quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

5 lições de Amyr Klink para empreendedores


Aprender a conviver com o medo, ter consistência no trabalho e aproveitar cada experiência são algumas dicas do navegador, escritor e empreendedor


“Sempre sonhei em fazer com o que eu faço hoje, mas nunca achei que fosse dar certo. Aprendi isso navegando: quem sonha não pode dormir. Tem de fazer.” Com essa frase, o navegador, escritor e empreendedor Amyr Klink começou a palestra de encerramento do 4º Fórum Anual de Governança e Gestão da Fundação Dom Cabral, no Campus Aloysio Faria, em Nova Lima (MG). Ao longo da palestra “Seja protagonista do seu sonho”, ele explicou por que navegar tem tudo a ver com gerenciar um negócio.
Em 18 de setembro deste ano, Klink comemorou 35 anos da travessia do Atlântico Sul: durante cem dias de 1984, ele percorreu 3,7 mil milhas pelo Atlântico — a viagem é relatada no best seller Cem Dias entre o Céu e o Mar.
“A travessia foi a parte mais fácil do projeto, pois era só remar”, disse. O difícil foi enfrentar as dificuldades financeiras e burocráticas que antecederam a viagem. Confira abaixo as lições de resiliência do navegador, que podem servir de inspiração tanto para empreendedores iniciantes quanto para empresários experientes que buscam a longevidade.
1. Aprenda a conviver com o medo
Por incrível que pareça, Klink disse que sempre teve medo do mar. Foi quando ele morou em Paraty que descobriu o mundo da navegação e das viagens, por meio de uma canoa. "Mas o medo nunca foi embora, apenas aprendi a conviver com ele. É por isso que hoje faço barcos perfeitinhos.”
Além disso, foi o medo que o levou a estudar as tentativas fracassadas de viagens e a buscar conhecimento com pessoas que tinham mais experiência no mar. “Sempre estive aberto a aprender com os meus erros, e também com os erros dos outros.”
O medo ainda pode ser uma força motora no meio de uma crise. “Todas as ideias geniais que eu tive surgiram nos anos de penúria, quando estava sob pressão e com medo de quebrar.” Hoje, Amyr Klink ganha a vida administrando barcos e desenvolvendo projetos para terceiros.
2. Consistência é mais importante do que talento
Tanto no mundo da navegação quanto no empreendedorismo, são comuns as histórias de pessoas visionárias que alcançaram uma posição de destaque por causa do seu talento único. Mas Klink — que fundou o Museu do Mar, em São Francisco do Sul (SC), entre outros empreendimentos — não acredita que esse seja o caminho para atingir seus objetivos.
"Não é o talento individual que vence. Nas competições de remo, por exemplo, é o conjunto que vence. Para que um barco seja competitivo, é preciso ter o conjunto mais perfeito. Equilíbrio, sincronismo, engajamento e compromisso entram nessa receita. Porque, para vencer, é preciso que os oito remadores batam junto os oito remos no mesmo milésimo de segundo", afirma.
É por isso que ele diz que consistência é mais importante do que talento. "Só há uma maneira de conseguir isso: com dedicação e treinamento ", 
3. Coloque seus planos em prática
Falar demais e fazer de menos é um dos principais erros dos empreendedores. Para Klink, tirar as ideias do papel o quanto antes é fundamental. “Quando fiz minha primeira travessia de barco, a sensação foi de alívio. Colocar o plano em prática, ser protagonista da encrenca, rever todos os apuros que eu tinha passado… Eu estava fazendo o que eu queria fazer, pois a parte mais simples era remar", diz.
4. Abrace seus problemas
"A parte mais perigosa da travessia foi quando eu tentei ser esperto e cortar caminho. Isso nunca dá certo", afirma Klink. “Quando você tenta buscar atalhos, na verdade está fugindo do problema, e isso é a pior coisa que pode fazer.” Para Klink, é preciso levar todos os seus problemas a sério. Somente dessa maneira o empreendedor poderá enxergar oportunidades para melhorar e superar obstáculos.
5. Construa suas próprias experiências
Amyr Klink não acredita em frases como “Não deu tempo” ou “Depois eu vou”. Para ele, não há nada mais importante do que viver intensamente cada experiência. "Quem empreende não pode simplesmente deixar o tempo passar”, diz. É preciso tirar o máximo de cada experiência, e depois seguir para a próxima fase. “Só assim as coisas vão acontecer ". Uma das tendências de negócios que considera fascinante é a economia compartilhada. “É um mundo diferente, onde o que não importa é ter, e sim experimentar.”

