domingo, 12 de novembro de 2017

07 erros que Você não pode cometer em uma entrevista de emprego


Todos nós, seres humanos, somos imperfeitos, mas existem momentos que precisamos encarar a realidade e buscar fortemente a perfeição, uma delas é na hora de uma entrevista de emprego.

Nesse artigo, vou lhe mostrar sete erros, que muitos cometem, e que você, em hipótese alguma, pode cometer.

Antes de ajudar as pessoas a conquistarem o emprego dos seus sonhos / novos clientes através do LinkedIn, eu participei de inúmeras entrevistas de emprego e, com isso, aprendi sobre como obter sucesso em uma.

Além disso, conversei com alguns amigos empresários e recrutadores, esses me passaram alguns pontos de suma importância e alguns erros comuns, mas que são critérios de desclassificação.

1)     Criação de Personalidade Fantasma

Um nome bonito para disfarçar a palavra mentira. Inúmeros candidatos buscam tanto uma vaga que criam uma personalidade fantasma, ou seja, eles mostram algo que não são.
Para um recrutador, é fácil perceber isso, porém ele não vai falar que você está mentindo ou agindo de forma que não seja natural, ele deixara você se enforcar com sua própria corda.
Para você conseguir obter sucesso em uma entrevista de emprego, você deve ser completamente transparente, não adianta criar uma personalidade que não é você, mais cedo ou mais tarde ele perceberá que você mentiu para isso e, acredite, nenhum recrutador deseja contratar um mentiroso para firma.
Portanto, uma dica valiosa para você é que nunca tente ser o que você não é, não importa seus defeitos, faça suas qualidades sobressaírem.

2)     O sabe tudo

Em um momento de entrevista, é importante nós ouvirmos e respondermos as perguntas do nosso recrutador com sabedoria, mas isso não quer dizer que você tem que interrompê-lo e tentar saber tudo sobre tudo.
Ninguém é tão bom quanto que não possa ser melhorado, você pode até ser mais capacitado que os outros colegas, mas isso não quer dizer que você tem que falar isso a todo instante.
Demonstre suas capacidades apenas quando for solicitada, com certeza o recrutador lhe dará um tempo para você falar de si mesmo e, nesse momento, você deve mostrar que realmente é a pessoa ideal para o cargo solicitado.
Recrutadores não gostam de pessoas que tem o ar de superioridade, lembre-se que você não é um contratado e, se ele perceber que você quer ser melhor que todo mundo, ele não irá deseja-lo em sua empresa.

3)     O Engraçadinho

É comum que o recrutador, no início da entrevista, faça perguntas simples, com o único objetivo de quebrar o gelo e te deixar mais à vontade.
Sendo que muitas pessoas simplesmente confundem isso com liberdade de expressão e, terminam sendo engraçadinhos demais.
Sentam-se de toda forma, falam besteiras, usa gírias e por aí vai, por mais que a empresa que você esteja buscando uma vaga seja mais informal, você deve ter uma postura séria e profissional.
Não extrapole os limites, não faça piadas, muito menos fique rindo de perguntas simples que seu recrutador faz.

4)     Esquecer de falar

Muitos quando chegam a uma entrevista de emprego, esquecem a fala, simplesmente respondem o que é perguntado, mas não interagem com o recrutador.
Atualmente, empresas buscam pessoas comunicativas, proativas e, se você não fala nada, não se encaixa nesse perfil.
O ideal é que quando você tenha dúvidas, espere o recrutador acabar o ponto e faça sua pergunta.
Em suas respostas, tente ser claro, objetivo e direto, sem alongar suas respostas, mas também não falando palavras de uma só sílaba.

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5)     Não conhecer a empresa

O mínimo que você deve saber são informações básicas da empresa a qual está se candidatando, mas muitos não fazem seu dever de casa.
O recrutador, possivelmente, fará perguntas sobre o que você sabe do negócio e, caso não saiba, ele não se surpreenderá, pois já é comum essa resposta, agora, caso você tenha respostas sobre tal, é provável que ele fique impressionado, com isso, você terá uma chance a mais do que os outros candidatos.
Portanto, estude sobre a empresa que você busca uma colocação profissional, descubra como funciona seu negócio, seus produtos, seu público alvo, dentre outras informações, prepare-se para encantar seu recrutador.

