quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Home office: dicas para montar o seu escritório em casa

Do espaço escolhido à organização, essas dicas vão ajudar a tornar as horas de trabalho mais agradáveis e produtivas



home office tem se tornado uma realidade para muitas pessoas nos últimos meses. Porém, por se tratar de uma nova forma de trabalho, existem dúvidas sobre como adotar este modelo, por isso listamos os principais pontos para montar seu escritório em casa e trabalhar de forma confortável, organizada e produtiva.

Para os especialistas no assunto, é importante considerar dois fatores principais: a organização física, que envolve escolha do espaço, decoraçãocores, iluminação e afins, e a da rotina, com regras de uso no dia a dia para alcançar bem-estar na relação entre trabalho, casa e família. Vamos a eles.

1. Escolha o espaço
Nem todo mundo dispõe de um cômodo ou espaço exclusivo para o home office. Se esse for o seu caso, opte por ambientes mais tranquilos para dividir as funções, principalmente se tem crianças em casa. “Boas opções são utilizar espaços como debaixo das escadasvarandas ou mesmo cantinhos do quarto”, diz a arquiteta Cris Paola. O melhor é deixar a cozinha e a área de TV livres para os tempos de diversão e crie um espaço que favoreça o seu foco.

Não existe uma metragem mínima para seu escritório, basta ter espaço suficiente para rack, aparador ou bancada. “O ideal é que a bancada tenha a altura de 75 cm. Se for usada por crianças também, opte por cadeiras ergonômicas, que têm ajustes de altura, encosto e assento”, explica Cris. Caso haja espaço, o ideal é que a bancada tenha 55 cm de profundidade e, no mínimo, 70 cm de largura. Mas, se o local for muito pequeno, o ideal é procurar um profissional para auxiliar. “Nesses casos a marcenaria sob medida pode atender até as demandas mais exigentes”, comenta o designer de interiores Newton Lima.

2. Organização gera produtividade
Invista em prateleirasgavetas e armários. Eles, sem dúvida, são ótimas opções para manter tudo no lugar. Caso não tenha muito espaço, a dica da personal organizer Carol Rosa é investir em caixas, que podem ser coloridas, ou cestos, principalmente se for um escritório montado na sala ou outro ambiente de convivência familiar. “Quando terminar o trabalho, guarde tudo dentro das caixas para voltar a ser casa novamente. É como fechar o escritório”, compara. “Senão ficamos com a sensação de que o trabalho nunca foi embora”, concorda Ingrid. Ela recomenda também retirar da mesa o que não é essencial para trabalhar. “Vale se livrar de pastas e papéis que não estão em uso. Reorganize estes itens em um armário do home office ou em outra parte da casa. O excesso de objetos em cima da mesa acaba prejudicando a produtividade”, afirma.

Não se esqueça de esconder os fios: a instalação apropriada de luminárias, computadores e impressoras faz toda diferença. A bagunça de fios e tomadas podem atrapalhar a circulação e a movimentação de cadeira e gavetas, o que impacta diretamente no campo de visão e concentração.

3. Uma decoração vai bem
Para quem faz reuniões, calls e chamadas de vídeo, é interessante criar um espaço visualmente agradável. Quadros e plantas podem fazer essa composição de fundo, por exemplo. “É primordial criar um ambiente bonito e organizado para quem acompanhará a reunião on-line. Afinal, isso faz parte da sua marca como profissional”, acredita a Ingrid. 

4. As melhores cores
Apesar de não existir regra para o uso de cores, além do assunto transitar pelo gosto pessoal e personalidade de cada um, a arquiteta Cris Paola indica tons de verde e azul, que, segundo ela, ajudam na concentração e trazem tranquilidade. Já os tons de laranja e amarelo, estimulam a criatividade. “Neste caso, invista em objetos”, aconselha.

5. Boa iluminação é essencial
Para trabalhar em home office é importante ter um espaço claro e muito bem iluminado. Considere a possibilidade de se acomodar em um ambiente que receba luz natural durante o dia. Ela é agradável, cansa menos e ajuda a economizar energia elétrica. Se a vista da janela for bonita, melhor ainda! Para a noite ou dias nublados, é necessário completar com uma iluminação artificial, que não incomode os olhos.

Segundo a arquiteta Nicole Gomes, CEO da Labluz, um dos principais fatores a serem levados em consideração é a tonalidade da luz. Se a lâmpada for muito branca, a sensação é de inquietude e cansaço em poucas horas de trabalho. Por outro lado, a cor amarela pode deixar a pessoa muito relaxada e, consequentemente, improdutiva. O ideal é usar uma lâmpada amarela neutra de 3.000 K.

Para quem tem um espaço dedicado especialmente ao home office, a recomendação é que o foco da iluminação seja a mesa de trabalho. Por isso, é possível usar pendentes ou outros utensílios com luz direta, que estejam bem posicionados em cima da mesa – e não atrás, para que não seja criada uma sombra no plano principal.