by Camila Lam, Epoca Negócios

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

15 carreiras que vão bombar em 2020, segundo LinkedIn


Gestor de redes sociais, engenheiro de cibersegurança e representante de venda

Procurando emprego ou sonhando em mudar de área? Saiba que o LinkedIn, maior rede social profissional do mundo, divulgou nesta quarta, 08, o ranking das profissiões que prometem brilhar em 2020. Estão na lista 15 jobs, sendo o top 3 é composto por (anota aí): 1. gestor de redes sociais; 2.engenheiro de cibersegurança (que tem sido contratado, especialmente, pelo setor financeiro e bancário, visto o surgimento de fintechs e bancos digitais) e 3. representante de vendas. 

Para compor a lista, o LinkedIn analisou (na própria rede, claro!) quais as profissões que mostraram crescimento entre 2015 e 2019, incluindo informações de vagas divulgadas e número de contratações, por exemplo.  Carreiras ligadas aos setores de tecnologia da informação e internet apareceram súper no ranking.
O destaque do ranking fica para a profissão de motorista, em 10º lugar. Leia abaixo o levantamento completo:
1. Gestor de mídias sociais
Cinco conhecimentos primordiais: Marketing digital; redes sociais; Adobe Photoshop; Adobe Illustrator; e marketing.
Três segmentos que mais buscam a profissão: Publicidade e marketing; mídia online; e internet.
2. Engenheiro de cibersegurança
Cinco conhecimentos primordiais: Docker Products; Ansible; DevOps; Amazon Web Services, AWS; e Kubernetes.
Três segmentos que mais buscam a profissão: Tecnologia da Informação e serviços; software de computadores; serviços financeiros.

3. Representante de vendas
Cinco conhecimentos primordiais: Outbound Marketing; inbound marketing; pré-venda; vendas internas; e prospecção.
Três segmentos que mais buscam a profissão: Softwares de computadores; tecnologia da Informação e serviços; e internet.
4. Especialista em sucesso do cliente
Cinco conhecimentos primordiais: Inbound marketing; auxiliar no sucesso do cliente; relações com o cliente; marketing digital; e experiência do cliente.
Três segmentos que mais buscam a profissão: Tecnologia da Informação e serviços; software de computadores; e internet.
5. Cientista de dados
Cinco conhecimentos primordiais: Machine Learning; ciência de dados; linguagem Python; linguagem R; e ciência de dados.
Três segmentos que mais buscam a profissão: Tecnologia da Informação e serviços; bancos; e softwares de computadores.
6. Engenheiro de dados
Cinco conhecimentos primordiais: Apache Spark; Apache Hadoop; grandes bancos de dados; Apache Hive; e a linguagem de programação Python.
Três segmentos que mais buscam a profissão: Tecnologia da Informação e serviços; bancos; e serviços financeiros.
7. Especialista em Inteligência Artificial
Cinco conhecimentos primordiais: Machine learning; deep learning; linguagem de programação Python; ciência de dados; Inteligência Artificial (IA).
Três segmentos que mais buscam a profissão: Tecnologia da Informação e serviços; softwares de computadores; e instituições de ensino superior.
8. Desenvolvedor em JavaScript
Cinco conhecimentos primordiais: React.js; Node.js; AngularJS; Git; e MongoDB.
Três segmentos que mais buscam a profissão: Tecnologia da Informação e serviços; softwares de computadores; e internet.
9. Investidor Day Trader
Cinco conhecimentos primordiais: Bolsa de valores; Technical Analysis; investimentos; mercado de capitais; e o investimento de curto prazo.
Três segmentos que mais buscam a profissão: Serviços financeiros; mercado de capitais; e gestoras de fundos de investimentos.
10. Motorista
Cinco conhecimentos primordiais: Serviço ao cliente; Microsoft Word; liderança; Microsoft Excel; e vendas.
Três segmentos que mais buscam a profissão: Internet; transportes terrestres e ferroviários; e serviços e facilidades ao cliente.
11. Consultor de investimentos
Cinco conhecimentos primordiais: Investimentos; mercado de capitais; mercado financeiro; renda fixa; e análise financeira.
Três segmentos que mais buscam a profissão: Serviços financeiros; mercado de capitais; e bancos.
12. Assistente de mídias sociais
Cinco conhecimentos primordiais: Redes sociais; marketing digital; Adobe Photoshop; Instagram; e publicidade.
Três segmentos que mais buscam a profissão: Publicidade e marketing; internet; Tecnologia da Informação e serviços.
13. Desenvolvedor de plataforma Salesforce
Cinco conhecimentos primordiais: Desenvolvimento de Salesforce.com; linguagem de programação Apex; recursos do Salesforce.com; administração de Salesforce.com; e Visualforce.
Três segmentos que mais buscam a profissão: Softwares de computadores; Tecnologia da Informação e serviços; e consultoria em gestão.
14. Recrutador especialista em Tecnologia da Informação
Cinco conhecimentos primordiais: Recrutamento em TI; recrutamento; entrevista; pesquisa de executivos; e técnicas de recrutamento.
Três segmentos que mais buscam a profissão: Tecnologia da Informação e serviços; recrutamento e seleção; e Recursos Humanos.
15. Coach de metodologia Agile
Cinco conhecimentos primordiais: Kanban; metodologia Agile; Scrum; gestão de projetos em Agile; e agilidade para os negócios.
Três segmentos que mais buscam a profissão: Tecnologia da Informação e serviços; softwares de computadores; e internet.
by Flávia Bezerra

