terça-feira, 14 de abril de 2020

5 estratégias de franquias para se adaptar à crise do coronavírus
A pandemia do novo coronavírus trouxe a necessidade de que empresas de todos os tamanhos e segmentos se adaptem e repensem estratégias. No franchising isso não é diferente, e muitas redes de franquias já estão se organizando com novas ações para navegar o momento de crise.
Cumprir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde para colaborar com o combate à disseminação do vírus e contribuir para a segurança de funcionários e clientes é primordial.
Respeitando as recomendações de distanciamento social, várias redes estão apostando em modelos de trabalho home office, serviços de delivery e no atendimento online como alternativas. Medidas mais rigorosas de higienização também estão sendo incorporadas ao dia a dia.
Já pensando em apoiar os franqueados nesse momento delicado de crise, algumas franqueadoras buscam oferecer isenção de taxas, descontos e suporte na negociação com fornecedores.
Outras marcas já começaram a desenvolver diretrizes para viabilizar a expansão nesse cenário, com ações como parcelamento de taxas e criação de novos modelos de negócio.
A seguir, você confere algumas das principais estratégias que as franquias estão adotando para lidar com a crise.

Foco em comunicação

O grupo Encontre Sua Franquia, detentor das franquias Encontre Sua Viagem, Acquazero, Quisto Corretora de Seguros, Mardelle Moda Íntima e SUAV, está investindo em comunicação interna com franqueados de todas as marcas.
“Estamos realizando videoconferências com toda a rede para comunicação em alinhamento de ações internas, medidas do governo válidas ao negócio para acalmar a euforia dos empreendedores e estreitamento do relacionamento com a rede”, conta Henrique Mol, presidente do grupo Encontre Sua Franquia.
O grupo também está intensificando o trabalho do marketing em materiais para sustentação das unidades das franquias neste período.
Para a Via Certa Educação Profissional esse é o momento de fortalecer a comunicação com seus contatos. De acordo com Jilo Shimada, diretor de expansão da rede, ter os prospects em casa abre oportunidades para conversas mais detalhadas, geralmente por telefone, sobre o negócio.
Segundo Shimada:
“Os investidores ainda estão temerosos com a situação econômica do país, principalmente quando o assunto é investir em um negócio. Porém, estamos aproveitando para abastecê-los de informações para que, quando houver a reação da economia, esses prospects já tenham as informações suficientes da nossa marca para, se for o caso, optar pelo investimento.”

Flexibilização do investimento

Mesmo em meio ao movimento natural de cautela, algumas franqueadoras estão pensando em soluções e estratégias para manter a expansão ativa dentro da nova realidade.
A Gigatron Franchising, rede especializada em desenvolvimento de software, já oferecia aos franqueados a modalidade de franquias home office. Agora, diante do novo cenário econômico, a rede aposta na redução do custo da taxa de franquia para R$ 2 mil. Também é possível fazer o pagamento parcelado dessa taxa, em até 12 vezes sem juros no cartão.
O parcelamento da taxa de franquia também foi adotado pela TROKZ, rede especializada em permutas multilaterais, e pela Solução Clean, franquia de serviços de limpeza. Ambas as marcas estão oferecendo aos investidores a possibilidade de pagar a taxa de franquia com uma entrada de 30% do valor total, e o restante em nove parcelas iguais.