Se você trabalha em um espaço integrado na área social, a dica de Nicole é apostar em uma boa luminária de mesa. Além de integrar a decoração do ambiente, ela traz a luz necessária para que o trabalho não se torne tão intenso e estressante.

Se o trabalho se dá na sala de jantar, é bom adotar uma luz mais homogênea, ou seja, que não seja tão clara nem tão escura. Segundo Nicole, é possível obter esse resultado com um pendente de altura entre 70 e 90 cm, que colabora para não ofuscar o material de trabalho e deixar o ambiente mais confortável.

6. A cadeira precisa ser confortável
Segundo Ingrid, ter uma cadeira confortável para afastar as temidas dores na coluna é fundamental. Escolha com cuidado um modelo específico para escritório, que agrade e acomode bem a região lombar. Vale investir em um bom produto, com design, pois a cadeira vai ser uma de suas grandes companheiras de trabalho.

7. Plantas para ter no escritório
Além do visual mais agradável e fresco, as plantas também podem trazer benefícios à saúde. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology: Applied, provou que ter verde por perto pode aumentar a concentração e a produtividade em até 15%. Outro estudo da NASA indica que em ambientes fechados algumas plantas podem remover até 87% das toxinas aéreas em apenas 24 horas. Mais do que bons motivos para ter plantinhas na mesa de trabalho e aproveitar o bem-estar que elas trazem.

É claro que existe uma infinidade de espécies que se dão bem nestes ambientes, mas se você não quer se preocupar muito com a manutenção, há opções bem simples de cuidar. Os cactos, por exemplo, requerem rega uma vez por semana no verão, enquanto nos dias frios apenas uma vez a cada 20 dias. A mesma simplicidade está na planta-jade, que não precisa de muita luz e regas apenas quando o solo estiver seco. A planta aranha, também chamada de clorofitos, é uma herbácia de porte pequeno que usa a luz indireta para seu desenvolvimento e, do mesmo jeito que as jades, a terra precisa estar seca antes de ser regada. As suculentas, além de dar um charme no décor, não ligam para o ar seco e a falta de água; é só observar se o solo está livre de umidade antes de aguar.

8. Crie uma rotina
Segundo Carol Rosa, é fundamental criar uma rotina, que não precisa ser rigorosa, mas trazer bem-estar. “Isso traz praticidade ao dia a dia, para não fazer a mesma tarefa várias vezes ou trabalhar além do horário estipulado”, diz.

No que se refere à produtividade, Ingrid Lisboa explica que é preciso tomar cuidado para não ser “contaminado” pelas demandas da casa. Então é importante separar o tempo que você vai trabalhar e o que vai cuidar das tarefas domésticas. “Eu não recomendo que as pessoas separem o momento que elas são mais produtivas no trabalho para fazer a limpeza da casa, por exemplo”, ensina.

Para dar conta da casa junto com o trabalho é preciso dividir as tarefas entre as pessoas que moram no local. “Não estou falando de ajuda, e sim de divisão. Uma boa dica para quem está em home office e tem criança pequena é fechar as portas. Se não for possível, avise as pessoas que estará em reunião. Organize-se como se estivesse realmente na empresa, no seu ambiente de trabalho convencional”, diz Ingrid.

Organizar o tempo é fundamental, por isso a especialista indica verificar, todos os dias de manhã ou no final do dia, quais são as atividades de trabalho, determinar horários e definir as prioridades. “Não seja multitarefas. Comece um assunto e termine. Desta forma, você vai sentir o dia render. Elimine as distrações como celular e alarme de e-mail, entre outras”, orienta.


by Sana FERREIRA, Casa E JARDIM







segunda-feira, 6 de julho de 2020

Coronavírus mudará a maneira de trabalhar?

Quem faz trabalhos de escritório está trocando blazers por pijamas e cadeiras ergonômicas pelo próprio sofá. Disseminação da covid-19 transforma a atividade profissional e mostra benefícios do trabalho remoto.