6)     O Inquieto

Quando estamos nervosos ou assustados, é comum que fiquemos inquietos, mas em uma entrevista de emprego isso não é um bom sinal.
Muitas pessoas ficam tão nervosas que não conseguem sentar em uma cadeira e permanecer ali, se mexem a cada instante, mal mantêm suas mãos quietas.
Isso não pode acontecer! Caso você esteja nervoso, ansioso ou algo similar, antes de adentrar na entrevista, peça um copo com água a recepcionista, caso não esteja à vista, mantenha sua concentração no que você veio fazer: conquistar um emprego.

7)     O candidato fantasma

Normalmente, empresas dispõe de uma recepção ou sala de espera, com isso, muitos candidatos se transformam em fantasmas.
Simplesmente chegam, sentam-se e pronto, esperam alguma mágica acontecer, isso é completamente errado.
Ao chegar, certifique-se de que a recepcionista ou secretária lhe viu, com isso, faça contato com a mesma, diga que está presente para um recrutamento e passe seu nome para ela.
Automaticamente ela lhe dará instruções para aguardar ou ir até alguma outra sala.
Nunca fique sem falar nada! Um outro ponto bem importante enquanto aguarda é que você deve fazer contato visual com todas as pessoas contidas na sala e, quando cruzarem olhares, basta um simples aceno com a cabeça e/ou um sorriso amigável para a pessoa.
Inúmeras empresas colocam funcionários para observar seu comportamento enquanto aguarda.
E se alguém vir falar com você, seja cordial, dê assunto, converse normalmente, nunca se sabe quem está falando com você.

Espero que, com essas sete dicas, você possa evitar de cometer todos esses erros comuns em uma entrevista de recrutamento.

Todos nós sabemos que o mercado vem buscando profissionais mais qualificados e preparados para as vagas dispostas, com isso, quero muito poder te ajudar!


Rodrigo Moubar - LinkedIn

10 atitudes e pensamentos que acabam com seus sonhos

Muitas pessoas acabam sabotando os próprios sonhos com atitudes e pensamentos que nem percebem que estão levando o sonho por água abaixo

Franciane Péterle, Administradores.com

                               iStock  

Sonhos são o combustível da nossa vida. Mas, apenas sonhar não basta e não nos realiza. Isso porque existe uma diferença muito grande entre o que queremos e o que realizamos. E aí há dois caminhos: continuar sonhando e fazendo de tudo para realizar ou abandonar o sonho e achar que é feliz.

Infelizmente, muitas e muitas pessoas acabam sabotando os próprios sonhos com atitudes e pensamentos que nem percebem que estão levando o sonho por água abaixo. Aos poucos aquele brilho nos olhos vai se perdendo e sonhos se tornam apenas sonhos.

Abaixo falo de 10 pensamentos e atitudes que destroem os sonhos. Acompanhe e veja se há algo em comum com a sua vida.

1) Amanhã você começa
O primeiro passo para o fracasso é deixar para amanhã. Lembre-se que quanto mais você adia, mais difícil fica. Mantenha o foco, a ação e a produtividade.

2) Você colhe sem plantar
Há uma frase muito conhecida que diz que: “se você não está colhendo o que queria, é porque não plantou o que deveria”. E é assim mesmo. Cada um é responsável pelas próprias ações que levarão a realização dos sonhos. Você plantou tudo o que podia? Sempre podemos mais.

3) Estou com medo! Vai dar errado!
90% dos medos são irreais, não passam de pensamentos. Por isso, o jeito é ir com medo mesmo. Tudo vai dar certo, mas existe um preço a ser pago. Você está disposto?

4) Sucesso é para poucos
Sabe aquele mi-mi-mi de que é sorte, destino e que é fácil para os outros? Continue assim e o sucesso nunca fará parte da sua vida. Sucesso não acontece da noite para o dia. Sucesso é bastidor. Por isso, acredite que você é capaz, porque você é, e trabalhe muito para conquistá-lo.

5) Sempre responsabilize os outros pelos seus sonhos
 
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“Se não depende só de mim, logo a culpa não é minha”. Grande engano por parte de quem pensa assim. Você é o único responsável por suas escolhas. Só você pode fazer a sua parte.

6) Primeiro espere acontecer, depois acredite
Não espere ver para crer. Acredite, faça acontecer e verás. Muitas vezes é preciso buscar por menos respostas e, simplesmente, entrar por inteiro num projeto. Caso contrário, você terá dado mais um passo para o fracasso.