10 livros para ler em janeiro e curtir o verão


Selecionamos lançamentos da literatura para você começar o ano com uma boa leitura

Para quem curte aproveitar o verão para tirar o atraso nas leituras, poucas coisas são tão agradáveis quanto ler um bom livro à beira da piscina ou com vista para o mar. Pensando nessas pessoas — mas também em quem prefere aproveitar os dias quentes no ar-condicionado — separamos algumas indicações de leituras para o mês. Confira:
1. Posso pedir perdão, só não posso deixar de pecar, de Fernanda Young (LeYa, 160 páginas, R$ 45)
Após a primeira menstruação, a forma com que uma jovem vê o mundo muda radicalmente. Esse é o centro de Posso pedir perdão, só não posso deixar de pecar, primeiro livro escrito por Fernanda Young, aos 17 anos. A autora, que morreu no dia 25 de agosto de 2019, ficou conhecida por seu trabalho como roteirista de TV, escrevendo programas como "Os Normais" e "Minha nada mole vida".
2. VHS: Verdadeiras histórias de sangue, de Cesar Bravo (DarkSide, 288 páginas, R$ 49,90)
A cidadezinha de Três Rios, no interior paulista, era um lugar um tanto sinistro entre os anos de 1985 e 1995. Dividido em contos, VHS conta algumas dessas histórias bizarras e assustadoras que ocorreram no período, deixando vestígios que assombram seus moradores até hoje.
3. Melpômene, de Heródoto (Edipro, 192 páginas, R$ 59,90)
Este livro é uma adaptação dos escritos de Heródoto, historiador grego que viveu entre 485 a.C. e 425 a.C. A obra traz informações sobre como era a vida no Império Persa, além de relatos sobre a cultura dos citas e dos líbios que viveram antes de seu tempo.
4. Um conto de Natal, de Charles Dickens (Antofágica, 312 páginas, R$ 49,90)
Há quem diga que esta obra de Charles Dickens criou o Natal como o conhecemos hoje. Publicado em 1843, o livro conta a história de Scrooge, um homem avarento que vê a data comemorativa como um desperdício de tempo e dinheiro.
Isso muda quando, em uma noite natalina, o fantasma de seu ex-sócio vem visitá-lo e conta que outros três espíritos aparecerão para apontar seus erros do passado, do presente e do futuro.
5. O milagra da manhã, de Hal Elrod (BestSeller, 400 páginas, R$ 59,90)
Neste livro, o norte-americano conta como sua rotina matutina o ajudou a superar as dificuldades que surgiram em sua vida após um acidente de carro que o deixou paraplégico. Essa edição em particular conta com um diário, que permitirá ao leitor exercitar os ensinamentos aprendidos na obra.
6. Planeta dos insetos, de Anne Sverdrup-Thygeson (Matrix, 192 páginas, R$ 42)
A vida na Terra como conhecemos hoje só é possível graças a um grupo de animais que causa repulsa em muita gente: os insetos. Nesse livro, Sverdrup-Thygeson conta detalhes da vida desses seres vivos e explica como sua existência é essencial para a nossa sobrevivência.
7. A ilha do tesouro, de R. L. Stevenson (Antofágica, 368 páginas, R$ 69,90)
Jim Hawkins adora contos de marinheiros, mas, na hospedaria em que vive com seus pais, ele está longe de viver essas histórias na vida real — até agora. Pouco depois de um capitão se hospedar no local, um mapa do tesouro cai em suas mãos, e Hawkins não perderá a oportunidade de viver essa aventura.
A obra, publicada em 1883, é um clássico da literatura de ficção mundial. Nessa nova edição da Antogáfica, A ilha do tesouro é recontada com o auxílio de ilustrações, notas de rodapé e textos de apoio.
8. Meditações, de Marco Aurélio (Edipro, páginas 160, R$ 34,90)
