático por necessidade ou conveniência.

O problema do carismático por conveniência é que, cedo ou tarde, seus valores entram em conflito com os valores dos outros. "Geralmente, em uma situação de risco, esse profissional coloca suas próprias necessidades e vontades em primeiro lugar".

Os outros percebem quando alguém não é carismático por natureza? "Sim", garante Claudia. "As pessoas acabam percebendo por meio do tom de voz e da maneira de falar".

Raridade
Além disso, segundo Jerônimo Mendes, os carismáticos têm algo de muito raro: a importância que eles dão à opinião alheia. Quando o carisma é forçado, justamente a indisponibilidade acabará denunciando-o. "As pessoas não têm muito tempo nem disponibilidade. Então ouvir o próximo é complicado", diz ele, ao acrescentar que a vida é feita de um eterno dar e receber.

O autor finaliza lembrando que poucos têm o dom de estabelecer uma relação de amizade e companheirismo com as pessoas ao seu redor. O carismático consegue fazer o outro se sentir melhor, porque se importa de verdade. "E é aí que surge a liderança. Liderar é fazer os outros se sentirem tão bem que eles acabam fazendo o que é necessário", diz ele. E quem tem carisma é líder, ainda que seja um líder informal, que não ocupa um cargo alto. Porque ele é visto e respeitado pelas pessoas próximas como tal.

by Karin Sato

terça-feira, 7 de agosto de 2012


Qual Sua Conduta Diante de Críticas? Reativa ou Interativa?


Independente de quem você é ou do posto que ocupa, críticas e julgamentos a seu respeito ou sobre sua conduta farão parte da sua rotina. Portanto, você deve aprender a avaliar suas reações e adotar uma maneira civilizada para lidar com esse tipo de evento. Eu sou muito reativo e tenho tentado controlar esse impulso.

Com base na observação de como as pessoas reagem a esse respeito, pautamos algumas sugestões de conduta para que você possa avaliar suas atitudes e adequar seu comportamento de forma que possa efetuar conquistas, adequando melhor sua postura diante dos acontecimentos cotidianos.

Não seja reativo:
A despeito de, atualmente, nos munirmos de “argumentos defensivos” para nos precaver contra criticas e retaliações inesperadas por parte das pessoas com quem interagimos, retrucar de imediato sem refletir a respeito do que lhe foi dito não ajudará em nada. Pelo contrário, reações impulsivas nos mantêm reféns de relações hostis, nos distanciando da proposta de aceitação das diferenças e da harmonia no convívio em grupo. Ao refletir sobre alguns comentários a nosso respeito, por mais duros que possam parecer, nos ajuda a exercer o autoconhecimento e melhorar nossas relações interpessoais.

Faça Considerações:
Cultive o hábito de refletir sobre os comentários e elabore um argumento coerente antes de responder de forma impulsiva. Essa postura o ajudará a ser empático no trato com as pessoas, fortalecendo, também, sua auto-estima. Lembre-se de que, no calor dos ânimos e sob pressão, as pessoas são levadas a agir sob impulso, onde nem sempre têm noção do que estão dizendo ou das razões que as levaram a fazer a crítica sem o devido cuidado na forma como fazê-la. Seja condescendente com as pessoas com as quais convive.

Exerça o autoconhecimento:
É muito difícil aceitar um comentário ruim ou digerir uma crítica a nosso respeito. Mas, temos, sempre, a oportunidade de reavaliar nossas atitudes nossas e perceber quando e de que forma afetamos as pessoas com estilos e percepções diferentes. Alguns eventos podem nos oferecer grande aprendizado se estivermos atentos ao modo como afetamos as pessoas a nossa volta.

De cada crítica ou julgamento a seu respeito retire um aprendizado. Independente de ter ou não fundamento, tudo que é dito a nosso respeito deve servir como um instrumento de aferição para que possamos programar melhorias quanto às nossa conduta. Posicione-se com clareza para esclarecer as questões levantadas, e se oportuno, inclusive, agradeça a pessoa por permitir que você reavalie sua atitude. Aliás, agradecer é, sempre, um gesto muito nobre!