7) Sente e espere o melhor momento para agir
O melhor momento é agora. Não existe cenário perfeito. É você quem vai criar ele e fazer tudo acontecer. É só pensar em quantas histórias de sucesso você já leu, viu ou ouviu sobre pessoas que fizeram os negócios prosperarem em plena crise econômica e recessão que o Brasil passou e que aos poucos está diminuindo. Lembre-se, melhor feito, que nunca perfeito.

8) Não crie grandes expectativas para não se frustrar
Como você vai chegar ao topo se você não desejar estar lá? Crie sim grandes expectativas e trabalhe para que elas aconteçam.

9) Deixe as pessoas te mostrarem o caminho
Somente você sabe o que é melhor para você, então cuidado com as pessoas que querem apagar seu brilho. Cada história é única. Acredite em você mesmo e faça acontecer. Não se preocupe com a opinião alheia.

10) Eu errei, ou seja, fracassei
Erro não é sinônimo de fracasso. Sempre é possível aprender com o erro. Há estudiosos que dizem que se você aprendeu algo com o erro, na verdade não seria um erro. Lembre-se, são eles que te darão maior potencial de crescimento. Fracasso é desistir. Então, continue sempre.

Esses são 10 pensamentos e atitudes muito comuns que sabotam os sonhos de qualquer pessoa. Estão tão presentes na vida de algumas, que elas nem se dão conta de que isso está barrando a realização do sonho. E você, se identifica com algum? Então, comece a mudar agora. Lembre-se, não se contente em caminhar se você pode voar.


Franciane Péterle é Master Coach e Psicóloga





               

       Você está pronto? O emprego do Futuro!



Já estamos ouvindo e vendo que há inúmeros empregos que serão substituídos por robôs e isso já não é mais uma questão futurista distante.

Já existem lojas, como por exemplo no Japão, que os vendedores são robôs que estão prontos e possuem em seu banco de dados uma capacidade cognitiva (programável) de percepção – Comunicação não verbal dos clientes, para melhor auxiliar no processo de vendas.
“As habilidades cognitivas farão parte da programação dos meta-humanos”
Você pode ver no Link um pouco sobre essa tecnologia já funcionando:
clique aqui Lojas com Robôs ou copie esse link http://bit.ly/empregorobo e leia a materia
Assim como ocorreu com a revolução Industrial, onde várias atividades manuais foram substituídas por máquinas, o mesmo irá ocorrer e já está acontecendo.

Vários especialistas apontam que as profissões que poderão sofrer com a substituição do labor humano pelo robô, não significará perda dos empregos, pois com o desenvolvimento, novos empregos serão gerados para novas profissões, e por esse motivo, hoje pode ser o melhor momento para despertar elementos como melhoria contínua e desenvolvimento de novas habilidades.

Importantes habilidades serão consideradas e serão essenciais para o progresso, tanto da tecnologia, quanto para os níveis de relacionamentos.

Essas habilidades, que hoje são negligenciadas pela maioria dos profissionais e até mesmo sendo considerado como ‘perfumaria’, irão permanecer e terão grande valor agregado sendo um grande fator, senão fator de elevada importância para o presente (não mais o futuro).

Quais são essas habilidades que serão necessários no presente século e nos vindouros? Vamos há algumas delas:
  • Trabalho em equipe
  • Autoconhecimento
  • Comunicação
  • Criatividade
  • Imaginação
  • Liderança
  • Empatia
Quando vemos essas habilidades, nota-se que são características relacionadas ao desenvolvimento emocional, ou mais difundido, inteligência emocional.
“Desde a revolução industrial as universidades têm produzido profissionais em série, o que se faz necessário hoje e no futuro são os profissionais ‘fora de série’.” Coach Felipe Hodar
Como estão se preparar para o futuro? Se preparando hoje, no presente. Empregos novos para profissões novas irão surgir, porem as habilidades permanecerão e elas serão um divisor de águas para os profissionais que se destacarão, ou seja, os profissionais que serão considerados ‘fora de série’.

Como você se enxerga hoje? Você está preparado? Se a resposta é sim, você pode se desenvolver ainda mais e construir fortalezas. Se a resposta é não, o que está esperando? Comece hoje para seu futuro.