Suspensão de taxas

Com planos para seguir com a expansão, a SMARTblocks está oferecendo aos novos franqueados a isenção da taxa de royalties durante seis meses. Assim, a primeira parcela da taxa fica prevista apenas para outubro.
Além disso, a rede de franquias especialista em robótica pedagógica estendeu o valor promocional da taxa de franquia e está focando no modelo home based.
Na mesma linha, algumas redes de franquias implementaram a estratégia de suspensão de taxas para reduzir também custos de franqueados que já estão em operação.
A Splash Bebidas Urbanas optou pela isenção dos royalties para os franqueados por um período de três meses. A rede também vai direcionar o investimento em marketing para fomentar a atuação via delivery em aplicativos como iFood, Uber Eats e Rappi.
Em nota à imprensa, Brunna Farizel, sócia-fundadora da Splash Bebidas Urbanas, afirma:
“Nosso papel é ajudar o franqueado a entender essa nova realidade. Percebemos que o coronavírus já mudou a rotina dos consumidores. Conhecer muito bem o nosso negócio nos faz entender a vulnerabilidade deste momento e assim conseguimos sugerir ações de impacto imediato.”
A Detroit Steakhouse suspendeu as taxas de royalties e de propaganda local para todos os franqueados. De acordo com informações da rede, a prioridade é ajudar os franqueados a enfrentar a crise, preservando empregos e a estabilidade monetária das franquias.
Já a UpCharger, rede que trabalha com publicidade em terminais de recarga para celulares e tablets, está oferecendo aos franqueados uma redução de 40% no valor de locação de equipamentos. A franqueadora também oferece, durante a crise, um desconto de 50% na criação de artes para mídias diversas.
Franquias do grupo Encontre Sua Franquia também vão atuar nesse campo, com condições flexibilizadas para quem já é franqueado.
Na SUAV, rede de franquias de estética, os franqueados tiveram desconto de 50% das taxas de royalties e propaganda no mês de março. Para o mês de abril, as taxas serão suspensas.
Os franqueados com lojas físicas da Encontre Sua Viagem e da Acquazero também tiveram desconto de 50% nas taxas no mês de março e recebem isenção em abril.
Já para os franqueados home office dessas duas marcas e da Quisto, a franqueadora está oferecendo a possibilidade de parcelar os próximos vencimentos de royalties e fundo de propaganda (de abril, maio e junho) em seis vezes a partir do segundo semestre.

Ampliação de modelos home office e delivery


Por possibilitar a prática do distanciamento social, os modelos home office e delivery estão em alta.
Na Chicken In House, rede de franquias de frango frito, o delivery é a aposta da franqueadora para novos negócios. O formato já se tornou o mais procurado por pessoas que estão pesquisando pela marca.
“Nascemos no delivery e só depois viramos franquia, por isso resolvemos trazer essa opção para o nosso público. Atualmente é o modelo mais procurado pelos os interessados em adquirir uma franquia, já que custa menos, traz comodidade e lucro certo”, declara John Lenon, fundador da Chicken In House, em nota à imprensa.
Já as marcas que atuam principalmente por meio de restaurantes e lojas físicas estão concentrando seus esforços em oferecer atendimento delivery.
A Casa Graviola, franquia de alimentação saudável, tem a rede 100% focada em pedidos para entrega e take away nesse momento, atuando principalmente em aplicativos de delivery como o iFood e o Uber Eats.
O Mundo Verde, por sua vez, está recebendo pedidos para delivery por telefone ou WhatsApp, diretamente com a loja mais próxima do consumidor. Mais de 140 unidades da rede de produtos naturais estão oferecendo serviço de delivery. A listagem das unidades e horários de atendimento foram disponibilizadas pelo Mundo Verde no site da empresa.
E não são apenas as franquias de alimentação que se beneficiam com sistemas de delivery nesse período: redes de outros setores também estão se adaptando para atender os clientes a domicílio.
É o caso da MaxiPay. A fintech passou a oferecer serviços bancários em modelo delivery, incluindo empréstimos, pagamentos e abertura de conta. A franqueadora também reduziu todas as taxas em 15% e aumentou o comissionamento dos franqueados em 20%, para apoiá-los durante a crise.
A Strike Brasil, rede de franquias especializada em personalização e performance automotiva, também está oferecendo seus serviços em delivery. Os franqueados vão até os clientes, atendendo com todo o equipamento de segurança (máscaras e luvas). A marca está atuando ainda com vendas online.
O caso das franquias home office é semelhante. A modalidade vem ganhando espaço nos últimos anos e, diante da crise do coronavírus, deve se fortalecer ainda mais.
Redes como a Artes Filmes, por exemplo, estão conseguindo manter o fluxo de trabalho. A empresa, que é especializada em produção de vídeos corporativos, já conta com modelo home office e tem registrado uma boa demanda de trabalho com a necessidade de vídeos informativos sobre o COVID-19.
Bruno Rodrigues, sócio da Artes Filmes, comenta:
“Vimos o nosso modelo de negócio estar totalmente encaixado numa necessidade atual, a de trabalhar de casa, com a mesma eficiência que se estivesse em um escritório.”

