sábado, 10 de fevereiro de 2018

Empreender não é conto de fadas


Você quer ter a sua própria empresa?

http://blog.academiainternacionaldegrafologia.com/

Empreender é a palavra que mais se escuta no momento. Quem sonha em ser empresário, ter o seu próprio negócio e se desenvolver no mundo corporativo é porque está decidido a ter uma vida livre trabalhando para si mesmo, algo irresistível para muitos. Sem dúvidas, o caminho de um empresário é um dos mais satisfatórios que pode ser tomado. O problema reside na dificuldade para alcançar o sucesso, provocando sempre níveis altos de incertezas e estresse mental, levando às vezes ao fracasso.

Você tem perfil empreendedor?

Empreender requer muita garra para trabalhar, planejamento, responsabilidade, criatividade, conhecimento da área em que pretende atuar e, acima de tudo, atitude adequada na hora de assumir riscos. Entender as características da personalidade que há por trás de um espírito empreendedor ajuda o indivíduo a ter êxito e a evitar o insucesso.

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Existem muitas pesquisas que foram realizadas sobre os diferentes traços de personalidade que devem caracterizar um empresário bem sucedido e, embora as pessoas não sejam iguais, existem certos traços comuns que um empreendedor de sucesso possui.

Abaixo, faço uma observação sobre alguns desses traços para você que deseja passar de empregado a empregador.

Capacidade de assumir riscos

Qualidade fundamental para quem deseja empreender. Ao colocar em prática um projeto, automaticamente um risco é assumido. A capacidade de assumir riscos está associada com a atitude que relaciona o interesse que a pessoa possui para atingir um objetivo e a capacidade de analisar possíveis situações que possam surgir, tanto positivas como negativas.

O empreendedor deverá ter capacidade para identificar os riscos que possam surgir em sua atividade e solicitar, quando necessário, assessorias especializadas para dispor de medidas necessárias para minimizar essas dificuldades e tomar decisões equilibrando vantagens e desvantagens.

Autoconhecimento

Conhecer as características pessoais é de extrema importância para qualquer pessoa que queira se desenvolver bem em todas as áreas da vida.

Muitas vezes existem particularidades na personalidade da pessoa que ela ainda não percebeu. Para saber a área que mais combina com a personalidade é importante conhecer e alinhar as preferências e aptidões.

Criatividade


Ter criatividade é ser original, não seguindo as normas preestabelecidas e nunca imitando o que já foi feito por milhares de pessoas.

É a capacidade de inovar, produzir novas ideias ou conceitos, ou novas associações entre esses, que geralmente levam a conclusões novas, resolvem problemas e produzem soluções originais e valiosas que satisfaçam a questão. É ter a genial capacidade para “thinking outside the box”.

Ousadia

Segundo Johann Goethe “Qualquer coisa que você possa fazer ou sonhar, você pode começar. A ousadia tem genialidade, poder e magia em si”. No sentido de empreender, a pessoa ousada é aquela que possui coragem, valentia, capacidade de inovação. A palavra “coragem” vem do latim coraticum – COR, que significa “coração” e o sufixo – ATICUM, que é utilizado para indicar uma ação referente ao radical anterior -. CORATICUM seria, literalmente, ação do coração, isto porque se acreditava que era neste órgão que a coragem se alocava.

Capacidade de desempenhar várias funções Empreendedores bem – sucedidos tendem a ter diversas habilidades e conhecimento de várias áreas diferentes. A capacidade de executar múltiplas funções permite-lhes adaptar, gerenciar e sobreviver muito melhor para a árdua tarefa de criar um negócio a partir do zero.

Autoconfiança e motivação

A autoconfiança gera a motivação. Continuar com o espírito empreendedor após um período de declínio é típico da grande maioria dos empresários que possuem um forte senso de autoconfiança e oportunidade, mesmo quando as chances são aparentemente escassas. Essa crença em si mesmo e o desejo de melhorar tornam-se sua verdadeira motivação.

Responsabilidade

Essa é a virtude de tomar atitudes de forma consciente assumindo as consequências das decisões e respondê-las de maneira apropriada em cada momento. É ser coerente em todos e em cada um dos seus atos perante a sociedade, a sua empresa e principalmente a seus trabalhadores.
Tenacidade

Força que impulsiona a continuar com empenho e determinação em algo que deseja realizar. É necessário ao empreendedor ter constância e perseverança, isto é, assumir claramente as obrigações com o futuro do negócio e com o planejamento estratégico do mesmo.

Agora pergunto: como identificar essas características na pessoa?

Sabia que por meio da análise grafológica você pode constatar se possui o perfil do empreendedor? A análise grafológica vai mostrar quais as características mais atuantes e quais as que necessitam de estímulos para você se tornar um grande empreendedor.

Então, não espere mais, peça a sua avaliação agora!

Informações: elisabethromar22@yahoo.com.br

Autoria do texto: Elisabeth Romar

Bibliografia:

Romar, Elisabeth – As Inteligências Múltiplas e a Vocação na Grafologia.

Dirección General de Política de la Pequeña y Mediana Empresa – Secretaría General

de Educación y Formación Profesional. Madrid

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

75 cursos online sobre negócios, oferecidos por universidades internacionais



Os cursos listados abaixo encontram-se na plataforma Class-Central e são quase todos gratuitos, sendo que na maioria deles você paga apenas pelo certificado, caso queira obter o mesmo ao final do curso.

Neste artigo eu listei não cinco ou seis, mas 75 cursos voltados para os negócios. Espero que ao menos um chame a sua atenção, então não tenha medo de realizar a sua matrícula e assistir uma aula.

Eu não preciso nem falar que esses cursos são apresentados em inglês, né?

Se você estiver tendo dificuldades em aproveitar oportunidades como essas devido a falta de domínio da língua inglesa, talvez você queira conhecer o meu trabalho. É só acessar aqui.

Ok. Vamos lá.