Neste livro o leitor encontrará anotações pessoais feitas por Marco Aurélio, que governou o Império Romano entre os anos de 170 e 180. A obra permite compreender melhor o que se passava na cabeça de um cidadão da época — e de uma das figuras políticas mais notáveis da história.
9. A história de Jesus para quem tem pressa, de Anthony Le Donne (Valentina, 208 páginas, R$ 34,90)
Acreditando ou não na existência de Jesus, esta é uma leitura interessante para quem deseja conhecer mais sobre as diversas facetas dessa figura histórica. Além de contar os feitos do messias no Cristianismo, o livro traz informações sobre como outras culturas ao redor do mundo (como os vikings) lidaram com a figura de Jesus com o passar do tempo.

    by Giuliana Viggiano, Galileu

domingo, 29 de dezembro de 2019

Vantagens de se investir em uma franquia

Você que busca empreender deve observar com bons olhos investir em uma franquia. Com vários modelos e marcas no mercado, esse tipo de empresa dá maior segurança de sucesso ao empresário.
E erra quem pensa apenas em fast food: as franquias estão divididas em diversos segmentos. Ter dinheiro suficiente não é sinônimo de bons resultados. Investir certo é uma atitude inteligente.
Então, por que não comprar uma franquia?
O que é uma franquia? É uma nova unidade de uma empresa que já existe. E muitas delas já consolidadas. Essa nova unidade, tem os mesmos serviços e produtos, além do mesmo nome.
Neste texto, abordarei alguns motivos para os empreendedores abrirem uma franquia ao invés de tentarem iniciar um novo negócio.
  • Contínua inovação: as franqueadoras realizam um trabalho de inovação constante. Para isso, elas criam novas apresentações e novos produtos, sempre visando atender as necessidades dos clientes. É bom lembrar que a própria rede já cria inúmeras demandas de atualização através das regionalidades de seus franqueados;
  • Suporte da franqueadora: uma unidade franqueada recebe suporte e orientação da franqueadora na escolha do ponto comercial, gerenciamento, orientação na gestão, treinamentos dos colaboradores, estratégias de marketing, criação de novos produtos, entre outros;
  • Seleção de bons fornecedores: com tantas possibilidades de fornecedores, o franqueado quando entra em um modelo de franquias já conta com todo um mercado de fornecedores mapeados, testados e homologados;
  • Escala: a economia de escala também é uma das vantagens de se escolher investir em franquias. Os custos de alguns insumos e produtos são divididos e acabam saindo mais barato para toda a rede;
  • Variedade de opções e segmentos: casa e construção, alimentação, informática, comunicação, educação, serviços automotivos, moda, saúde, beleza, bem-estar, perfumaria, hotelaria, entretenimento e tantos outros;
  • Marca consolidada: quando já existe uma fidelização, uma marca com nome sólido no mercado, fica mais fácil fazer o trabalho de marketing e a captação de clientes. Sem contar que muitos clientes já buscam por esta marca;
  • Padronização: para empreendedores que estão começando, a padronização é uma vantagem importante. Isso porque, como toda parte de layout e design já é estabelecida, esse aspecto deixa de ser uma preocupação. Ou seja, irá iniciar uma operação já aprovada pelos clientes.
Por todos os pontos colocados acima, adquirir uma franquia é uma opção para quem deseja um negócio testado e com grandes chances de sucesso. Fique atento na escolha de sua franquia e decida por aquela que se assemelhe ao seu perfil e valores. Boa sorte!