Atendimento online

Migrar para o online é outra alternativa para continuar atendendo clientes com segurança, além de permitir que franqueados e funcionários adotem o home office.
Entre as franquias de educação, várias migraram suas aulas para ambientes digitais. A oferta de cursos online faz com que os alunos possam continuar estudando mesmo com o fechamento das escolas, uma das primeiras medidas adotadas para conter a disseminação do coronavírus.
Redes como a Times Idiomas, o Kumon, a Enjoy Inglês Profissionalizante e a LifeCirco já estão disponibilizando cursos e aulas online.
Além de ofertar aulas online, a Jumper!, rede de cursos profissionalizantes e de idiomas, anunciou o lançamento de um novo modelo de negócio focado exclusivamente no ensino a distância.
A franquia EAD da Jumper! permite que os alunos acessem um portfólio com mais de 500 opções de cursos online, pagando uma mensalidade pelo acesso à plataforma. Os franqueados poderão atender milhares de alunos com uma estrutura mínima, sem necessidade de contato presencial.

Já a Royal Face, rede de franquias de beleza, está se adaptando para que os franqueados possam oferecer atendimento remoto nesse período. A rede desenvolveu um sistema de pré-avaliação online, no qual os clientes podem conversar com empresa, tirar dúvidas, conhecer as possibilidades de procedimentos e fazer um orçamento. A avaliação é feita por chamadas de vídeo e adianta o processo, ainda que possíveis mudanças possam ser necessárias pessoalmente.

by Karina Azevedo, Guia Franquias de Sucesso

terça-feira, 24 de março de 2020


O Jeito Disney de … errar!

Exemplos da Disney mostram ser possível errar, mas errar rápido




Sim, a Disney erra! E neste artigo quero conversar contigo sobre o que se pode aprender com a forma que eles lidam com as próprias falhas para otimizar os resultados do seu negócio. E antes que me chamem de louco, e talvez isso já tenha surgido em sua mente ao ler o título deste texto, me dê o benefício da dúvida e leia esse artigo até o final.
Ao contrário do que muitos dizem e do que a própria Disney quer que vejamos, a empresa comandada por Mickey Mouse - sim, ele é o chefe por lá - já cometeu diversos erros ao longo de sua história. Mas o que realmente importa para nós é entender como Walt Disney e posteriormente seu time reagiram a esses erros e os transformaram em vantagem competitiva.
Começo minha análise de caso por um grande acontecimento: o dia da grande inauguração da Disneyland, a prova de fogo para os anseios do empresário com respeito a um novo nicho que a empresa estava explorando. Ao abrir as portas, o público enfrentou filas quilométricas para entrar no parque que estava superlotado. A consequência? Não havia refrigerante, água ou comida suficiente para todos. Muitas atrações não estavam funcionando de maneira correta e para piorar o Sol quente da Califórnia estava derretendo o asfalto recém colocado e várias pessoas relataram que seus sapatos estavam afundando no chão. Posteriormente foi descoberto que alguém havia falsificado milhares de ingressos, causando assim grande parte destes problemas.
O grande dia havia sido um grande fracasso. Os jornais estavam ávidos por informações que confirmassem que a Disneyland era a grande derrota da Disney. No entanto, ao fechar dos portões naquele dia, Walt se sentou com a sua equipe, discutiu todos os problemas e os corrigiu rapidamente. Em apenas alguns dias o parque reabriu e o sucesso, anteriormente adiado, foi escancarado a vista de todos. A Disneyland recebeu mais de 1 milhão de visitantes em menos de 5 meses. Não tinha como Walt estar mais feliz!
Então, o que aprendemos desse caso? Erre cedo e erre rápido! Sim! A Disney falhou feio em não antever os problemas que aconteceram na sua inauguração, mas, corrigiu rapidamente. Percebe? Foi cedo e foi rápido. Isso permitiu que o caos não fosse o centro das atenções, sujando um projeto já estabelecido e renomado, minimizando suas consequências junto ao público.
Outro ponto é que toda essa confusão serviu de primeiro passo para que Walt desenvolvesse o conceito de excelência que a empresa utiliza nos parques até hoje. Desta forma entendemos que os erros que cometemos são tão importantes quanto os acertos para moldar grande parte de nossas organizações. No caso da Disney e sua divisão de parques, essas falhas e as posteriores moldaram sua cultura de atendimento e excelência. E a minha pergunta é: qual é a sua reação diante do erro? Fúria? Desespero? Ou quem sabe o desejo de aprender e corrigir o mais rápido possível?