Enquanto escrevo este artigo, uso calça de moletom, faço pausas muito, muito, muito regulares. Por exemplo, para fazer café ou verificar o que há na geladeira. Venho trabalhando em casa há cerca de uma semana e, digamos, é divertido, frustrante, gratificante e irritante ‒ tudo ao mesmo tempo.
Atualmente, milhões de pessoas isoladas em suas próprias casas devem estar tendo experiências semelhantes. O coronavírus transformou o trabalho remoto numa realidade repentina. Sim, isso não é uma novidade. Startups de tecnologia, nômades digitais e novos gurus do trabalho vêm elogiando há muito seus benefícios, como o aumento de produtividade e felicidade.
Mas nem todo mundo estava exatamente ansioso para abraçar as possibilidades disponibilizadas pela tecnologia moderna.
Veja a Alemanha, por exemplo. Antes da propagação do vírus, somente cerca de um quarto das empresas permitia que pelo menos alguns de seus funcionários trabalhassem remotamente, de acordo com um estudo do Instituto de Pesquisa de Emprego (IAB) da Alemanha.
O instituto também constatou que somente 20% dos funcionários faziam uso do trabalho remoto. E a maioria dos que não trabalhavam em casa, dizia preferir ir diariamente ao escritório.
Revolução do trabalho remoto?
Mas, no momento, muitos desses empregados não podem ir a seus escritórios. A Alemanha ‒ e todos os outros países afetados pelo coronavírus ‒ encontra-se em meio a um enorme experimento de trabalho remoto.
Isso levanta a questão de como a vida profissional vai continuar depois que retornarmos, tomara, a algo que se assemelhe vagamente à normalidade, pelo menos quem poderia, teoricamente, trabalhar em casa.
Vamos, simplesmente, guardar nossos laptops e voltar para o escritório? Ou as próximas semanas e meses provarão a eficácia do trabalho remoto ‒ e continuaremos a verificar o que há na geladeira e enviar e-mails de nossas cozinhas?
"Acredito realmente que isso mudará algo", disse por telefone Josephine Hofmann, do Instituto Fraunhofer de Engenharia Industrial. Segundo ela, as empresas passariam a ver os aspectos positivos de deixar os funcionários trabalharem de casa, agora que a única alternativa a isso é, basicamente, não deixá-los trabalhar.
Lições da China
Reuniões ineficientes e demoradas podem ser substituídas por um e-mail. Compromissos comerciais que exigem viagens podem ser transformados numa videoconferência.
Também após a crise, essas constatações podem permanecer, e levar as empresas a aumentarem sua infraestrutura de trabalho remoto. "Isso seria do interesse do nosso planeta, do nosso clima e de uma forma mais sustentável de trabalhar", acredita Hofmann.
Um estudo de caso na China parece, em princípio, encorajar essa mudança. A agência de viagens CTrip permitiu que alguns de seus funcionários de call center trabalhassem em casa. Um grupo de economistas mediu o impacto, constatando que eles estavam mais felizes, mais produtivos e economizavam dinheiro da empresa, reduzindo a necessidade de espaço de escritório.
Na realidade, o experimento foi tão bem-sucedido que a diretoria logo o estendeu a toda a empresa – só para descobrir que trabalho remoto não funciona para todos. Enquanto alguns podem ser bem-sucedidos, conseguindo executar tarefas após tarefas no conforto de seu próprio sofá e longe da presença sondadora de seus supervisores, outros podem se sentir abandonados. Alguns funcionários da CTrip disseram que a principal para não gostar do trabalho remoto era se sentirem sozinhos.
E isso é algo que constato: depois de uma semana trabalhando sozinho à mesa da cozinha, sinto falta da troca de ideias com meus colegas. Estamos em contato, é claro, por e-mails, mensagens de texto, telefonemas ‒ até tomamos um drinque rápido juntos depois do trabalho, num bate-papo por vídeo. Mas não é o mesmo que a avalanche espontânea de energia criativa proporcionada por um espaço compartilhado de escritório.
No futuro, o melhor de dois mundos
"A solução será trabalhar do lugar certo no momento certo", explicou via Skype Tristan Horx. Ele atua no Zukunftsinstitut, um think tank da Alemanha que pesquisa tendências futuras. Horx afirma que ambientes diferentes favorecem diferentes tipos de trabalho ‒ e os empregados estarão cada vez mais inclinados a buscar isso.
Ou seja: no futuro, os funcionários poderão realizar a partir de casa tarefas individuais que exijam muita atenção, e ir ao escritório quando precisarem trabalhar juntos em determinados projetos.
Com o mundo do trabalho já indo nessa direção, Horx afirma que a situação atual deverá acelerar essa mudança: "Quem tem muitas reuniões virtuais no momento perceberá como é melhor um processo criativo de colaboração real numa reunião 'analógica'."
Sim, o coronavírus deverá mudar a forma como trabalhamos, pois, se as empresas constatarem que podem enfrentar essa crise com seu pessoal em casa, "business as usual" não será o desafio mais difícil.

by A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
    


domingo, 5 de julho de 2020

O fim da era dos escritórios?

Há gente que já fala no fim do escritório, outros veem exagero na previsão. Mas o home office definitivamente ganhou fôlego na pandemia do novo coronavírus, e algumas mudanças podem ser duradouras.



"A centralidade do escritório acabou", tuitou recentemente o fundador e presidente do Shopify, Tobi Lütke.

Já o chefe da Google, Sundar Pichai, planeja reembolsar em até 1.000 dólares os funcionários que compraram equipamento e móveis de escritório para trabalhar de casa durante a pandemia do novo coronavírus.