CURSOS SOBRE NEGÓCIOS

Influence (University of Pennsylvania)
Corporate Social Responsibility (CSR): A Strategic Approach (University of Pennsylvania)
Accounting Analysis II: Measurement and Disclosure of Liabilities (University of Illinois at Urbana-Champaign)
Accounting for Decision Making (University of Michigan)
Strategic Business Management — Macroeconomics (University of California, Irvine)
Introduction to Business for Analytics (Georgia Institute of Technology)
The Free Cash Flow Method for Firm Valuation (Columbia University)
Introduction to Corporate Finance (Columbia University)
Accounting Analysis I: Measurement and Disclosure of Assets (University of Illinois at Urbana-Champaign)
Entrepreneurship II: Practices and Approaches (University of Illinois at Urbana-Champaign)
Accounting Analysis II: Accounting for Liabilities and Equity (University of Illinois at Urbana-Champaign)
Entrepreneurship I: Principles and Concepts (University of Illinois at Urbana-Champaign)
Formal Financial Accounting (University of Illinois at Urbana-Champaign)
Global Impact: Business Ethics (University of Illinois at Urbana-Champaign)
Managing Public Money (The Open University)
Modern Empowerment in the Workplace (The Open University)
Business Foundations (The University of British Columbia)
Organizational Behaviour (The University of British Columbia)
Introduction to Accounting (The University of British Columbia)
Ethical Leadership Through Giving Voice to Values (University of Virginia)
Which markets to play in? A tool for entrepreneurs and innovators (École Polytechnique Fédérale de Lausanne)
Qualitative Research (University of California)
Research Report: Delivering Insights (University of California)
Research Proposal: Initiating Research (University of California)
Quantitative Research (University of California)
Research Report: Delivering Insights (University of California)
Google AdWords (Higher School of Economics)
Digital marketing strategy (Higher School of Economics)
Leading High-Performing Teams (University of Queensland)
Leading the Organization (University of Queensland)
Becoming an Effective Leader (University of Queensland)
Tourism and Travel Management (University of Queensland)
Leading in a Complex Environment (University of Queensland)
Electric Cars: Technology, Business, and Policy (Delft University of Technology)
Entrepreneurship for Global Challenges in Emerging Markets (Delft University of Technology)
Leadership In Practice (The University of Oklahoma)
Financial Accounting and Analysis (Indian Institute of Management Bangalore)
Legal Tech & Startups (IE Business School)
From Brand to Image: Creating High Impact Campaigns That Tell Brand Stories (IE Business School)
Entrepreneurship Strategy: From Ideation to Exit (HEC Paris)
Leadership Coaching through Turbulent Times: Playing with eFIRE (Queensland University of Technology)
Clinical Supervision: Planning Your Professional Development (University of East Anglia)
Financial Management in Organizations (University System of Maryland)
Financial Decision Making (University System of Maryland)
Financial Accounting for Corporations (University System of Maryland)
Sustainable Business: Big Issues, Big Changes (University of Colorado System)
First Steps in Making the Business Case for Sustainability (University of Colorado System)
More on Change and Sustainability (University of Colorado System)
Six Sigma Tools for Analyze (University System of Georgia)
Six Sigma Advanced Define and Measure Phases (University System of Georgia)
Six Sigma Tools for Define and Measure (University System of Georgia)
Six Sigma Principles (University System of Georgia)
Six Sigma and the Organization (Advanced) (University System of Georgia)
Six Sigma Advanced Analyze Phase (University System of Georgia)
Six Sigma Advanced Improve and Control Phases (University System of Georgia)
Six Sigma Tools for Improve and Control (University System of Georgia)
Decent Work in Global Supply Chains (Pennsylvania State University)
Aviation is Your Future (Embry-Riddle Aeronautical University)
Digital Competition in Financial Services (Copenhagen Business School)
FinTech and the Transformation in Financial Services (Copenhagen Business School)
Innovation Strategy: Developing Your Fintech strategy (Copenhagen Business School)
Industry 4.0: How to Revolutionize your Business (Hong Kong Polytechnic University)
The Economics of Agro-Food Value Chains (Technical University of Munich)
Principles of Project Management (The College of St. Scholastica)
Leadership and Management (University of Northampton)
Coaching in the Knowledge Era (Deakin University)
Psychotechnologies of personnel management (Saint Petersburg State University)
Innovation Strategy: Challenging the Usual Suspects (Université libre de Bruxelles)
Governance in Co-operatives (University of Saskatchewan)
Leading and Managing People-Centred Change (Durham University)
Managing Innovation (LUISS)
Introduction to Interfaith Leadership (Dominican University)
Asset Pricing (University of Chicago Booth School of Business)
Big data Marketing (Universidad Autónoma de Occidente)
Green Marketing (Heliopolis University)

Ufa! Esses foram os cursos que eu separei para você. Comente abaixo se você já participou de algum MOOC, diga o que você achou e se valeu a pena.

Até o próximo artigo!

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by Vania Paula, especialista em idiomas

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018





Como avaliar uma proposta de emprego em apenas 3 passos
Eu estava num evento participando de um painel sobre carreiras e o cara me faz a seguinte pergunta: "Você é capaz de me responder em 1 minuto o que você considera mais importante para se avaliar numa oferta de emprego?". Eu olhei para ele e esbocei um sorriso, essa não é uma resposta trivial para ser dada em apenas 60 segundos, afinal são muitos elementos a serem considerados, mas fui a luta para tentar simplificar o meu ponto de vista.
Uma proposta de emprego pode ser analisada sob 3 dimensões: remuneração total, oportunidade de desenvolvimento e ambiente organizacional.

Apresento abaixo a minha resposta, acho que pode ser útil para algumas pessoas, pelo menos é uma forma de tentar estruturar o pensamento. Obviamente que aqui não me preocupei com o tempo e pude elaborar bem melhor o meu ponto de vista. Ao se deparar com uma possível proposta de emprego, eu considero três pontos importantes e básicos para uma decisão.

REMUNERAÇÃO TOTAL
Salvo se você tem um expertise muito único e pode pedir um salário surreal, o correto aqui é avaliar se o pacote de remuneração é justo e competitivo. Em um mundo onde as profissões estão mudando e não existe mais o pleno emprego, o importante aqui é você manter a sua liquidez e atratividade como profissional, mantendo-se capturável continuamente por outras empresas ou até por outras áreas dentro da empresa onde trabalha. Isso significa que a sua remuneração tem que valer realmente o quanto você vale. Já vi situações de colegas que aceitaram ofertas de salário muito altas, aparentemente irreais, fora da média do mercado e que em pouco tempo se tornaram profissionais caros para os seus contratantes. Isso cria uma situação onde quase sempre o lado mais fraco da corda, no caso o profissional, acaba se dando mal. Por outro lado, ir para uma empresa com um salário achatado é o mesmo que ir sentado numa bomba relógio, já que em pouco tempo você estará insatisfeito e inquieto procurando alguma forma de se mexer e sair do aperto. Enfim, remuneração é uma coisa mais simples do que imaginamos: brigue pelo que você acha que vale e valorize se a empresa oferece benefícios complementares além do salário em si. Não olhe apenas para o salário, mas para o pacote todo.