by IT Forum 365, Bruno Gonçalves é especialista em metodologia Disney

segunda-feira, 23 de março de 2020

Está fazendo home office? Então fique de olho nestas dicas de segurança digital


Com a ameaça do novo coronavírus (SARS-CoV-2) e autoridades em todo o mundo cumprindo protocolos de prevenção, muitos trabalhadores têm ficado em casa ou locais compartilhados sem aglomeração de pessoas para realizar suas funções de forma remota. Sem uma rede profissional protegida contra ataques digitais, aumenta a preocupação com a segurança dos dispositivos, até porque muitos golpistas estão aproveitando esse momento para invadir sistemas. Então é preciso ficar de olho.
Abaixo estão algumas dicas para você se precaver contra atividades fraudulentas em ambientes virtuais, afinal o que está em jogo não são somente seus dados, mas também informações importantes e confidenciais de empresas.

1. Use uma VPN

Se você estiver trabalhando remotamente e precisar de acesso remoto aos datacenters da sua organização, uma VPN é vital. Para isso, não se faz necessário exatamente um serviço VPN, uma configuração de conexão criptografadas aos servidores já é suficiente. As companhias costumam ter técnicos capazes de fornecer o passo-a-passo para os colaboradores, então fique atento para seguir as instruções de seu grupo.
Se estiver usando uma rede Wi-Fi pública, certifique-se de usar uma VPN, que, neste caso, pode ser comercial. O tráfego exposto em hubs abertos pode ser interceptado e gerar muita dor de cabeça.

2. Use diferentes credenciais

Se você usa o mesmo laptop para fins pessoais e corporativos, é recomendável ter logins distintos para cada atividade. Além de permitir a compartimentação inteligente de dados e fluxo de trabalho, reduz as chances de dados e documentos confidenciais da sua organização serem vistos por olhos não-autorizados — e também pode servir para organizar melhor programas para quem utiliza as máquinas no ensino domiciliar dos filhos.

3. Não deixe dispositivos “jogados”

Fique de olho em laptops e tablets em áreas sociais, guarde as máquinas que não estão em uso, evitando até mesmo deixá-las espalhadas pela casa. Embora as visitas de pessoas de fora da sua residência não estejam em alta no momento, diminuir os riscos de acesso desautorizado ou eventual dano em um dispositivo continua sendo essencial nesses tempos de crise — até porque consertar esses prejuízos agora pode levar mais tempo ou custar caro.

4. Instale um antivírus

Por mais que todo mundo já esteja careca de saber disso, é sempre bom ter um aplicativo para proteção do seu sistema. Os laptops emprestados pelas empresas costumam vir com suas próprias soluções, mas não custa lembrar que, caso a máquina não tenha um software de defesa instalado, você pode fazer isso por conta própria.
Todo computador é suscetível a uma infinidade de malwares, de cavalos de Troia a worms que destroem dados e ransomware. Embora os antivírus não sejam garantia absoluta contra as ameaças digitais, pelo menos eles podem impedir grande parte ou avisá-lo sobre a presença de uma atividade estranha.
Se você armazenar localmente muitas informações sensíveis e/ou confidenciais, considere um conjunto de segurança mais sofisticado, de um fornecedor confiável que ofereça proteção em tempo real.

5. Cuidado com golpistas que se passam por colegas de trabalho


Ao navegar em casa, você já está ciente sobre as mais diversas ameaças contra seu sistema. Mas em um cenário de trabalho remoto, pode ser que se esqueça sobre as atividades criminosas que envolvem um ambiente corporativo.
Golpistas podem aproveitar para se infiltrar na sua rede profissional de contatos e se passar por algum colega de trabalho pedindo detalhes sobre suas operações e até mesmo requisitando informações importantes — como um hacker se passando por seu superior enquanto pede por um arquivo. Evite responder a mensagens incomuns sem a confirmação verbal de seus parceiros.