Conheça o Método CIS iPerson, o programa de Coaching de Resultados, um trabalho de construção de fortalezas emocionais, habilidades e inteligência emocional com um olhar para o futuro e de ações focadas no presente para gerar resultados em toda a jornada.

Entre em contato, e saiba mais para se preparar já!


by Rate This

13 pontos da reforma trabalhista que vão mudar a sua vida

A reforma trabalhista propõe mudanças na lógica da relação trabalhista e algumas delas vão impactar diretamente a sua vida. Fatiamento de férias, horas extras e novos tipos de jornada de trabalho são algumas dessas propostas, mas tem muita coisa nova na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 

Veja 13 pontos da reforma que poderão mudar a sua vida: 

Fim do acerto informal

Todo mundo conhece alguém que “pediu” para ser mandado embora, fazendo um acordo informal com o empregador. Esse jeitinho, que geralmente envolve a devolução da multa sobre o saldo do FGTS por parte do funcionário, está com os dias contados. O novo texto da CLT permite que patrão e empregado, de comum acordo, possam extinguir o contrato de trabalho. O funcionário terá direito a movimentar 80% do saldo do FGTS, mas não receberá o seguro-desemprego. A empresa, por sua vez, precisa pagar metade do aviso prévio e metade da multa sobre o depositado no fundo, ou seja 20%.

Novos tipos de jornadas...

O brasileiro poderá ter dois novos tipos de jornada de trabalho regulamentadas: o teletrabalho (ou home office) e a jornada intermitente (em que o trabalhador recebe por hora e não há jornada fixa). No caso do teletrabalho, a proposta normatiza os critérios para se trabalhar em casa. A jornada intermitente prevê o pagamento por hora – que não será inferior ao valor da hora do salário mínimo ou da categoria –, além do correspondente ao 13º salário e terço de férias. O empregador também precisa fazer o depósito de FGTS e contribuição previdenciária proporcionais. O funcionário deve ser convocado com antecedência de três dias para o serviço – e pode recusar. A jornada intermitente está na mira do Senado, que sugere a regulamentação desse tipo de trabalho por Medida Provisória.

... e mudanças em jornadas que já existem

A reforma trabalhista também propõe mudanças em regimes que já existem, como o de tempo parcial, e permite a jornada 12 x 36. No caso da jornada 12 x 36 (em que se trabalham 12 horas para descansar por 36 horas), a nova lei consolida algo que já é muito usado em alguns setores, como o da saúde – e permitiria até a adoção da jornada por acordo individual. Já o regime de tempo parcial passa por uma modificação. Hoje, só são permitidas as contratações até 25 horas semanais, sem hora extra. Com a mudança, o trabalho neste regime pode ser de 30 horas semanais totais ou 26 horas semanais, com acréscimo de até seis horas extras.

Fim do imposto sindical obrigatório

Todo trabalhador que é representado por um sindicato precisa pagar uma contribuição sindical obrigatória, o famoso imposto sindical. Todo ano, é descontado do salário – geralmente em março – o valor equivalente a um dia de trabalho. Com a reforma trabalhista, essa contribuição passa a ser facultativa. Ou seja: é o trabalhador que decide se quer pagar o valor para o sindicato.

Negociado x Legislado

A nova legislação dá mais força para as convenções coletivas, os acordos feitos entre sindicatos de trabalhadores e empregadores. Pela proposta, o que é negociado e fixado em convenção coletiva passa a valer mais que a lei para 16 itens, como intervalo intrajornada e plano de cargos e salários. De outro lado, a proposta aponta 29 itens que não podem ser mudados pelos acordos entre patrões e empregados, como o salário mínimo, férias e licença-maternidade.

Pausa para o almoço

Hoje em dia, o intervalo intrajornada – o popular intervalo para o almoço – deve ter duração de no mínimo uma hora. Com a reforma trabalhista, seria possível estabelecer em acordo individual ou convenção coletiva uma redução nessa pausa, respeitando um limite mínimo de 30 minutos de intervalo. O tempo “economizado” no intervalo seria descontado no final da jornada de trabalho, permitindo que o trabalhador deixe o serviço mais cedo.