OPORTUNIDADE DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL
Avalie se a empresa oferece uma oportunidade real de você se desenvolver na sua carreira. Obviamente que você é pago para trabalhar e entregar valor através da sua expertise e capacidades, mas tenha consciência que você precisa trabalhar num lugar que também colabore para o seu desenvolvimento, podendo até oferecer novos caminhos de carreira e oportunidades. Não olhe apenas se a empresa vai permitir o seu crescimento vertical, ou seja, na sua profissão, mas estude também se essa organização pode oferecer a você alternativas de mudança lateral de carreira, expandir o seu conhecimento, aumentar o seu valor como profissional, dar desafios, levando-o a atuar em outros ramos que podem transforma-lo num profissional melhor, além de municiar você de conhecimento e expertise adicionais. Ou seja, se essa é uma empresa com muitas portas de possibilidades e caminhos, que incentiva e valoriza o desenvolvimento profissional, então pode valer a pena.

AMBIENTE DE TRABALHO E CLIMA ORGANIZACIONAL
Muitas pessoas negligenciam a questão do clima organizacional, mas para mim é super importante. Se você não se incomoda em trabalhar numa empresa onde a gestão por conflito é incentivada, onde um colega enfia o dedo no olho do outro e onde a competitividade interna sanguinária se confunde com meritocracia, então essa dimensão pode não ser relevante para você. Eu gosto de trabalhar em lugares onde o "bom dia" é genuíno e onde posso compartilhar as minhas prioridades e dificuldades com meu colega de trabalho, sem melindres ou pegadinhas. Aqui é uma questão se você valoriza o engajamento coletivo e a camaradagem, ou prefere o esforço individual em detrimento do coletivo. Esse é um tema muito ligado à cultura da empresa, seus valores, que nem pretendo explorar aqui. Considere que você pode passar vários anos nessa organização, portanto veja se essa empresa vai alimentar ou drenar a sua saúde, física e mental. Também é recomendável colher detalhes a respeito do seu possível futuro chefe para entender seu estilo e personalidade, até mesmo seu estilo de gestão, o que pode ser difícil algumas vezes. Considere que você vai passar a maior parte das suas horas do dia vivendo o clima organizacional da empresa.

Eu entendo que a abordagem acima é simplista para se analisar uma proposta de emprego, até um pouco irresponsável, mas é um bom início. Obviamente que não existe uma fórmula pois o contexto pode mudar os pesos dessa balança. A seguir, vou dar alguns exemplos bem simples para ilustrar o meu ponto.

Se você é jovem e está no início da carreira, então você deveria estar menos preocupado com a remuneração e mais interessado em entrar numa empresa que permita rápido desenvolvimento profissional e múltiplas experiências, além de oferecer boas alternativas de aceleração de carreira.

Por outro lado, se você estiver perto da aposentadoria e tem uma família para cuidar, o que mais deseja é segurança e uma remuneração mais justa com sua experiência e expertise. Além disso, o ambiente de trabalho também é um ponto importante nessa condições porque você não terá paciência para engolir sapos. Possivelmente você estará menos preocupado em desenvolvimento de carreira porque já tem a sua construída.

Se você está pensando em mudar de carreira, então a remuneração perde prioridade porque você estará disposto a perder um pouquinho para entrar numa nova rota de carreira. Aí a perspectiva de trabalhar numa empresa com muitas possibilidades passa a ser o mais importante.

Já se você trabalha atualmente numa empresa que tem um clima ruim e você não aguenta mais o seu chefe, aí então a sua prioridade é procurar uma empresa com um bom clima organizacional para que você tenha uma nova perspectiva de vida e paz de espírito. Você pode até topar abrir mão de parte do salário para mudar de situação.

Pelo lado da empresa as coisas também podem variar muito. Se for uma empresa global em claro movimento de expansão, aí o peso de desenvolvimento e carreira ganha relevância. E se for uma startup se lançando num segmento ainda emergente? Enfim, analisar a organização e o contexto dos negócios onde ela está inserida vai jogar elementos importantes na equação de decisão.

Em resumo, não tem uma fórmula única. Porém vejo as três dimensões acima como as mais importantes, cujo balanço dos pesos depende do seu momento de vida e carreira. Mas existe algo além das dimensões citadas: PROPÓSITO. Essa poderia ser uma quarta dimensão mas que numa proposta de emprego nem sempre é possível dimensionar, já que provavelmente você conhece pouco da empresa que está desejando contrata-lo. O propósito é a real motivação da existência da empresa, o que a torna única e diz respeito ao impacto que ela deseja provocar na sociedade. É algo que emerge de dentro da organização, de sua "alma". O propósito é um motivo para se orgulhar, que inspira e orienta a organização, é um compromisso compartilhado por todos os funcionários. As vezes é algo que você não leva em conta na hora de mudar de emprego e entrar numa nova organização, mas ao longo do tempo essa questão do propósito vai ficando cada vez mais crucial, até chegar aquela hora que você faz a pergunta para você mesmo: "O que estou fazendo aqui? Vale a pena continuar? Vale a pena me esforçar tanto por essa empresa?"

Se você me perguntar o que é mais importante para mim, eu tenho uma resposta. Fiz uma análise da minha vida profissional. Mudei de emprego oito vezes. Em duas oportunidades eu saí para buscar um clima organizacional melhor porque eu não estava feliz onde trabalhava. Em três oportunidades eu mudei de emprego aceitando receber uma remuneração menor, porém eu via no meu próximo empregador um lugar que me daria melhores perspectivas de carreira e desenvolvimento, além de um ambiente de trabalho mais saudável. Em nenhuma das situações de troca de emprego eu considerei uma maior remuneração como o principal motivador. Em resumo, oportunidades de desenvolvimento e clima organizacional são mais importantes para mim. E você?
Mauro Seguro


Construção de metas para 2018 e balanço de 2017 (na empresa e na vida pessoal)



Muita gente esperou ansiosa pelo fim de 2017, na esperança de que o novo ano trouxesse também novos e bons ventos. Confesso, vejo esses anseios com certa curiosidade porque tirando aquilo que não depende diretamente de nós, como as questões políticas e econômicas, acho muito curioso as pessoas acreditarem que apenas o virar do calendário poderá trazer mudanças. Enquanto a transformação não vier de nós, esse será mais um ano que se esperará ansioso pelo fim.