Analistas afirmam que o mundo do trabalho pode estar diante de uma grande mudança. "Depois da previsão sobre a 'morte da distância', em 1997, grandes cidades prosperaram como nunca antes", diz o professor de geografia econômica Paul Cheshire, da London School of Economics. Agora elas terão que se ajustar para sobreviver, acrescenta.

Em 2018, uma pesquisa do Censo dos EUA revelou que apenas 5,3% dos americanos trabalhavam integralmente em home office.

O analista Rich McBee, presidente da empresa Riverbed, especializada em trabalho remoto, calcula que entre 15% e 20% das pessoas que trabalhavam no escritório não vão retornar depois da pandemia.

A empresa de consultoria Global Workplace Analytics estima que empregadores poderão economizar em média 11 mil dólares anuais para cada pessoa que fizer meio período de home office, principalmente por meio de aumento de produtividade, menores custos de instalações físicas, menor absentismo e rotatividade no emprego e melhor preparo para situações de emergência.

"Vamos certamente observar empresas que historicamente resistem ao home office em alguns casos reduzindo custos", comenta Mat Oakley, da agência imobiliária Savills.

Quem trabalha de home office também pode estar disposto a receber menos. A empresa de serviços de conexão Log MeIn ouviu 2.200 trabalhadores em abril, nos Estados Unidos, e descobriu que 62% deles aceitariam um corte no salário para trabalhar de casa.

Cidades mais vazias

Um aspecto central na mudança é que as cidades podem esvaziar, prédios comerciais poderão ficar abandonados e novos prédios comerciais poderão nem ser construídos. Por outro lado, a velocidade e a segurança da internet terão que aumentar.

Estudos que avaliam o impacto ambiental da mudança ainda não são conclusivos, por exemplo sobre se o maior uso de eletricidade e internet em casa seria compensado pela diminuição do uso no escritório.

O home office também cria questões de espaço em casa e o problema da sobreposição de trabalhos profissional e doméstico. "Eles são divididos de forma desigual, e as mulheres acabam sobrecarregadas. O aumento da violência doméstica durante a pandemia é um alerta bem concreto", diz o sociólogo Les Back, do Goldsmiths College, de Londres.

Outro aspecto é que a mudança certamente não virá para todos. Operários, enfermeiros, motoristas de ônibus e vários outros profissionais jamais terão a opção de fazer home office.

"A situação nas cidades já mudou. São os trabalhadores mal remunerados, frequentemente negros, que mais andam de transporte público e correm risco de contágio na pandemia, enquanto a classe média branca cuidadosamente evita ir à cidade. Penso que as cidades vão se tornar ainda mais divididas", diz Back.

O transporte público, vital para o funcionamento das grandes cidades, enfrentará um grande desafio na fase pós-epidemia, principalmente no curto prazo. "Há uma necessidade de subsídios públicos ainda maiores", observa Cheshire. Para ele, viagens de trabalho, aeroportos, centros de convenções hotéis enfrentarão dificuldades também no longo prazo.

Muitos preferem o local de trabalho

"Penso que estamos num ponto de virada. Há uma reorientação, uma recalibragem da relação espaço-tempo-vida social", diz Back."Poderemos ver profundas mudanças e algumas coisas poderão jamais ser como eram antes", acrescenta.

"Se de fato adotarmos uma abordagem de home office, há implicações claras para as telecomunicações e a internet de banda larga, e mais ainda se conurbações avançarem sobre áreas rurais", comenta a economista Rebecca Larkin.

Mas outros analistas afirmam que a ascensão do home office não vai acabar com os escritórios. "A história, e também a nossa pesquisa mais recente, mostram que o escritório não vai desaparecer tão cedo", comenta o diretor de soluções corporativas da agência imobiliária JLL Neil Murray.

"O escritório vai manter sua importância como facilitador de inovação e colaboração e também de saúde, bem-estar e produtividade dos funcionários", afirma.

Uma pesquisa da JLL diz que 58% dos trabalhadores sentem falta de seus escritórios, e esse sentimento é ainda maior entre os mais jovens.

Outra pesquisa, da empresa de arquitetura e design Gensler, afirma que apenas 12% dos trabalhadores querem trabalhar de casa em tempo integral, e 70% diz que gostaria de passar a maior parte do tempo no escritório.