Aproveite as oportunidades para dar seu salto de qualidade: 
Quando os comentários ou críticas não procederem, elabore um racional e dê retorno de forma assertiva e gentil à pessoa envolvida. Certamente, essa atitude aumentará sua credibilidade junto ao grupo e o tornará mais preparado para agir em situações similares. Se você refletiu e chegou à conclusão de que as críticas eram pertinentes, aproveite a oportunidade para rever posições e efetuar mudanças necessárias.
Muito do que nós evoluímos diz respeito às avaliações que fazemos de nós mesmos movidos por comentários de terceiros. Aceitar uma crítica pode levá-lo a várias conquistas quanto ao seu aperfeiçoamento pessoal e profissional.

Quando contra-argumentar não for possível, registre o aprendizado:
Algumas vezes não temos a oportunidade de argumentar a respeito do que nos é dito ou feito. Mas tenha sempre em mente que “todas” as situações do nosso dia-a-dia nos oferecem oportunidade de aprendizado.
Independente de você não ter como agir em defesa própria diante da pessoa que efetuou a crítica, registre a mensagem que você tirou do episódio e assimile o conhecimento. Nesses momentos é que temos chance de exercer a humildade nobre e evoluir pelo aprendizado com o outro.


by Waleska Farias



sexta-feira, 20 de julho de 2012


Onde buscar inspiração para idéias, perspectivas e estratégias inovadoras? 10 Dicas Imediatas


Me chamou a atenção o artigo publicado este final de semana no Caderno Carreiras e Empregos da Folha de São Paulo “Empresas incentivam profissionais a apresentar idéias inovadoras”. Duas temáticas são colocadas em destaque:
  • Inovação Empresarial – Como as empresas incentivam a criatividade entre seus funcionários e
  • O Caminho da Criatividade – O que o funcionário pode fazer para apresentar idéias inovadoras.
Mas uma questão fica em aberto: como desenvolver as habilidades necessárias para ser um profissional inovador?

Considero que idéias, perspectivas e estratégias inovadoras não vem da inteligência e da criatividade em seu estado bruto. Elas vêm de uma mente preparada, de panoramas ampliados por experiências, exposições e interesses variados (porém não relacionados). Aqueles com horizontes mais amplos geralmente vencem porque têm um repertório mais variado e portanto mais chances de fazer conexões diferentes entre idéias, culturas e novos eventos.