by Franquias de Sucesso
Como são definidas as taxas de uma franquia?

Você já parou para pensar como as taxas de uma franquia são calculadas? A partir do momento que uma pessoa compra uma franquia ela está sujeita ao pagamento de algumas taxas ao franqueador. Isto acontece pelo fato deste ter estruturado e desenvolvido seu negócio, adquirindo know-how e correndo todos os riscos relacionados a ter negócio próprio (lembre-se da relação Risco x Retorno).
Mais do que isso, para franquear o seu negócio, o franqueador também precisa investir no desenvolvimento de seu sistema para torná-lo uma franquia, podendo ter custos com consultorias, advogados, contadores, entre outros.
E mesmo transformando um negócio de sucesso em uma franquia, não há garantia de sucesso, portanto, a relação risco x retorno continua valendo, e, o franqueador, de certa forma, acaba precificando esse risco na hora em que for cobrar os franqueados.
A primeira taxa que leva em consideração esse processo todo é a taxa de franquia. Ela é a taxa que concede ao franqueado o direito de abertura de novas unidades do negócio, num determinado território, por um determinado tempo.
Essa taxa é definida muito em função do potencial de retorno do negócio e das taxas de franquia praticadas por outras marcas. Neste valor acaba sendo incluso também o treinamento que será oferecido ao franqueado e os custos envolvidos no acompanhamento da implantação da nova unidade. Existem casos de franqueadores que não cobram por esta taxa de franquia inicial, porém, compensa os valores nos royalties.
A taxa de royalties, também conhecida como taxa de administração, é uma remuneração com a finalidade de cobrir os custos de acompanhamento do franqueado, como também, de aprimoramento do negócio.
Esta taxa também acaba variando de franquia para franquia. Em alguns casos, é um valor fixo, pago todo mês pelo franqueado. Em outros casos, é uma taxa percentual cobrada em cima do faturamento. E há também casos em que a taxa é embutida no custo dos produtos fornecidos.
Por fim, existem em vários modelos de franquias a taxa de publicidade. Trata-se de um fundo de publicidade da rede, com o qual o franqueador programará a divulgação do negócio. Assim como no caso dos royalties, essa taxa pode aparecer tanto percentual quanto fixa.
No final das contas, deve existir um equilíbrio no valor destas taxas. Caso contrário, com taxas muito altas, o franqueador até recebe um montante maior num momento inicial, porém isso contribuirá para o enfraquecimento das franquias. Ou seja, é interessante para todas as partes que o resultado seja o mais otimizado possível.

Definindo as taxas

Para definir este equilíbrio, é de extrema importância que o franqueador projete os resultados dele mesmo e também das unidades. Isso pode ser feito de maneira interativa, de forma que parte-se de valores iniciais de cada uma das taxas, e, conforme os resultados, vai alterando-se até achar números que representem maior equilíbrio.
Na projeção, é interessante utilizar ferramentas e conceitos financeiros para chegar nos valores mais realistas possíveis. Como estamos falando de projetar o futuro, e ninguém tem bola de cristal para cravar o que irá acontecer, é muito válido trabalhar com cenários diferentes (por exemplo, os cenários pessimista, realista e otimista).
Para esta projeção, é importante levantar os gastos envolvidos no negócio, alíquotas de impostos, definição das taxas e as expectativas de faturamento (para isso vale o uso de históricos, projeções do setor de franquias e benchmarkings). Com a projeção de faturamento, desconte os impostos e os gastos, até chegar no cenário de lucro líquido. Este será o valor utilizado para o cálculo do chamado Retorno sobre o Investimento (ROI), que é a divisão do lucro líquido sobre o investimento inicial.
Verifique, no final das contas, se os números encontrados estão condizentes, e, caso ainda não estejam ideais, varie as taxas. Lembre-se também de comparar estas taxas com as taxas praticadas no mercado.