"Há ampla evidência de que a concentração espacial de escritórios eleva a produtividade, considerando todos os demais aspectos. Isso vale não só na horizontal, mas também na vertical. Trabalhadores em prédios altos são mais produtivos", afirma Cheshire.



by  Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas

domingo, 21 de junho de 2020

50 pequenos prazeres que redescobrimos durante o isolamento
isolamento é difícil, e todo mundo tem de se adaptar a uma nova maneira de viver. Mas, em meio aos desafios, também descobrimos ― ou redescobrimos ― alegrias que sempre estiveram presentes em nossas vidas. Antigos hobbies foram retomados e o senso de comunidade foi reforçado.
Essa desaceleração nos permite ser mais introspectivos, ou simplesmente relaxar e curtir alguns prazeres, como o café perfeito feito em casa. Sem a confusão da vida cotidiana, aprendemos a apreciar as pequenas coisas.
Claro, há muitas coisas pelas quais mal podemos esperar para fazer fora de casa, mas eis uma lista de 50 prazeres simples que desfrutamos durante esse período.

Você pode não se identificar com todos eles, mas temos certeza de que alguns deles te farão sorrir.


1. Conversar com seus vizinhos pelo muro.

2. Sentar perto da janela para tomar um solzinho.

3. Ir dormir mais cedo.

4. Flores frescas e seu delicioso perfume.

5. Descobrir novos lugares em sua caminhada diária.

6. Ouvir os pássaros todas as manhãs.

7. Fazer as próprias unhas, sem borrar por causa da pressa.

8. Fazer a xícara perfeita de chá, umas cinco vezes por dia.

9. Regar as plantas todas as noites e vê-las contentes.

10. Escrever uma carta para um amigo, pela primeira vez na vida.

11. Receber a resposta e guardá-la como um tesouro.

12. Tomar um banho com a temperatura perfeita.

13. Curtir uma hora extra na cama todas as manhãs.

14. Fazer o café perfeito antes de começar o dia.

15. Perguntar “como você está?” e realmente prestar atenção na resposta.

16. Perceber que a família está sempre a apenas um telefonema de distância.

17. Biscoitos.

18. Pausa para um lanchinho ― várias.

19. Calças com elástico na cintura.

20. Não usar roupa social.

21. Perder-se num bom livro.

22. Começar a praticar ioga.

23. Ouvindo a chuva batendo na janela.

24. Meias confortáveis e fofinhas, que não foram feitas para usar com tênis.

25. Quebra-cabeças, quem diria?

26. Curtir delivery como nunca.

27. Dançar na sala.

28. Pulverizando perfume pela casa, só para você.

29. Fazer maratona de séries, sem culpa.

30. Jogos de tabuleiro há muito esquecidos no armário.

31. Pantufas, de preferência combinando com leggings.

32. Cozinhar uma refeição e curtir todo o processo.

33. Fazer supermercado online.

34. Assar um bolo, mesmo que não dê muito certo.

35. Esperar ansiosamente a correspondência.

36. Falar com quem antes não dava tempo.

37. Conversar com os funcionários do supermercado.

38. Ligar o rádio quando está tocando sua música predileta.

39. Aproveitar tempo com as crianças.

40. Finalmente pregar aquele botão.

41. Desenhar, colorir ou fazer algum tipo de arte.

42. Brincar com os animais de estimação durante o trabalho.

43. Perder-se num videogame.

44. O luxo de lençóis que acabaram de sair da máquina de lavar.

45. Caixas de legumes entregues por produtores locais.

46. Apreciar os sons e cores da natureza.

47. Praticar uma atividade física diferente.

48. Acertar uma pergunta num quiz.

49. Acertar todas as perguntas em um quiz.

50. Sentir-se mais próximo das pessoas queridas, mesmo que vocês estejam distantes.



by Rachel Moss, Huffpost

sábado, 13 de junho de 2020


Passo a passo para criar um e-commerce de sucesso

Com a pandemia, o Brasil registra a abertura de mais de uma loja virtual por minuto

Nos últimos dois meses, surgiram 107 mil novos estabelecimentos na internet, segundo a Abcomm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico). Para se ter uma ideia, a média de novas lojas era de 10 mil por mês antes da Covid-19. Apesar de oferecer novas possibilidades às lojas físicas, ter um e-commerce não é garantia de uma experiência satisfatória para o cliente, o que pode impactar diretamente as vendas e colocar toda a estratégia digital a perder. Mais do que isso: o e-commerce só se aplica a empresas que comercializam bens consumíveis e/ou alguns determinados serviços. Ou seja, não é para qualquer empresa de qualquer segmento.

Com mais de 930 mil sites de venda no Brasil, é preciso encontrar maneiras de se destacar para criar um e-commerce de sucesso. O primeiro passo é mapear todas as jornadas envolvidas no processo, desde a localização da loja virtual na internet até o pós-venda. A jornada do usuário precisa ser elaborada por profissionais experientes, que consigam traduzir os procedimentos em fluxogramas, definindo neles todas as questões e variáveis que devem ser amplamente respondidas. Cada etapa deve ser customizada na ferramenta que for adotada.