  • Por isso gostaria de compartilhar 10 sugestões para aqueles que querem investir em criar o novo e o diferente dentro das organizações. Afinal, se queremos evoluir de uma visão de curto alcance para uma perspectiva de longo alcance, precisamos desenvolver alguns comportamentos que nos ajudem a aprimorar essa competência estratégica. Para mudar será necessário negociar conosco mesmo, trazendo novas atitudes para nossa rotina diária e colocando as mesmas no topo das prioridades. Vamos às dicas:
  • Aprenda com o passado. Estude algumas invenções antigas e bastantes conhecidas, como o automóvel. Veja como eles usam o passado para prever o futuro. Veja como várias invenções não relacionadas se reuniram para formar algo maior. Assista programas de TV que falam sobre inovações e invenções modernas. Assista alguns episódios. Acesse vídeos do YouTube (The Machine That Changed the World: Giant Brains – http://www.youtube.com/watch?v=rcR74y61xZk , por exemplo, é uma excelente fonte). Como você poderia utilizar o passado da sua organização (decadas de 80, 90, 2000) para prever o futuro?
  • Observe so seu redor. Você consegue enxergar interligações? Como é que o que está acontecendo no mundo se relaciona à sua organização? Leia o Valor Econômico e as Revistas Exame ou Época Negócios e anote entre 3 e 5 coisas interessantes que são semelhantes ou que têm um efeito sobre a sua empresa. Crie um espaço na sua agenda e dedique tempo e energia para aprender a conectar o que está lá fora com o que está aí dentro.
  • Valorize os que não são especialistas. Durante a 2° Guerra Mundial, o exército americano descobriu que os grupos mais criativos eram aqueles cujos integrantes tinham muito pouco ou nada em comum e sabiam quase nada sobre a situação. Eles não estavam presos ao passado. Apresente um desafio atual ao grupo mais diverso que conseguir encontrar (digamos: um historiador, um web designer, um teólogo, um vendedor, um encanador, etc.) e veja o que eles discernem disso. Encontre alguns problemas fora da sua área e veja como pode contribuir para resolvê-los.
  • Seja curioso. Estude e intrometa-se em 3 coisas, não relacionadas, nas quais nunca prestou muita atenção (por exemplo: ópera, literatura romântica, publicações técnicas fora de sua área, Glee, um novo idioma, um curso de mágica, arqueologia, etc.). As conexões podem vir de qualquer parte e seu cérebro não se preocupa de onde vêm as diferentes perspectivas. Tente pensar sobre como os príncipios se encaixam.
  • Amplie suas leituras. Leia publicações internacionais como o Economist, ou o International Herald Tribune ou ainda Commentary; também livros como “1808″, que resgatam de forma acessível momentos singulares da história do Brasil; escolha um país e estude-o a fundo; veja um filme sobre a crise financeira de 2008 (Margin Call – O Dia Antes do Fim é uma ótima opção). O objetivo aqui é obter a perspectiva mais ampla possível sobre um assunto. Existem princípios implícitos comuns em quase tudo. Você precisa se expor mais amplamente para encontrar e aplicar esses principios no que está fazendo hoje.
  • Aventure-se nas férias. Viaje para um lugar que nunca visitou antes (e, à propósito, nunca mais tire férias no mesmo lugar). Coma em restaurantes temáticos diferentes. Vá a eventos e reuniões de grupos dos quais nunca participou. Participe de festivais étnicos e experimente diferentes culturas. Visite eventos esportivos aos quais nunca assistiu antes. Em suma: a cada semana você e sua familia deveriam abrir nova possibilidades em termos de aventura. Simples assim.
  • Enxergue além do trabalho. Participe de um grupo comunitário ou qualquer outra atividade pela qual normalmente não optaria em circunstâncias normais. Amplie seus horizontes fora do trabalho. Ofereça-se como voluntário para um programa de assistência a crianças, viaje para um pais que nunca visitou, acompanhe um grupo de adolescentes de 15 anos de idade durante alguns dias.
  • Foque o diferente. No trabalho, selecione 3 tarefas que nunca fez antes e dedique-se a elas. Se não conhece muito os clientes, trabalhe numa loja ou lide com as reclamações que chegam ao SAC; se não sabe o que o pessoal da engenharia faz, vá descobrir; ou ainda, troque de tarefa com alguém. Procure a exposição mais ampla possível dentro da organização. Almoce com diferentes colegas da organização e contem entre si o que vocês fazem.
  • Atue numa força-tarefa. Forças-tarefas ou projetos são ótima oportunidades. Se for importante e multifuncional e tiver um resultado concreto que será levado a sério (em vez de um grupo de estudos), passa a ser um dos eventos de desenvolvimento mais comuns na lista dos executivos bem-sucedidos. Tais projetos exigem que você aprenda sobre funções, negócios ou nacionalidades diferentes durante um período curto de tempo, valorizando como os outros pensam e porque suas áreas/posições são importantes. Ao fazê-lo, pode deixar de lado a sua própria experiência para ver conexões com um mundo mais amplo (como o comércio internacional funciona, por exemplo) ou sentir-se mais à vontade em casa (como as peças de sua organização se encaixam). Você pode absorver diferentes perspectivas e, a partir daí, lançar idéias inovadoras passa a ser uma sólida possibilidade.
          Como disse o filósofo francês Henri Louis Bergson, "o olho somente vê o que a mente está preparada
           para compreender".

          by Pablo

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Você prefere um bom emprego ou um bom chefe ?