E já que, enfim, 2018 chegou – aliás, acabamos de entrar em sua segunda semana! – que tal antes de propor novas resoluções você avaliar as conquistas do ano que passou? Sim, tenho certeza de que, por mais difícil que 2017 tenha sido, há algo a ser celebrado. Então, celebre! Também é valido buscar entender o porquê de não ter atingido alguma ou algumas metas que havia se proposto.

Para fazer esse “balanço” de forma objetiva e clara, vale colocar no papel todas as suas reflexões. Então, mãos à obra: liste suas perdas e seus ganhos, os acontecimentos positivos e negativos, os objetivos conquistados e aqueles que não foram atingidos, aqueles hábitos que você mudou e os que não conseguiu. É importante que nessa checagem não entre só o âmbito profissional, coloque na balança sua vida pessoal também, afinal de contas cada vez mais fica difícil separar a vida profissional da pessoal, ou seja, cada vez mais somos mais inteiros. E antes que você comece suas listas, já faço um alerta: olhe de verdade para tudo de positivo que aconteceu, jamais esqueça deles e nunca supervalorize as coisas ruins.

Feito o balanço do ano que passou, é hora de traçar as novas metas. Ao pensar nas resoluções para 2018 lembre-se: quem tenta fazer muita coisa acaba não fazendo nada. Fundamental é priorizar. Uma sugestão valiosa para sua lista de metas é, depois de fazê-la, corte ela na metade!

Outro ponto importante é não confundir metas com sonhos. Por exemplo, querer um emprego novo, viajar mais, falar uma outra língua, tudo isso é sonho. A meta existe quando você define exatamente aonde quer chegar. Qual emprego novo você quer? Qual cargo? Em qual empresa? As metas devem ser sempre específicas, mensuráveis, realizáveis, relevantes e com prazo definido. Escreva suas metas em um papel e deixe o sempre à vista. A ideia é que você faça contato visual diário com seu planejamento, assim você vai se sentir sempre impelido a tomar decisões que te levem a concretizá-lo.

Um conselho ousado, porém, infalível é tornar sua meta pública. Isso mesmo: conte para a família, os amigos, o chefe, os colegas de trabalho. Quando fazemos isso nos comprometemos inconscientemente a conquistar aquele objetivo, além disso, a cobrança e o interesse daqueles que sabem dos seus planos vai ajudar ainda mais na corrida em busca daquilo que você se propôs.

Também é válido você se desafiar. Proponha-se a realizar algo que te tira da sua zona de conforto, que te leva para aquele lugar incômodo, mas que pode te fazer saltar muitas casas no jogo da vida. Quando você se desafia, dá um passo na direção a novas horizontes que podem trazer experiências altamente transformadoras, seja na vida profissional ou pessoal. Vale a pena arriscar-se. Boa sorte e que esse seja um ano de muitas realizações e sucesso para todos nós!


by Sofia Esteves, 
Presidente do conselho no Grupo Cia de Talentos



     A 4ª revolução industrial já chegou*




Se você acha que inteligência artificial (I.A.) é algo futurista, embrionário ou encontrado apenas nas histórias de ficção científica, é hora de repensar. Ela já é uma realidade muito mais presente em nossas vidas do que você, provavelmente, já se deu conta. A 4ª revolução industrial chegou. E veio para redefinir nosso jeito de pensar, fazer, comunicar e viver.

Há uma década, vivemos a era dos telefones inteligentes - os smartphones - e seus aplicativos. Waze, WhatsApp, Uber, redes sociais, e aplicativos de jornais, revistas, bancos e tantos outros passaram a fazer parte do nosso dia a dia. Há uma nova (r)evolução tecnológica em curso, que vai colocar a anterior no bolso, com o perdão do trocadilho.

Segundo estudo do Bank Of America Merril Lynch, sistemas dotados de I.A. movimentarão US$70 bilhões já nos próximos quatro anos, começando pelo próprio setor bancário, com redução de custos, ganhos de eficiência, automatização de processos e sistemas antifraude. Até 2025, 75% das equipes de desenvolvedores devem incluir inteligência artificial em um ou mais serviços e o mercado de computação cognitiva deverá representar mais de US$ 2 trilhões.

De acordo com uma pesquisa recente da IBM com 525 líderes de marketing e 389 líderes de vendas de empresas globais, 64% dos executivos acreditam que suas empresas usarão I.A. nos próximos três anos e 91% acreditam que a computação cognitiva ajudará suas organizações. Ginni Rometty, CEO global IBM, afirmou que o Watson, plataforma de solução cognitiva da empresa, já é usada por cerca de 1 bilhão de pessoas. Sim, 1 bilhão de pessoas!

Sabendo ou não, você já deve ter sido atendido ou ter conversado com um sistema de computador que simula um ser humano - como ChatBots, Siris ou Google Assistente - mas Inteligência Artificial é muito mais do que isso. Ela veio para revolucionar nossas vidas e os negócios. O Bradesco, por exemplo, já usa o IBM Watson em seu call center e em todas as suas 5.650 agências no país para ajudar os atendentes e gerentes a responderem mais de 200 mil perguntas sobre os produtos e serviços do banco.

Outra realidade já presente são empresas, organizações e marcas investindo em uma comunicação personalizada com seus clientes. Hoje, já é possível responder de forma específica às necessidades das pessoas e de pequenos grupos e não apenas de forma genérica à grande massa. A consultoria de soluções cognitivas Nexo, parceira da IBM no país, já faz isso para empresas como Whirlpool, Vertiv, Smiles e até mesmo o Tribunal de Justiça de São Paulo, por exemplo. Recentemente, em uma feira de lançamento do primeiro caminhão elétrico da Volkswagen, a Nexo implementou uma solução de I.A. para que o público pudesse conversar com o novo modelo da montadora. Isso mesmo, conversar com o caminhão.