Depois, deve-se escolher a plataforma de e-commerce ideal para o negócio, já que existem inúmeras, gratuitas e pagas. Dada a diversidade, o que deve determinar a melhor solução é o trabalho prévio de especificação do projeto. Isso quer dizer ter personas bem definidas, o mapa CSD (certezas, dúvidas e suposições), o mapa de empatia (que avalia a aderência do público-alvo aos produtos e serviços oferecidos pelo e-commerce), além é claro, do estudo das jornadas.

Para que tudo saia como o planejado, sem desperdício de recursos, é fundamental desenvolver um protótipo da loja virtual, ainda que ele seja de baixa fidelidade, desenvolvido em preto e branco, sem a aplicação de imagens, mas navegáveis, simulando o seu funcionamento. Em casos de protótipos mais sofisticados, de alta fidelidade, são criados os layouts finais, com uma experiência de navegação mais próxima da realidade.

Ainda no protótipo é preciso desenvolver testes de usabilidade envolvendo clientes reais e potenciais. É necessário identificar a quantidade de produtos que devem ser comercializados, fazer as integrações com o ERP – Enterprise Resource Planning (sistema integrado de gestão do negócio) para controle e estoque dos produtos, faturamento e emissão de nota fiscal. Além disso, é preciso definir o melhor meio de pagamento, como por exemplo, cartão de crédito, boleto, depósito em conta, etc. Depois, é chegada a hora de integrar com um sistema de logística para a entrega dos produtos.

Aliado a todas essas funcionalidades, é preciso desenvolver um layout que proporcione a melhor experiência possível ao cliente. E esse tema é delicado, já que existem empresas que oferecem plataformas gratuitas, que podem não atender às necessidades específicas identificadas no estudo de jornadas. Nesse caso, a empresa poderá gastar tempo e dinheiro na implementação de uma solução que, ao contrário de permitir suas vendas, pode acabar trazendo prejuízos. A customização é de fundamental importância para a experiência do usuário.

Outro ponto fundamental é a acessibilidade. Segundo pesquisa realizada pelo IBGE, 94,6% dos brasileiros utilizam o smartphone para acessar a internet. Portanto, é imprescindível que o e-commerce seja responsivo, adequando ao tamanho da tela do dispositivo que está acessando. Também é fundamental que a página atenda os portadores de necessidades especiais, o que infelizmente, é raro no Brasil – apenas 1% dos domínios ativos no Brasil são compreensíveis para grupos com deficiência. Nesse sentido, a loja virtual precisa pensar em soluções baseadas em diretrizes sobre o tema, como as WCAG (Web Content Accessibility Guidelines).

Quando tudo estiver funcionando perfeitamente, é crucial atrair tráfego para o seu e-commerce. Para isso, aplicar as palavras-chave certas é fundamental. O Google possui robôs que fazem a indexação de conteúdo a partir dos sites/lojas que existem na internet. Esse tipo de resultado de busca é chamado de busca orgânica, ou seja, é aquela que não está associada a uma campanha propriamente dita. É muito importante estar entre os primeiros resultados da busca orgânica. Mas, também vale a pena apostar em campanhas de mídia paga para a divulgação de seus produtos/serviços. Publicidade online no Google Ads ou nas principais redes sociais, como o Facebook Ads e Instagram Ads, é extremamente importante para a atração de leads e geração de vendas.

Por fim, é preciso muito, mas muito, teste, para que o sistema não falhe. E, mesmo tudo correndo bem durante a compra e recebimento do produto, o dono do e-commerce não pode se ser esquecer do pós-venda. O atendimento posterior a uma compra é tão importante quanto o cumprimento do prazo de entrega. Além de promover uma experiência perfeita, o lojista virtual tem que ter o foco em não fazer parte dos sites onde clientes relatam problemas de péssimas experiências, como o Reclame Aqui. Só assim, seus potenciais clientes se sentirão seguros para fazer compras e os atuais ficarão ansiosos para voltar a comprar, a fim de repetir a experiência de sucesso que tiveram.



*Fernando Rizzatti é sócio-diretor na Neotix Transformação Digital

segunda-feira, 8 de junho de 2020


6 aprendizados para a carreira durante o isolamento social

Situações atípicas podem trazer novas experiências aos executivos, indica diretor da
consultoria Michael Page


A disseminação mundial do coronavírus mudou drasticamente a rotina de trabalho e as relações interpessoais. Com o distanciamento social, muitos executivos passaram a vivenciar novas experiências e superar enormes desafios que a situação atual exige.
Para Lucas Oggiam, diretor da consultoria Michael Page, entre o aumento do cuidado com a saúde e as readaptações de modelos e formas de trabalho, também é importante reconhecer que períodos de crise podem nos fazer enxergar "fora da caixa" e alcançar novas oportunidades. "De maneira geral, todas as pessoas e empresas estão sendo afetadas de alguma forma em decorrência da pandemia do COVID-19. Mas, em meio a tanta preocupação, também estamos notando atitudes positivas, como o surgimento de aprendizados que darão um novo impulso ao nosso futuro como profissionais, em um mercado que nos proporciona cada vez mais desafios", observa.
De acordo com o consultor, situações atípicas podem nos mostrar a importância de atos básicos. Por isso, a "cultura do minimalismo" que estamos vivenciando, com privações e necessidades de adaptação no meio corporativo, pode nos ajudar a enxergar maneiras de progredir em nossas carreiras.
Abaixo, Oggiam destaca seis aprendizados mais importantes - até o momento - durante o isolamento social, proveniente da pandemia de coronavírus.