Esta estória é meio lenda meio fato, mas merece ser contada como se fosse real




Quando Bill Gates estudava em Harvard, ele tinha um professor de matemática fantástico e muito exigente.
Tanto isso é verdade que Bill Gates se classificou em 18º lugar num teste nacional de matemática. Esse professor, dava uma prova final dificílima e poucos alunos conseguiam acertar todas as questões.

"Se alguém conseguir acertar completamente esta prova, eu renunciarei ao meu cargo de Professor de matemática e trabalharei para ele", dizia o professor no início da prova, com total seriedade.

Em inglês esta frase soa bem mais forte, tipo "eu serei seu subordinado para sempre", uma forma simpática de dizer que se aceita a derrota e que finalmente se encontrou alguém superior.

Bill Gates foi o aluno que mais próximo chegou de encontrar todas as soluções, tendo errado uma questão, somente no finalzinho da dedução.

Passados vinte anos, se alguém for para Boston poderá encontrar o tal professor batendo a cabeça na parede de Harvard Square, balbuciando : "Por que eu fui tão rígido? Por que que eu fui tão rígido?’’

Tivesse sido menos rigoroso, o agora anônimo professor seria hoje, provavelmente, o segundo homem mais rico do mundo.

O interessante dessa estória é o fato de que alunos de Harvard ouvem de seus professores o seguinte conselho: "Se um dia você encontrar alguém, um colega ou um subordinado, mais competente que você, faça dele o seu chefe, e suba na vida com ele".

No Brasil, um colega de trabalho que comece a despontar é imediatamente tachado de picareta, enganador e puxa-saco. Em vez de fazê-lo chefe, começa um lento e certeiro boicote ao talento. Nossa mania de boicotar chefes lembra a mentalidade do "Se hay gobierno soy contra". Nestas condições, equipes dificilmente conseguem ser formadas no Brasil, e temos um excesso de prima-donas, donos da verdade sem nenhuma equipe para colocar as idéias em prática.

Se não aprendermos a escolher os nossos chefes imediatos, como iremos escolher deputados, governadores e presidentes da República ?

Milhares de jovens acreditam ingenuamente que, apesar de ter cabulado a maioria das aulas, quando adultos contratarão pessoas inteligentes que suprirão o que não aprenderem. Ledo engano, pessoas inteligentes são as primeiras a procurar parceiros competentes para trabalhar.

Melhor do que procurar as melhores empresas para trabalhar é procurar os melhores chefes e trocar de emprego quantas vezes seu chefe trocar o dele. Como fizeram as dezenas de programadores que decidiram trabalhar para a Microsoft, na época em que ela era dirigida por um fedelho de 19 anos e totalmente desconhecido.

Achar um bom chefe não é fácil. Temos muito mais informações sobre empresas do que sobre pessoas com capacidade de liderança.

Mas, na próxima vez que encontrar um amigo para saber se o emprego dele paga bem, pergunte quem são os bons chefes e líderes da empresa em que ele trabalha,

É muito melhor promover um subordinado a seu chefe se ele for claramente mais competente do que você, do que ficar atravancando a carreira dele e a sua.

Subordinar-se a um chefe competente não é sinal de submissão nem de servilismo, mas uma das melhores coisas que você poderá fazer para sua carreira. Embora ser o número 1 de uma organização seja o sonho de muitos jovens, a realidade é que 95% de sua carreira será desenrolada como o número 2 de algum cargo.

A pior decisão na vida do professor de Bill Gates foi a de não seguir o seu próprio conselho. Portanto fique de olho nos seus colegas de trabalho e faculdade que parecem ser brilhantes e tente trabalhar com eles no futuro. Eles poderão ser o caminho para o seu sucesso.