Serviço efetivo

O novo texto da CLT deixa claro que não pode ser considerado tempo à disposição do empregador – e, portanto, não será computado como hora extra – aquele período que exceder a jornada de trabalho, mas que o trabalhador decida passar dentro da empresa. Isso vale para a pessoa que optar por ficar mais tempo dentro da empresa em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições climáticas. Também vale para quem entrar ou permanecer nas dependências da empresa para realizar atividades particulares, como práticas religiosas, descanso, lazer, estudo, alimentação, atividades de relacionamento social, higiene pessoal e troca de roupa ou uniforme (quando a troca na empresa não for obrigatória).

Hora extra...

A proposta de reforma mantém o limite de duas horas extras por dia, com pagamento de pelo menos 50% sobre o valor da hora. Mas um novo artigo prevê que o banco de horas, que já existe, também possa ser pactuado por acordo individual – e não apenas por convenção coletiva. Nesse caso, a compensação deve ocorrer em no máximo seis meses ou então os ajustes precisam ser mensais. Além disso, caso o contrato de trabalho seja rescindido sem a compensação desse banco de horas, o residual será pago como hora extra.

... tem limite

Atualmente, quando o funcionário precisa extrapolar o limite de horas extras diárias, a empresa precisa justificar a razão de esse empregado ter ficado tanto tempo a mais no trabalho – o que geralmente ocorre em casos urgentes por serviço inadiável ou motivo de força maior. A proposta é de que as empresas não precisem mais comunicar essa jornada extraordinária ao Ministério do Trabalho. A justificativa é de que esse tipo de situação não é recorrente e, caso a empresa use esse tipo de artifício para fraudar a lei, o próprio empregado pode denunciar o caso de maneira anônima.

Horas in itinere

Atualmente, o tempo de deslocamento do trabalhador que usa transporte fretado pela empresa é incorporado à jornada de trabalho. Ou seja: pode gerar o pagamento de hora extra ou compensação em caso de ultrapassar a jornada de trabalho. Com a nova proposta, esse período de deslocamento não passa a contar como jornada de trabalho. A mudança pode ser encarada como uma perda de direito ou uma possibilidade de motivar mais empresas a oferecerem um serviço de transporte para os funcionários.

Mulher, hora extra e insalubridade

Atualmente, a CLT prevê que mulheres precisam fazer um intervalo de 15 minutos, obrigatório, antes de iniciar a hora extra. A Câmara dos Deputados quer retirar essa distinção, mas o Senado sugere que ela seja mantida. O posicionamento das duas Casas também se mantém na questão da mulher gestante ou lactante que trabalha em atividade, operação ou local insalubre. Durante a gravidez ou amamentação, a mulher deve ser afastada de suas atividades profissionais. E ambiente insalubre nesse caso pode ser até o hospital. O relatório da Câmara propõe que a mulher possa continuar a trabalhar na função e local, desde que apresente um atestado médico. Já o Senado defende o veto a essa proposta.

Fatiamento das férias

A nova proposta prevê o fatiamento das férias em até três períodos – e não apenas dois, como é atualmente. Desde que haja concordância entre empresa e empregado, as férias poderão ser fatiadas em até três períodos, sendo que um deles não poderá ser inferior a 14 dias corridos e os demais não poderão ter menos de cinco dias corridas cada um. Além disso, passa a ser vedado o início de férias no período de dois dias que antecede feriado ou dia de repouso semanal remunerado.

‘Prêmio’ no salário

A reforma quer permitir que o empregador possa “premiar” o funcionário sem que isso seja considerado salário. A nova redação prevê que importâncias, mesmo que habituais, como ajuda de custo, vale-refeição, diárias de viagem, prêmios e abonos não integram a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não podem ser base para incidência de encargo trabalhista e previdenciário. O argumento é que assim os empregadores poderiam pagar um valor extra, como prêmio, sem que isso incorpore ao salário e seja questionado judicialmente no futuro.

Guia da reforma trabalhista

A CLT passou por um processo de atualização e isso vai impactar diretamente na rotina de empregados e empregadores em todo Brasil.

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Gazeta do Povo

Os 13 maiores desafios de quem começa a empreender


Quer ter seu próprio negócio, mas não sabe como irá superar os obstáculos da vida empreendedora? Aprenda com quem já passou por isso:

A vida de quem tem um negócio é cheia de obstáculos – especialmente no começo da empreitada, quando a falta de prática na administração de empreendimentos é mais latente. Diante de tantos desafios, muitos abandonam o sonho de serem seus próprios chefes.