E você e o seu negócio, estão prontos para a revolução?

*Artigo originalmente publicado em aaa.academy

Ricardo Amorim, autor do bestseller Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes, o brasileiro mais influente no LinkedIn, único brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais do Speakers Corner, ganhador do prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, presidente da Ricam Consultoria e cofundador da Smartrips.co e daAAA Plataforma de Inovação.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017



Destaque-se e brilhe com seu Resumo no LinkedIn
Seu resumo é um dos espaços mais importantes e lidos do seu perfil, onde quem lê espera encontrar as informações mais relevantes sobre você.


Falar sobre si mesmo é um desafio! Mas o autoconhecimento, saber quais são seus pontos fortes, suas habilidades e competências, é indispensável para quem quer deslanchar na carreira. Comece perguntando a si mesmo em que gosta de trabalhar e aonde quer chegar – seu objetivo. Por que escolhi essa profissão? Quais são minhas competências? Por que uma empresa me contrataria? No que eu me diferencio?

Pense na sua paixão pelo seu trabalho, o que faz seus olhos brilharem quando você fala do que faz. Esse é seu diferencial e é essa garra que os recrutadores querem ver (e ler).

“Se você faz o que não gosta, você tem duas opções: 1ª Aprender a gostar do que faz, e 2ª procurar uma coisa que gosta pra fazer. Então, qual sua escolha?” - H. Queiroz

Conte suas experiências profissionais, mas não perca tempo com os detalhes das tarefas que realizou. Foque nos RESULTADOS entregues, nas experiências positivas que trouxeram benefícios para as empresas e orgulho para você. Destaque as habilidades que você possui e utiliza para alcançar esses resultados.

Dê exemplos de projetos, conquistas, prêmios e resultados numéricos. Você também pode incluir imagens, vídeos, links, arquivos e uma cópia em pdf do seu Cv. Aproveite para divulgar seu trabalho! Não esqueça, claro, da sua formação, seus talentos e dos idiomas que domina. Tem alguma experiência no exterior? Inclua.
Fale também um pouco da sua vida pessoal, do que você valoriza e curte. Além de um ótimo profissional, você deve ser uma pessoa interessante, que outras desejam conhecer.

Escreva em texto corrido. Não use bullets. O resumo do LinkedIn não é o do CV, mas um texto riativo onde você tem 2 mil caracteres para escrever sobre o melhor de você.

Seu resumo tem que ser atraente e engajado. Você é uma marca e precisa vendê-la. Instigue quem for ler a ficar com vontade de conhecer você, seja para ser sua conexão ou seu novo empregador.

Utilize palavras chave relacionadas à sua carreira, sua profissão e seu trabalho, bem como às suas habilidades e competências. As buscas no LinkedIn são feitas através de palavras que as pessoas utilizam para encontrar você. Quanto mais palavras chave são utilizadas, maior sua chance de ser encontrado. Visite outros perfis, vagas e empresas e identifique as palavras chave mais utilizadas adequadas para o seu perfil.

Ao final do resumo, inclua seu nome e dados de contato: telefones, e-mail, site, Skype e o que mais desejar. Você precisa ser encontrado com facilidade!
Se você não conseguir escrever, peça ajuda!


byCristina Moutella

      Líder: Mulher maravilha e Super homem ninguém é.




Começo este artigo te questionando. Porque insistimos em ser mais do que possamos oferecer? Porque insistimos viver em um circulo vicioso de não escutar o outro? Porque temos dificuldade em motivar a transformação da nossa equipe?

Difícil responder os questionamentos acima? Este é o propósito, pois estas questões são para provocar em você a quebrar paradigmas e fazer a conexão com a Inteligência Emocional (IE). Pois este é o ponto chave deste artigo, espero que continue aqui comigo para se interar mais sobre o assunto que será um divisor de águas em suas atitudes pessoais e profissionais.

As empresas sempre estão em busca de profissionais "mulheres maravilha com seu super escudo ou super homens com visão raio X". Mas sabemos que não é bem assim, pois ser um líder excepcional exige muita dedicação e comprometimento.

O que esquecerão de te avisar é que você precisaria desenvolver a sua IE, pois liderar é atuar com diversos comportamentos humano e é ai que começa o problema.

Você que esta agora lendo este artigo é líder ou almeja este cargo o mercado precisa urgentemente de profissionais que além da capacidade técnica tenham as seguintes habilidades: controle emocional, mediador de conflitos e empatia (essa habilidade merece um artigo só para ela).

Atualmente estamos vivendo uma crise de atenção, melhor a falta de atenção, pois foi o que conclui após observar neste ano de trabalho desenvolvendo e formando lideres como os profissionais estão desatentos primeiramente com eles mesmos, pois tem muita dificuldade em identificar forças e fraquezas internas e concomitantemente terão dificuldades em enxergar e empoderar a sua equipe.

Para desenvolver a IE é muito importante buscar primeiramente o autoconhecimento, entender melhor os seus medos, suas crenças que te limitam e até alguns autossabotadores. Outro passo é realmente estar motivado a mudar hábitos que interferem no desenvolvimento da equipe que corrobora para a baixa produtividade e ineficiência de resultados.

O líder que possui IE é o profissional que esta atento no seu autodesenvolvimento e principalmente busca e incentiva o desenvolvimento de sua equipe, pois uma equipe motivada, capacitada estará muito mais engajada em atingir as metas e comemorar os resultados, pois trabalham de forma colaborativa.

Este ano me deparei trabalhando o medo de alguns profissionais, pois quando o questionava porque ele não delegava mais para a sua equipe, surgia o silêncio e muitas desculpas e o medo de delegar provoca um comportamento muito ruim para se trabalhar em equipe que é o comportamento centralizador.

Vou abrir um parenteses aqui com você - Quais são os medos que te impede delegar e ter uma equipe engajada e eficiente?

Se for preciso de uma pausa na leitura e responda, pois identificar esse medo é um passo importante que você estará dando em direção ao desenvolvimento da IE. Vamos continuar?

A IE é treino e ninguém desenvolve uma habilidade da noite para o dia, precisa de muito estimulo, ou seja, você precisa estar atento e aplicar o controle emocional na tomada de decisões, na hora de treinar e principalmente cobrar.