6. Instale um software de rastreamento no dispositivo

Os laptops fornecidos pelos empregadores costumam vir com um aplicativo de monitoramento para o caso de perda ou roubo. Ferramentas de código aberto como Prey e Pombo são gratuitas e podem ser uma mão na roda caso você não saiba onde sua máquina foi parar.
GPS, roteadores sem fio e outros dados baseados em localização são coletados e enviados ao servidores e, assim como as ferramentas “Ache meu telefone”, da Apple e o do Google, o dispositivo pode ser localizado ou ter seus dados excluídos remotamente.

7. Mantenha o armazenamento criptografado

A criptografia de disco é uma opção disponível na maioria dos sistemas operacionais, tanto em máquinas de mesa quanto nos laptops. Em muitos casos, é um extra que pode ser ativado quando necessário. Nos produtos da Apple com iOS 8 ou posterior, a criptografia é um recurso ativado por padrão.
Esse recurso de segurança, no entanto, precisa ser ativado manualmente na maioria dos casos — verifique o sistema operacional para obter detalhes. Essa é a melhor ferramenta de proteção na batalha contra ladrões que procuram dados. Se um dispositivo perdido ou roubado for encontrado e você não consiga obtê-lo de volta, os dados criptografados armazenados nele serão ilegíveis. Caso essa opção não esteja embutida, é possível também encontrar alternativas para isso na web.

8. Proteja sua máquina fisicamente

Por fim, é vital que você tome medidas para manter seu laptop ou tablet guardado em um local protegido da sua casa. Um armário com chave é a melhor forma de manter seu dispositivo longe das mãos de quem não deveria ter acesso ao seu hardware.

Fonte: TechRadar  by Claudio Yuge, Canaltech

sábado, 14 de março de 2020

Por que brasileiros resolvem empreender? Este é o principal motivo


A startup de soluções digitais para empreendedores Azulis realizou um levantamento sobre o perfil de 4 mil donos de negócios


Por que os brasileiros resolvem empreender? A resposta mais comum é realizar um sonho, segundo a Azulis. A startup de soluções digitais para donos de negócios realizou uma pesquisa online para traçar o perfil do microempreendedor brasileiro. Foram 4 mil respondentes entre os últimos meses de dezembro e janeiro.


Depois de realizar um sonho (40%), as respostas mais comuns são aumentar a renda (21%) e não gostar da ideia de trabalhar para outra pessoa (19%). De maneira similar, a palavra empreendedorismo remete à ideia de realizar um sonho (66%), ganhar mais dinheiro (23%), mudar o mundo ou impactar a sociedade de alguma forma (16%), atuar com autonomia (16%) e pagar as contas (8%).
Entre todos os participantes, o rendimento mensal da maioria (66%) é de até R$ 10 mil. Também são novos no mundo dos negócios: 43% possuem CNPJ há menos de um ano, contra 16% que contam com a formalização há três anos, 3% que têm o registro há um período entre três e cinco anos e 9% há cinco anos ou mais. O índice de empreendedores que não possuem o cadastro é de 29%.
As maiores dificuldades desse microempreendedores são conhecidas: falta de dinheiro, nome sujo, burocracia e gestão financeira. Novamente, a formalização pode trazer um alívio a essas problemas. Ao aderir ao Simples Nacional, por exemplo, o pagamento de tributos é reduzido e simplificado.
“Muitos deles começam suas atividades como autônomos e, com o tempo, notam a necessidade de regularizar sua situação para continuar a trajetória de crescimento do negócio”, afirma Bruno Dilda, diretor de negócios da Azulis, em comunicado sobre a pesquisa. A formalização permite, por exemplo, fornecer produtos e serviços a outras empresas.


by Redação, PEGN



quinta-feira, 12 de março de 2020

Cinco habilidades indispensáveis para a gestão do futuro

Algumas habilidades vitais para que qualquer profissional tenha sucesso nos tempos de hoje


Dizer que o mundo muda a uma velocidade surreal já virou balela. É fato que a história do século XXI será muito diferente do século XX. O problema é que fomos preparados e moldados para um mundo que se torna cada vez mais distante. Não por acaso, surgem as síndromes de burnoutdo pânico, depressão e o aumento na taxa de suicídios, demonstrando claramente a falta de preparo para se adaptar. Por isso, listei aqui cinco habilidades que julgo indispensáveis e urgentes para qualquer profissional que deseja ter sucesso nesses novos tempos.