Mas não tem de ser assim. O melhor antídoto para a falta de experiência no mundo dos negócios é anotar os conselhos de quem já errou: outros empreendedores.

Por isso, EXAME.com reuniu grandes obstáculos de quem começa a empreender, com depoimentos de empreendedores reais com empreendimentos reais. Eles também relataram qual foi a solução encontrada para superar a adversidade e continuar com o negócio.

Confira, a seguir, quais são os 13 maiores desafios de quem está começando a empreender:


1 – Lidar com a solidão e a inexperiência


Muitos empreendedores citaram a falta de experiência ou de conhecimento como um grande desafio na hora de começar a empreender.

Vários, por exemplo, não sabiam como gerir as diversas áreas de uma empresa. “As maiores dificuldades para empreender surgem da falta de experiência ou de conhecimento especifico sobre a vastidão de temas que envolvem uma organização, do desenho de processos até detalhes do sistema tributário”, afirma Ana Cecilia Navarro, sócia da marca de roupas Dra Cherie.

Outros empreendedores citaram a falta de experiência em seu próprio ramo de atuação. “O maior desafio era que não possuíamos experiência anterior em empreendedorismo no segmento de internet”, conta Fernando Cymrot, do e-commerce automotivo Canal da Peça.

A solução encontrada por todos foi parecida: ler muito para aprender sobre o assunto e procurar mentores – pessoas que já passaram por situações similares e que podem transmitir seus conhecimentos e experiências, além de acompanhar os passos do seu negócio.

Outra solução é apostar na experiência dos seus próprios funcionários – desde que haja o plano de que esse conhecimento seja repassado para mais pessoas da equipe, evitando a dependência. Foi o que fizeram Daniel Luco Navarro e Gustavo Brunello, sócios-fundadores do negócio de alimentação LuccoFit.

“A solução encontrada foi se aliar a profissionais de qualidade, como cozinheiros e nutricionistas, que se identificam com a empresa e estavam dispostos a crescer juntos, dando o direcionamento e aperfeiçoando nossos processos”, contam os empreendedores.

2 – Abandonar de vez a vida de funcionário


Um desafio comum a quem quer abrir sua própria empresa é enfrentar o medo de abandonar a vida de funcionário. E a melhor solução para superar o receio é se cercar de uma rede de apoio e troca de conhecimento.

“A ‘solidão’ do empreendedor foi um grande desafio: não ter a estrutura corporativa que muitas vezes suporta com treinamentos, projetos e coaching fez com que eu me sentisse um pouco sozinho no início. Para superar estes desafios e não deixar que atrapalhassem o desenvolvimento do negócio, busquei na rede de amigos e de colegas empreendedores a ajuda necessária para aprender rápido sobre temas de startup”, conta Marco Zolet, CEO e fundador do Supemercado Now.

“Assim como eu, muitos empreendedores vieram de cadeiras corporativas e, em algum momento em suas vidas começam a empreender. Porém, o modelo mental ainda está preso no antigo mundo”, concorda Glauco Della Veja, fundador do negócio de networking República de Negócios.

“A solução para mim foi fazer uma formação voltada a negócios, liderança e empreendedorismo e também fazer um tour com vários empreendedores. Fiz muitas conversas e visitei muitas empresas.”

3 – Saber quando deixar de planejar e partir para a ação


Muitos empreendedores enfrentam o desafio de saber quando parar de refinar um produto e lançá-lo no mercado – especialmente no caso das startups, em que o timing é essencial.

“Aprendi que o planejamento em excesso pode matar a empresa. Um dos principais desafios no início foi encontrar o balanço certo entre planejamento e execução”, conta Gustavo Fuga, empreendedor da 4YOU2, negócio de cursos de idiomas a preços acessíveis.

“Durante os primeiros meses criamos planos de negócio, estruturamos os detalhes da operação, pensamos em organogramas detalhados, criamos processos complexos. Todo esse planejamento drenou muito tempo e dinheiro, recursos ultra escassos em quase todas as startups. Quando percebemos que éramos reféns desse excesso de planejamento, típico de grandes empresas, resolvemos que era a hora de rasgar o plano de negócios e ir para a rua testar demanda. Ou seja, executar e aprender durante a jornada.”