Revista Veja, Editora Abril, edição 1552, nº 25, 24 de junho de 1998, página 21






sábado, 30 de junho de 2012

PASSO A PASSO PARA UM BOM FEEDBACK


FEEDBACK NÃO É QUEDA DE BRAÇO: SEMPRE HÁ DOIS LADOS

DEIXAR O JULGAMENTO DE FORA DA CONVERSA, APONTAR PONTOS POSITIVOS E FAZER UM ROTEIRO PRÉVIO SÃO ALGUMAS DAS DICAS DOS ESPECIALISTAS


                                                 (FOTO: SHUTTERSTOCK)



Receber uma crítica não fácil, mas fazer a crítica nem sempre é tarefa das mais simples. Basta fazer um levantamento mental: quantos chefes você já teve que eram mestres na arte de dar o famoso feedback? E você, sabe dizer o que realmente significa a expressão?


Feedback, segundo o especialista em gestão comportamental aplicada ao mundo dos negócios Luiz Fernando Garcia, não é queixa, bronca, conselho ou mesmo lição de moral. Ele é, na verdade, (ou deveria ser) uma ferramenta para que comportamentos impróprios sejam alterados e as relações entre pessoas se tornem mais fáceis.

“Muitas vezes a conversa que tinha como intenção ajeitar as coisas, tem o efeito contrário e apenas coloca mais lenha na fogueira”, diz Garcia.

A psicóloga Fela Moscovici, autora de livros sobre o tema, aponta dois caminhos essenciais para que o “tiro não saia pela culatra”: ser descritivo, em vez de avaliativo, e ser específico, em vez de generalista.

Ser descritivo significa ir direto aos fatos, sem julgamentos à atitude dos envolvidos. Dizer “aquele equipamento que custou 20 mil reais” é melhor que dizer “aquele equipamento que custou uma fortuna”. Para ser a específico, descreva situações em que a outra pessoa tenha agido de maneira inadequada, sem a utilização de expressões generalistas como “você foi grosseiro” ou “você não sabe guardar dinheiro”. O mesmo vale para as situações em que o funcionário agiu da maneira correta.

Outra dica importante para um “feedback bem dado” é a montagem de um pequeno roteiro. “É necessário que haja respeito entre os envolvidos, com o desejo real de que o outro apenas melhore. Por isso, jamais entre em uma conversa de feedback achando que é o dono da verdade. Sempre há os dois lados”, avalia Garcia.

Etapa  Como fazer  Por quê? 


Preparação:  Reflita cuidadosamente sobre o que pretende falar. Faça um balanço de aspectos positivos e negativos. Preparar-se com antecedência faz com que os fatos mais importantes sejam privilegiados na conversa e listar os pontos positivos ajuda a quebrar a resistência.

Escolha do ambiente:  A conversa deve ser em um ambiente neutro, de preferência na sala de quem vai receber o feedback, sem interrupções. O local adequado ajuda a diminuir a tensão. É fundamental que telefonemas ou secretárias, por exemplo, não interrompam.


Definição das regras:  Enquanto um se pronuncia, o ideal é que outro anote todas as observações e fale somente depois. Em seguida, os papéis se invertem.  Respostas de bate-pronto geram tensão. Com a espera, a impulsividade é controlada e há tempo para assimilar o que foi dito. Quem propôs o feedback deve deixar o outro à vontade para começar, caso prefira.

Início da conversa:  Destaque as qualidade de quem ouve, antes de cobrar algo.  Isso ajuda a quebrar a resistência de quem escuta.

Cuidado com o tom:  Use exemplos específicos e não adjetivos genéricos como "egoísta" ou "preguiçoso". Também é melhor dizer “eu me sinto desconfortável com essa situação” em vez de “você é isso ou aquilo”.  É uma maneira de manter a objetividade da conversa e de desarmar as defesas do outro, sem causar irritação.

Momento de ouvir:  Não interfira enquanto o outro se posiciona. Ouça, anote e espere sua vez de falar. Aguardar o momento certo para se pronunciar demonstra maturidade e interesse verdadeiro de melhorar.