Enxergamos oportunidades de descobrir coisas novas

É comum estarmos tão ocupados no dia a dia que não conseguimos arrumar tempo ou disposição para aprendermos algo novo. Mas, nas últimas semanas, todos precisaram descobrir novidades, como novas formas de organização para o trabalho remoto, como estabelecer canais de comunicação ativos e claros, novos aprendizados sobre tecnologias, outros modelos de liderança e até a fazer pausas para cuidar da saúde física e mental, algo essencial, que tendemos a deixar de lado em situações que não fogem à normalidade.

As políticas de home office progrediram

Grande parte das empresas ainda não possui uma política ou ao menos infraestrutura para oferecer o home office aos seus funcionários. No entanto, nota-se que em aproximadamente duas semanas, fizemos mais progresso do que nos últimos 10 anos em tais questões. Os profissionais estão se adaptando ao novo modelo de trabalho e descobrindo novas ferramentas e canais de comunicação. Os próximos passos serão a evolução comportamental e a criação de uma cultura de home office para que os colaboradores mantenham seus rendimentos trabalhando fora dos escritórios.

Estamos criando uma cultura de desempenho e responsabilidade

O maior receio das empresas no Brasil quanto ao home office é que seus profissionais não tenham disciplina, foco, objetividade e responsabilidade o suficiente para que a política seja difundida no mundo corporativo. Agora, a cultura de desempenho e responsabilidade terá de avançar o mais rápido possível, caso contrário, os resultados das empresas não serão positivos e, naturalmente, os empregos estarão em xeque.

As gestões a distância estão progredindo

Muitos gestores estão acostumados a lidar olho a olho com seus funcionários, têm postura centralizadora e dependem de contato direto para resolver problemas e engajar times. Agora é preciso criar um planejamento maior e manter uma política clara de alinhamentos. A gestão por indicadores de desempenho, muito defendida por consultorias estratégicas em geral, torna-se bem-vinda para apoiar a análise de resultados e dar suporte para decisões assertivas das lideranças. Estamos incorporando novos procedimentos de trabalho, que tendem a contribuir para o progresso das empresas.

Estamos aprendendo a gerir melhor os recursos

Considerando que passaremos por um período em que alguns funcionários terão desempenhos melhores trabalhando remotamente do que presencialmente, e que as lideranças irão notar que é possível implantar a cultura permanentemente, vale a reflexão: precisamos de tanto espaço corporativo em nossas empresas? Estar preparado e investir em boa infraestrutura para que colaboradores realizem suas atividades em home office pode ser uma opção mais econômica, lucrativa e, inclusive, tende a reter talentos.

Otimismo x Pessimismo

A oportunidade de evoluir como pessoa e como profissional é ainda maior em momentos de crise. Tudo depende do filtro por meio do qual enxergamos a situação. Ser empático, ter respeito e dar suporte aos que estão passando por situações mais delicadas do que a nossa é o mínimo que podemos fazer, mas sem esquecer de que uma postura otimista é essencial para passar por este momento, tanto física, quanto psicologicamente.

by CIO from IDG - Carreiras

domingo, 7 de junho de 2020

O luto pela velha normalidade: como superar o fato de que nossos projetos desapareceram

A vida é muito mais incerta do que nosso cérebro gostaria. Especialistas nos orientam no processo de adaptação às mudanças que nos esperam


Quando brindamos a véspera de Ano Novo e pensamos em nossos desejos para 2020 havia muitos projetos a realizar. Este seria o ano em que prestaríamos concursos públicos. Em que celebraríamos o nosso casamento. Em que tentaríamos ser pais pela primeira vez ou de novo. Em que compraríamos um apartamento.

Era o que pensava Marta, que aos 32 anos só se tornara independente havia dois anos porque tinha emendado trabalhos temporários durante algum tempo. Este ano finalmente tinha encontrado um emprego estável e pensava que era hora de começar a considerar a compra de um apartamento. Mas quando a pandemia chegou, como ainda estava em período de experiência, perdeu o emprego e, com ele, muitos planos para o futuro, não apenas no curto, mas no médio prazo.