Daniel Goleman pontua a inteligência emocional sendo o controle das emoções, ou seja, a capacidade que eu, você, nós temos de identificar os nossos próprios sentimentos em nossas ações e reações e o sentimento dos outros ao nosso redor.

O mesmo afirma que a IE não é privilégio de um ou outro, mas para desenvolver esta habilidade é preciso estar muito disposto.

Agora quero te propor um desafio para encerrar 2017 que é em fazer um inventário comportamental de suas ações e reações ao longo deste ano. Anote em uma folha como você se comportou diante da tomada de decisões, quais foram os impactos gerados tanto os positivos e os negativos. No final avalie quais os comportamentos você precisa trabalhar no desenvolvimento da IE.

Se você chegou até aqui fico muito grata pela companhia. Nos encontramos em 2018, até la.



by Cristiane Mascarenhas





quarta-feira, 27 de dezembro de 2017


Que venha 2018!

Apesar do caos político, em 2017, o Brasil finalmente deixou para trás a mais profunda, longa e dura depressão econômica da sua História. O PIB cresceu nos 3 primeiros trimestres do ano e os indicadores já conhecidos sugerem que o ritmo de crescimento se acelerou no 4º trimestre. A confiança dos consumidores e de empresários de todos os setores da economia vêm melhorando desde dezembro de 2015. Desde abril, os empregos começaram a voltar e 2,3 milhões de pessoas antes desempregadas voltaram a trabalhar. A nova legislação trabalhista deve ajudar a sustentar esta tendência.

Com a inflação caindo para o nível mais baixo em 20 anos, a taxa Selic caiu para o menor nível da História. Recentemente, isto começou a impulsionar também os setores de bens duráveis – sempre os últimos a se recuperarem após crises econômicas. Em outubro, as vendas e a produção de veículos cresceram mais de 40% em relação a outubro de 2016 e as vendas de imóveis no país cresceram mais de 20% no ano. As vendas de papelão ondulado – o melhor indicador das expectativas da indústria para o futuro - cresceram 4% no ano e 8% no último mês. O comércio espera o melhor Natal em pelo menos 3 anos; talvez, em 5 anos.

O futuro é sempre incerto e, com relação a 2018, não é diferente. A Reforma da Previdência e a Reforma Tributária serão aprovadas? Se forem, podem contribuir para melhorar as contas públicas e fortalecer a competividade da economia brasileira, colaborando para o aumento dos investimentos produtivos e, por consequência, para a geração de mais empregos e para um crescimento mais acelerado e mais duradouro.

Maior ainda é a incerteza eleitoral. Ainda não sabemos ao certo quem serão os candidatos, menos ainda o que farão se eleitos. Apesar disso, o risco de uma guinada substancial na política econômica que possa colocar em risco a recuperação parece relativamente limitado.

As maiores preocupações viriam de uma eventual eleição de Lula à Presidência, mas essa possibilidade é mais remota do que parece. Em janeiro, o TRF-4 deve decidir sobre o apelo de Lula à decisão do juiz Sergio Moro, que o condenou a 9,5 anos de prisão. Em 70% das decisões do TRF-4 sobre apelos de decisões da 1ª instância da Justiça em casos da Lava–Jato, o TRF-4 não apenas confirmou a condenação, mas endureceu as penas dadas por Moro. Mantida a condenação, mesmo que a pena seja abrandada, Lula será enquadrado como ficha suja e impossibilitado de se candidatar nas eleições. Uma eventual condenação é passível de embargo pela defesa de Lula, mas os embargos normalmente são rejeitados. Ainda caberia um apelo ao STF sobre a decisão, mas Lula permaneceria impedido de participar das eleições. Assim, a chance de que Lula possa vir a ser candidato é de menos de 30%.

O futuro é sempre incerto e, com relação a 2018, não é diferente.

Em segundo lugar, mesmo que seja candidato, sua chance de ser eleito é menor do que uma leitura rápida das pesquisas eleitorais mais recentes sugeriria. As mesmas pesquisas mostram que a maioria dos eleitores ainda não optou por nenhum dos candidatos e Lula - como aliás a grande maioria dos pré-candidatos conhecidos - tem taxas de reprovação maiores do que as de aprovação, o que mantém o resultado da eleição bastante incerto.


A última questão é, se eleito, Lula mudaria radicalmente a política econômica, colocando a recuperação em risco? Possível, mas improvável. Nunca é demais lembrar que, quando assumiu em 2002, ele fez exatamente o contrário, trazendo para Presidente do Banco Central o atual Ministro da Fazenda Henrique Meirelles, banqueiro internacional respeitado e então recém-eleito deputado federal pelo PSDB. Lula está magoado com “as elites” e, ameaçado por um número de processos que não para de crescer, deve ter atitudes diferentes se chegar à Presidência desta vez, mas a liberdade de imprensa e a independência da Justiça parecem muito mais em risco do que a política econômica.

Lula não é o único que, se eleito, eventualmente poderia mudar radicalmente a política econômica, colocando a recuperação econômica em risco. Ciro Gomes, Marina da Silva e Jair Bolsonaro também representam algum risco, mas as chances de Ciro Gomes ser o próximo presidente parecem baixas e Marina e Bolsonaro vêm, cada vez mais, apoiando as políticas econômicas atuais. Só teremos certeza se suas conversões à ortodoxia econômica são genuínas se um dos dois vier a ser eleito, mas os riscos de loucuras econômicas parecem estar diminuindo.

Os outros principais potenciais candidatos que se vislumbram hoje – Henrique Meirelles, Geraldo Alckmin, João Dória, João Amôedo e Alvaro Dias – têm diferenças enormes entre si, mas nenhum apoia mudanças de política econômica que colocariam a recuperação em risco.

Em resumo, riscos eleitorais existem – até porque não é possível descartar o surgimento de outros candidatos competitivos – mas parecem limitados. Riscos externos – uma guerra ou uma crise financeira global – talvez sejam até mais significativos, mas o resumo da ópera é que, se nenhum deles se materializar, o mais provável é que o crescimento da economia brasileira em 2018 e nos próximos anos supere - talvez por muito – a expectativa média de crescimento da maioria dos economistas na casa de 2% a.a..

Ricardo Amorimautor do bestseller Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes, o brasileiro mais influente no LinkedInúnico brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais do Speakers Corner e ganhador do prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

É possível transformar um hobby em profissão?