Finalização:  Depois de tudo dito, é fundamental que haja um reforço dos pontos principais do feedback – tanto dos negativos quanto dos positivos.  Isso ajuda a organizar o pensamento e selecionar o mais importante da conversa (que dura cerca de 40 minutos).


by Época NEGÓCIOS 



quinta-feira, 14 de junho de 2012

Mais mulheres no comando



Dados da consultoria Grant Thornton mostram que elas ocupam 27% dos cargos de liderança das empresas do país


                                crédito: Thinkstock


A quantidade de mulheres que ocupam posições de chefia nas empresas brasileiras cresceu em relação ao ano passado. Dados da consultoria Grant Thornton mostram que, no momento, elas ocupam 27% dos cargos de liderança das organizações do país, número superior aos 24% registrados em 2011 e aos 21% da atual média global.

Com esse resultado o Brasil sai da 21ª para a 18ª posição do ranking global de nações com mais mulheres no comando das empresas. Em 2009, o desempenho brasileiro foi ainda melhor, pois o país foi colocado na 10ª posição da lista, com 29% dos cargos de chefia .

O primeiro lugar do ranking de 2012 foi conquistado pela Rússia, onde 46% dos cargos de liderança das empresas são das mulheres. Bósnia, Tailândia e Filipinas (todos com 39%), Geórgia (38%) e Itália (36%) também estão nos primeiros lugares da lista. Os países com as piores classificações são Japão (com apenas 5% das mulheres em cargos de chefia), Alemanha (13%), Índia (14%), Emirados Árabes e Dinamarca (ambos com 15%) e Estados Unidos (17%).

Como elas atuam

A maior parte das mulheres em cargo de liderança no Brasil está na área de recursos humanos (16%). Essa mesma tendência é percebida na China, onde 41% das posições de chefia em RH são ocupadas por mulheres, e na França (37%). As brasileiras se destacam também no segmento financeiro como diretoras (15%) e CFOs (13%).

Ainda sobre o Brasil, o estudo revela que apenas 3% dos cargos de Chief Executive Officer (CEO) são exercidos por mulheres, número inferior ao da média global (9%). O cenário é bem diferente de países como Austrália (30%), Tailândia (29%) e Itália (20%), onde as companhias têm mais de um quarto das posições de CEO sendo ocupadas por elas. O percentual de mulheres brasileiras que ocupam posição de sócia é de 6%.


Uma prosa com Dona Luiza


                                          Crédito Raul Junior


Presidente de uma das dez maiores empresas de varejo do País, Luiza Helena Trajano conta um pouco da sua história — e muito sobre o que acredita e o que a fez chegar até aqui

Conversar com Luiza Helena Trajano Rodrigues, presidente da rede varejista Magazine Luiza, dá a sensação de estar na sala batendo papo com uma tia querida do interior. Ela chama as pessoas de "bem" e diz que pode chamá-la de "você".
Leia a entrevista completa, feita pela jornalista Daniela Diniz, na Edição para Mulheres VOCÊ S/A, já nas bancas!

"Minha vida nunca foi ‘quero ser isso ou aquilo’. Não tinha ambição de ser presidente do Magazine Luiza. Minha tia foi inteligentemente me entregando os cargos aos poucos. Foi uma coisa natural. Eu trabalhei em todos os cargos da empresa".

"Quando chegou a hora, não achei que estivesse pronta, mas, sim, preparada. Eu sabia que iria apanhar, aprender, mas estava preparada".

"A mulher é apaixonada por processo; os homens, por resultado. E é também por isso que as empresas hoje buscam mais mulheres. Afinal, a empresa que só pensar em resultado, e não nos processos, não vai sobreviver".

"Ainda somos poucas no topo por causa de uma falta de história de carreira entre as mulheres".

"Há empresários, por exemplo, que nunca imaginaram passar seus negócios para uma herdeira, e começam a mudar essa cultura porque percebem que somos agora governados por uma mulher".

"Minha rotina é supernormal. Trabalho até as 19 ou 20 horas, dependendo do dia. Eu bato papo, assisto a novelas, fico bastante na internet".



fonte: Você S/A