Casos como o de Marta estão começando a chegar aos consultórios dos psicólogos. No início da crise os conflitos eram outros, mas agora que a “nova normalidade” se aproxima, chegou a hora de enfrentar muitas realidades, que vão desde a incerteza em relação ao trabalho, especialmente depois dos milhões de Expedientes de Regulação Temporária de Empregos (ERTE) ou demissões, até mudanças na vida pessoal, como gravidezes não planejadas ou rupturas que tampouco esperávamos.

A pandemia não apenas nos obrigou a cancelar viagens, shows ou viagens com amigos. Isso é o de menos. Levou-nos a mudar alguns dos nossos planos de vida. E agora?

“Voltaremos a uma realidade diferente daquela que deixamos quando o confinamento começou”, insiste o psicólogo Miguel Ángel Rizaldos. Embora isso não signifique que tenhamos que nos deixar levar pela negatividade. “A tolerância à frustração, a capacidade de adaptação e a resiliência são características muito humanas, que podem facilitar a adaptação a essa nova realidade”. Claro, não é uma tarefa fácil.
Resiliência à incerteza

Gostamos de pensar que estamos no controle das coisas e é por isso que adoramos planejar. Mas a realidade é que todos esses planos nem sempre serão realizados. Pode ser que aceitar que tenhamos de nos readaptar não seja algo novo, mas que a situação mude repentinamente, e para tanta gente, é algo com o qual não estávamos acostumados.

“Estamos em uma situação imposta, à qual tivemos que nos adaptar da noite para o dia, e isso acarretou muitas circunstâncias repletas de estresse, incerteza, medo, ansiedade...”, observa a também psicóloga Judith Viudes. Apesar disso, insiste que não se deve se deixar levar por pensamentos catastrofistas, mas é preciso assumir que é algo totalmente normal. “A vida não é um contínuo estático, vivemos em uma constante mudança”.

Por isso, assim como falamos que essa crise nos fez valorizar mais as pessoas que amamos ou os pequenos prazeres, outra lição a aprender é exatamente esta: devemos aprender a ser mais resilientes para enfrentar as mudanças imprevistas.

“Na pandemia experimentamos esse golpe de realidade, mas não sei se aprendemos que a vida é muito mais incerta do que o nosso cérebro gostaria. Não temos tanto controle sobre o nosso futuro quanto acreditamos, o percentual de incerteza é maior que o controle que pensamos ter”, insiste Miguel Ángel Rizaldos.
Aceitar não significa se resignar

A primeira coisa a ter em mente é que, embora enfrentar mudanças seja um processo da vida, é lógico e necessário sentir-se mal com a perda desses planos de vida. “É preciso aceitar que temos emoções negativas por causa dos projetos que não serão realizados. É normal, natural e até saudável que você sinta tristeza e/ou ansiedade com a perda.”

É o caso de Inés e Fernando. Passaram meses planejando um belo casamento para o fim do verão de 2020. Ainda não têm claro se terão de cancelar, adiar ou optar por um casamento mais íntimo com menos convidados. No início se sentiram tristes, depois frustrados e finalmente aceitaram que, quando a situação avançasse, acabariam encontrando a melhor solução.

“É preciso aprender a trocar a resignação pela aceitação”, acrescenta nesse sentido Judith Viudes. Em outras palavras, resignar-se significa “ficarmos paralisados com uma série de pensamentos negativos repetidamente, o que faz com que de alguma forma fiquemos imóveis e passivos. Ficamos estagnados.” Em vez disso, a aceitação passa por “mudar nosso diálogo interno e entender que aceitar a situação é o começo da mudança.” Como resume Viudes, a chave é “parar de se preocupar para começar a se ocupar”.
Não dramatizar, mas adaptar

No final, embora existam projetos importantes que são difíceis de adiar, também é preciso avaliar que outros só precisam ser reinventados. “Alguns planos terão de ser descartados até um momento melhor, outros poderão se adaptar aos novos tempos e faremos novos planos que se ajustem melhor a esta nova realidade”, observa Rizaldos.

Para isso é importante saber como lidar com a frustração. Em tempos de incerteza, a impaciência não é a melhor das companheiras. Portanto, embora seja preciso aceitar essas emoções negativas, é necessário digerir isso “para continuar avançando com projetos diferentes ou modificados”.

Embora existam situações em que é impossível ver o lado bom, e não nos reste outra opção a não ser administrá-las dentro de nossas possibilidades, como o fechamento do nosso negócio, outras podem acabar sendo uma oportunidade. Por exemplo, o confinamento nos levou a tomar a decisão de terminar um relacionamento, talvez no longo prazo tenha sido o melhor.

“Agora, mais do que nunca, trata-se de viver o momento e ver como essa nova realidade evolui para nos adaptarmos a ela. O ser humano é muito resistente e é capaz de seguir em frente nas situações mais adversas. O importante não é cair, mas voltar a se levantar”, conclui Rizaldos.



by Silvia C. Carpallo, El País