Liderança


Esqueça aquela velha máxima de que liderança é coisa para gerente, diretor ou presidente. Liderança é uma questão de atitude, um estado de espírito, e não um cargo ao qual você foi designado. E, antes de ser líder na sua empresa, você precisa ser líder na sua vida. O futuro é dos protagonistas, nãdos coadjuvantes. É preciso assumir a autoliderança e a autorresponsabilidade para ter sucesso. Você é o senhor do seu destino. Nada de terceirizar escolhas para depois culpar sua geração, a crise, o governo ou quem quer seja. Trace suas metas e parta para cima seja dentro de uma empresa ou na sua própria aventura empreendedora.

Resiliência


Se o mundo muda, a gente muda junto com o mundo. Ser nostálgico ou depressivo não vai adiantar de nada. Sim, as regras mudaram em pleno jogo e você vai ter que trocar os pneus com o avião em pleno voo. Darwin já dizia que não são os mais fortes os que sobrevivem e sim aqueles que melhor se adaptam. Ninguém está dizendo que mudar é fácil, mas é inevitável. E i. i muito. Ter que sair da cama quentinha sabendo que chove granizo do lado de fora desanima qualquer mortal. A boa notícia é que resiliência é como um músculo, quanto mais forte, menor será o esforço. Acredite, com o tempo, você vai acabar se acostumando com o fato de que a incerteza é a única certeza.

Criatividade


Nada de respostas velhas para perguntas novas. Aquelas frases feitas, as cartilhas “infalíveis” que você recebeu dos seus pais, avós e professores que tanto se preocuparam em te preparar para o mundo, não servem mais de muita coisa. Agora, ou você cria suas próprias escolhas, ou será obrigado a seguir a dos outros. E aqui também tem boa notícia. Criatividade não é um dom especial, um talento para poucos. É uma habilidade que pode - e deve - ser desenvolvida por todos. E se você adora fórmulas e processos bem definidos, pode acreditar que existem várias para estimular a sua criatividade. E funcionam! É preciso começar de alguma forma.

Pensamento sistêmico


Sabe aquele roteiro mágico de que você nasce, vai para a escola, faz amigos, se apaixona, faz uma faculdade, ganha dinheiro, compra uma casa, viaja, etc, etc, etc...? Então, já deu para perceber que ele não funciona para todo mundo o tempo todo, certo? E a razão de sofrermos tanto quando algo foge desse “padrão” é que aprendemos a desenvolver apenas o pensamento linear: isso “mais” isso é igual àquilo. Ou seja, se eu for uma boa menina, encontrarei um príncipe encantado. Se for um bom aluno, terei um ótimo emprego. Mas, se o mundo é sistêmico, o seu modo de pensar também deve ser. Vale a pena se aprofundar nesse assunto. Há vários autores bárbaros que ensinam como desenvolver essa nova forma de ver o mundo.

Aprendizagem contínua


Você fez faculdade, pós-graduação, MBA, mestrado, doutorado, PHD. Agora, é só pendurar seus diplomas na parede e correr para o abraço, ok?! Óbvio que não. O futurista Alvin Tofler disse que “os analfabetos do século XXI não serãaqueles que não sabem ler ou escrever, mas sim os que não tiverem capacidade de aprender, desaprender e reaprender”. Ou seja, durante toda a sua vida, você vai ter que jogar fora conhecimentos obsoletos e se abrir para o novo. No livro Teoria U, Otto Scharmer ensina a importância do “deixar ir” para “deixar vir”. Então, melhor aceitar que mais dia, menos dia, você vai precisar se render ao conceito de lifelong learn, ou seja, vai ter que estudar para sempre! Aceita que i menos e cura mais rápido.



by Marília Cardoso é sócia-fundadora da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO 56.002, de gestão da inovação