Como você sabe, eu trabalho com recolocação e transição de carreira, ou seja, presto consultoria a pessoas que estão buscando um novo trabalho, mudando de área ou iniciando um novo negócio. Esse artigo é fruto de uma entrevista que dei à rede Globo.

Como recebo sempre muitas dúvidas a respeito, também quis escrever sobre o assunto. Atualmente tem muita gente querendo empreender, às vezes, transformando seu hobby ou suas paixões em fonte de renda.
        
Um dos fatores que tem impulsionado essa mudança é a situação do mercado. Por causa da crise e da alta taxa de desemprego, a quantidade de mão de obra reserva é bastante grande. Isso faz com que o mercado não consiga absorver todas essas pessoas em empregos formais. Dessa forma, talvez você precise se reinventar e é nesse momento que pode descobrir que não necessita de um emprego formal e sim de um trabalho que possibilite uma remuneração. A partir daí pode se perguntar o que pode fazer para ocupar seu tempo fazendo o que gosta e ser bem remunerado por isto.

Se você chegou a essa conclusão, é preciso que responda algumas perguntas antes de seguir por esse caminho.

Eu tenho a persistência suficiente?

Qualquer empreendedor, especialmente no Brasil, precisa ter muita paciência e persistência. Não se trata simplesmente de achar que você irá abrir um negócio e haverá uma multidão de clientes na sua porta os quais vão lhe proporcionar uma renda três ou quatro vezes maior do que a que tinha antes.

Pelo contrário, possivelmente nos primeiros meses a sua renda será ainda menor do que a que tinha quando estava empregado. Esse retorno vem com tempo e dedicação ao seu negócio. E te digo que você será testado diariamente, pois terá que pensar no todo e muitos problemas surgirão. Um dia é a internet que não funciona, outro dia é o cliente que não lhe pagou, outro dia é a máquina do cartão de crédito que deu pane e assim por diante. E, no início é provável que não tenha equipe para cuidar disto, você mesmo terá que colocar a mão na massa, dar conta de todas as suas atividades, sorrir para o cliente e resolver os problemas operacionais.

Eu tenho a disciplina necessária?

Há pessoas que só produzem satisfatoriamente quando precisam prestar contas a um cliente ou chefe.

De outro modo, elas simplesmente se acomodam. Ter seu próprio negócio exige estar em constante movimento, trabalhando, em muitos casos, até mais do que quando se tinha emprego para alcançar o objetivo. É possível que sua cabeça trabalhe 24 horas por dia, e é aí que muitos empreendedores desistem, pois você se vê escravo do seu próprio negócio. Em muitas situações pode ter muitas saudades da época em que era CLT e no fim do dia desligava o seu computador e sua mente era livre pra não pensar mais em trabalho. Ter uma empresa exige muita disciplina. Eu mesma sou a dona da empresa e tenho um plugin que desabilita o feed de notícias do meu facebook, ou seja, só entro nesta rede social fora do trabalho. E o meu negócio começou a render muito mais quando descobri que era necessário sim que eu cumprisse horário, estivesse no escritório no mínimo 8 horas por dia.

Atualmente trabalho muito mais que isso e preciso de muita disciplina, pois ninguém me diz o horário que eu tenho que cumprir, ou se posso ou não entrar em rede social no horário do expediente.

Sou eu mesma que defino isto. Para tal o meu nível de disciplina tem que ser muito mais alto do que quando eu era funcionária.

Eu sei vender?

Muitos acham que fazer propaganda na internet é suficiente para obter o retorno necessário.

O processo de venda acontece o tempo inteiro. Conhecer as estratégias para vender adequadamente o seu produto ou serviço é algo muito importante. A grande sorte é que temos hoje muitos cursos e conteúdo interessante na internet. Saber vender é uma competência que pode sim ser adquirida. E se você já está entrando em campo com o pensamento “eu não sei vender” precisa ressignificar isto agora mesmo, pois as pessoas prósperas e bem-sucedidas sabem sim vender, principalmente realizando autopromoção.

O que se necessita é de disposição para buscar esse saber, assim como disponibilidade para se reinventar, se preciso. Por exemplo, eu, nesse momento, não sou a Tais tímida e introvertida, pois, ao escrever esse artigo ou quando gravo um vídeo, estou focada na minha missão de vida, que é impactar a existência de mais pessoas. E para tal eu preciso SIM vender a minha imagem e ser capaz de promover os meus serviços.

Se você reconhece que precisa aprender mais, o primeiro passo é ajuda. Várias instituições poderão lhe oferecer uma base para iniciar seu negócio através de cursos gratuitos, consultoria e planejamento estratégico.

Ao elaborar um plano de negócios, por exemplo, você terá a oportunidade de se questionar sobre uma série de aspectos, bem como aprender sobre outros. É nesta etapa que você vai pensar sobre aonde quer chegar, quanto estima faturar, quem é seu público-alvo, entre outras questões, além de adquirir o preparo técnico para iniciar o empreendimento.

Isso se chama estratégia. Assim você não usa simplesmente a cara e a coragem, mas tem o seu voo orientado por uma instituição que tem know-how do assunto. A partir de todas essas questões definidas, você poderá traçar metas e aprender o básico sobre uma série de aspectos, inclusive financeiros, que serão necessários para o sucesso do seu negócio.

É difícil transformar o hobby em negócio?

Para algumas pessoas, é bastante difícil transformar o hobby em negócio. Isso acontece porque muitos têm o que podemos chamar de crenças limitantes. Trata-se de pensamentos do tipo “como eu estou ajudando pessoas, não vou cobrar por isso ou cobrarei muito pouco” ou “cobrarei bem menos do que meu produto vale, dando desconto às pessoas” “fazer o que se ama é utopia”.

Saber cobrar é extremamente importante. Compreenda que seu hobby se transformou em um negócio.

Para que ele dê certo e você possa manter a qualidade, é muito importante ser bem remunerado por isso. Valorize o seu esforço, os cursos que fez e as horas de trabalho que foram necessárias para que se pudesse chegar a um resultado satisfatório.

Em suma, aprender a precificar o seu trabalho e/ou o seu produto é extremamente importante para o sucesso do seu negócio.

Quero te dizer que é viável ganhar dinheiro com a sua paixão. Mas é preciso persistência, disciplina e saber vender. Todas essas habilidades podem ser aprimoradas ou até aprendidas.