por Victor Barboza, Franquias de Sucesso
Achei no pão: Microfranquia custa menos de 5 mil

As franquias de publicidade em saco de pão são ideais para quem quer abrir um negócio com baixo investimento, horários flexíveis e oportunidade de trabalhar em casa. A Achei no Pão é uma opção nessa área. Especialista em publicidade veiculada exclusivamente em embalagens de pão, a Achei no Pão aposta em criatividade e boas estratégias de veiculação para promoção das marcas.
A rede trabalha com modelo de microfranquia, com valor de investimento total de 4,5 mil reais. Os franqueados encontram modelo de negócio de fácil operação, com atuação home based e retorno rápido.
Projetada pelo casal de empresários Junior Talhaferro e Glaucia Sato, a Achei no Pão foi criada em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Os empreendedores apostaram na construção de uma estratégia de mídia de grande abrangência, com conceito sustentável e eficiente. As embalagens de papel estão presentes no consumo cotidiano dos brasileiros, sendo uma ferramenta diferenciada de marketing, com baixo custo de operação.
As estratégias de atuação da Achei no Pão se inserem em um mercado com grande potencial para expansão. Com foco na distribuição dos sacos de papel para padarias, a Achei no Pão encontra grandes possibilidades de crescimento por meio do bom desempenho destes estabelecimentos comerciais.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), as padarias, panificadoras e confeitarias que atuam no Brasil registraram crescimento de 2,81% em 2018. Mesmo em um cenário de grandes desafios econômicos, o faturamento do setor ultrapassou a casa de 92 bilhões de reais.
De olho nesses negócios, a Achei no Pão cresce no franchising. Os franqueados da rede ficam responsáveis por firmar parcerias com padarias, conveniências, mercearias, supermercados e outros estabelecimentos comerciais que utilizam sacos de papel para embrulho dos produtos.
Os estabelecimentos recebem os sacos de papel de forma gratuita e, em contrapartida, os franqueados vendem os espaços nas embalagens de papel para outras empresas, que terão suas peças publicitárias veiculadas nas embalagens.
Todos os anúncios são desenvolvidos pela franqueadora, sendo responsabilidade do franqueado atuar somente como representante comercial da rede, vendendo os espaços nos saquinhos de papel.
Como destaque no mercado, a rede desenvolve embalagens ecológicas, biodegradáveis e atóxicas. Cada embalagem é dividida em 32 módulos, vendidas entre 390 e 500 reais. A Achei no Pão é a única que atua no mercado com modelos de 2kg, 3kg e 5kg.

Modelo de microfranquia

O franqueado Achei no Pão investe 4,5 mil reais para abrir uma franquia, sem a necessidade de instalação de ponto comercial: é possível trabalhar de casa.
Não é necessário que os empreendedores interessados em investir na franquia da rede tenham experiência prévia ou formação na área de publicidade. A franqueadora também não exige experiência em vendas.
Em cidades com até 120 mil habitantes, os franqueados atuam com exclusividade territorial, o que potencializa os ganhos das unidades.
O retorno do investimento é rápido: a franqueadora estima um prazo de dois a quatro meses para o payback. O faturamento médio fica entre 12 mil reais e 15 mil reais, com lucro que gira em torno de 35% a 40%.
Os franqueados Achei no Pão encontram suporte completo nas áreas comercial e operacional. Além disso, a franqueadora garante treinamento e transferência de know-how para garantia de sucesso da unidade.
Atualmente, a Achei no Pão atende mais de 100 cidades.