Por isso, dê o primeiro passo e se esforce. Tenha clareza de quais são os seus talentos, do que te dá prazer e de que maneira poderia usar os seus dons a serviço dos outros. Para isso eu te lanço 3 perguntas:

- Se eu entrasse no seu computador agora, qual seria o seu histórico de navegação?
- Para que geralmente as pessoas ao seu redor solicitam a sua ajuda?
- Se vivêssemos em um país socialista onde não houvesse diferenças salariais e você pudesse escolher qualquer profissão, o que você decidiria fazer?

É importante que você se faça estas perguntas e muitas outras, tentando descobrir qual é a sua missão.

Aos poucos o universo vai conspirar a seu favor. Não há sensação melhor do que fazer o que se gosta, do que ter a certeza de que está usando os seus talentos e cumprindo seu propósito no mundo.

Quando podemos acordar todos os dias para fazer isso, a vida se torna mais leve e as pessoas são mais felizes.


Tais Targa - Top Voices LinkedIn
Psicóloga, Mestre em Educação e Coach de Empregabilidade – Job Hunter. Mentora de Coaches e especialista em Otimização de LinkedIn. Seu histórico profissional engloba empresas tais como: KPMG, FIEP e Universidade Positivo. Atualmente é responsável pela TTarga Carreira e Recolocação, atuando desde 2010 nos serviços de Recolocação Profissional, Transição de Carreira e Coaching. Empreendedora digital, empresária, aficionada por redes sociais, palestrante, autora, mãe e autodidata.


Durante a transição de carreira, combine reflexão com ação!



Recursos desumanos

Ram Charan, em seu livro Liderança na era da turbulência econômica, relata a história de uma grande empresa de Wall Street. Quando dois de seus empregados voltavam do almoço, no outono americano de 2008, um deles passou o cartão de acesso pela catraca e conseguiu entrar. O outro não. Quando o primeiro empregado usou seu cartão para deixar o colega entrar, um guarda da segurança abordou os dois. Disse ao primeiro que poderia subir, mas o segundo foi informado de que, a partir das 12 horas daquele dia, não trabalhava mais para a empresa. Deveria falar com uma pessoa do RH, na sala 312, para mais informações.

Para Charan, a despeito das necessidades de cortes de pessoal, as empresas precisam evitar o que denominou de “cruel política” de recursos humanos. Bem, neste caso, que política? Que recursos "humanos"?

É claro que a experiência da demissão determinará o grau de dificuldade que o indivíduo terá em sua transição. Histórias assim não ajudam em nada! Haverá dor, tristeza e ressentimento para cuidar.

Depois da demissão é preciso trabalhar na sua transição

Existem pessoas em transição que não precisam esperar nada para iniciar seus movimentos de mercado e seus contatos, com vistas a um novo passo em suas carreiras. Há outros indivíduos – como no caso do funcionário bloqueado pela catraca, certamente – que precisam dar um passo para trás, recolher as correntes da mágoa para então postular uma nova posição no mercado. Nestes casos, o início da transição pressupõe uma etapa de reflexão. Mas refletir sobre o quê?

Na verdade, todos podem se beneficiar de uma boa reflexão, sobretudo quando relacionada a dois objetivos claros: ampliar autoconhecimento e buscar clareza quanto à visão de futuro. Esse é um túnel pelo qual entramos e em cujo trecho final enxergamos a decisão do nosso próximo passo.

É na fase de reflexão que revisitamos nossa história de vida, que nos permite identificar crenças alavancadoras e restritivas que construímos em razão das diferentes experiências em nossa biografia.

É nesta etapa que exercitamos a reflexão sobre nossos estilos e motivadores, nossas satisfações, insatisfações, características pessoais, competências e realizações. De igual modo, este é o momento para ampliar a consciência sobre valores e interesses próprios. Tudo isso torna mais nítido o futuro preferido, que deve ser desejado, idealizado e planejado, tendo nosso propósito de vida como “guarda-chuva” das escolhas que faremos pelo caminho.

Uma boa transição passa por experimentos práticos

É fácil perceber o benefício que tiramos de uma boa reflexão. Precisamos, no entanto, estar alertas para que a reflexão:

1) não sirva de desculpa para não agir e seguir em frente;

2) não esconda nossas reações emocionais diante da transição.

Uma boa dica a esse respeito é sugerida por Herminia Ibarra, em Identidade de carreira. Essa professora, com a autoridade de alguém que lecionou comportamento organizacional em Harvard, Yale e Insead, sugere que a fase de reflexão seja acompanhada por experiências práticas, que possibilitem ao indivíduo testar novas atividades, novos relacionamentos e possíveis novas narrativas para sua continuidade da carreira.

O principal argumento é o de que sabemos quem somos quando vemos o que fazemos, ou seja, o autoconhecimento é mais pleno quando a reflexão vem acompanhada por testes e experiências investigatórias e exploratórias. Trata-se do método “testar e aprender”, ou “conhecer-fazer”, capaz de construir autoconhecimento por meio de experiências práticas e interações com outros indivíduos. Como escreveu Herminia:

"O aprendizado é circular e interativo; praticamos ações, um passo de cada vez, e respondemos às consequências dessas ações até que um padrão inteligível eventualmente comece e se formar. O autoconhecimento necessário não é nem uma “verdade interna” nem um “dado a ser computado” que possa iluminar o caminho no início do processo; é mais informação tangível sobre nós mesmos em relação a possibilidades específicas – informação que se acumula e se desenvolve durante todo o processo de aprendizado." 

Em outras palavras, aja enquanto planeja! Não fique paralisado diante de um megaplano teórico.

Combine ação com planejamento. Faça experimentos e busque pequenas e importantes vitórias. As maiores lições e pistas virão dessas experiências e dos relacionamentos que construir em torno delas.
LEMBRE-SE: CONSCIÊNCIA TRANSFORMA A REALIDADE.



(artigo adaptado do livro “Todo novo começo surge de um antigo começo”, de minha autoria, editado pela Évora)

ROGÉRIO CHÉR, é sócio da Empreender Vida e Carreira, autor do best-seller Empreendedorismo na Veia – um aprendizado constante e do livro Engajamento – melhores práticas de Liderança, Cultura Organizacional e Felicidade no Trabalho.