4 – Calcular custos antes de abrir uma empresa


Afinal, quanto custa abrir o seu futuro negócio? E de quanto dinheiro você vai precisar para não morrer na praia enquanto a empresa não dá lucro? Essas questões representam um grande desafio na vida de um empreendedor: cuidar das finanças empresariais.

Não saber fazer as contas pode comprometer a viabilidade do seu empreendimento. “A analogia que faço é a da compra um carro novo: junta-se dinheiro para a compra do veículo, mas não se calcula o quanto vai custar a gasolina, a manutenção, o seguro, o IPVA. E, dessa maneira, não se consegue manter o carro. No caso de uma empresa, o famoso plano de negócios é fundamental”, exemplifica Carlos Castro, fundador da marca de sapatos DIEM. Plano de negócios: Saiba com a ContaAzul como elaborar e comece agora

“O que fiz de diferente foi não fazer apenas um plano, mas vários: cada um com um cenário diferente, seja vendendo mais, seja vendendo menos. O último que fiz apresentava vendas nulas e, por meio dele, consegui estimar o quanto precisaria de capital de giro para aguentar um ano.”

João Furlan da Silva Telles, sócio-fundador da empresa de funilaria express ChipsAway Brasil, recomenda também o uso de sistemas que automatizam a maior parte dos cálculos, facilitando a análise mais estratégica da empresa.

Por fim, outro conselho importante é estimar o custo da burocracia e da desconfiança quanto ao seu negócio na hora de calcular o prazo de retorno do investimento.

“O tempo que gastamos para oficializar o projeto nos tomou quatro meses, falando basicamente do processo da abertura da empresa e demais processos junto a advogados, contadores e outros detalhes burocráticos. O empreendedor tem que estar disposto a trabalhar algum tempo sem perspectiva de faturamento”, afirma Paulo Teixeira, fundador do Ndays, e-commerce de produtos perto do prazo de vencimento.

5 – Defender o diferencial do seu produto


Se você está pensando em abrir uma startup, provavelmente se deparará com o desafio de convencer clientes e investidores de que sua ideia tem potencial.

“No início, enfrentei algumas barreiras para que principalmente o varejo compreendesse o diferencial do meu produto. Tive que conquistar um mercado e abrir um nicho de bebidas funcionais nas gôndolas”, afirma Daniel Feferbaum, CEO da WNutritional, fabricante brasileira de bebidas funcionais e orgânicas. “Para contornar essa situação, optamos em focar em uma divulgação por meio de profissionais de saúde que têm conhecimento técnico, pois os consideramos excelentes difusores do conceito das nossas bebidas.”

Para explicar o diferencial de seu produto, Antônio Miranda, CEO da Cuponomia, decidiu formar parcerias não com especialistas influenciadores, mas com os intermediadores do seu negócio: os grandes e-commerces. “Eles passaram a oferecer os códigos promocionais e ver como a estratégia funcionava. Gradativamente, fomos ganhando espaço e agregando valor.”

6 – Tornar sua empresa conhecida no mercado


O desafio de conquistar os primeiros clientes se relaciona a outro obstáculo: tornar seu negócio conhecido para o mercado.

Há várias formas de divulgar seu produto sem ter de pagar por anúncios de preço exorbitante. No caso da Dentpack, empresa de soluções para o mercado odontológico, a alternativa encontrada foi buscar os influenciadores do setor. Marketing digital: Conheça com a WorldSense as principais formas de anunciar na internet 

“Eu precisava mostrar para profissionais e estudantes de odontologia que meu produto era funcional, prático e de qualidade. Nós buscamos pessoas influentes no mercado odontológico e enviamos nossos produtos para testes, pedindo que divulgassem feedbacks positivos ou negativos”, afirma Fabricio Figueiredo, sócio-proprietário da Dentpack.

Já a Direito de Ouvir, rede de clínicas de reabilitação auditiva, investiu no marketing digital e em um sistema de relação com consumidores (CRM). “Isso foi fundamental para tornar a marca e os produtos conhecidos. No último ano, a empresa cresceu 85% graças ao trabalho estratégico de conhecer, captar e reter clientes”, explica o CEO Fred Abrahão.

7 – Saber quando é a hora de pivotar


Um grande desafio que os empreendedores enfrentam no começo da empresa é ter de abandonar o mundo das ideias e paixões e adaptar as atividades do negócio às necessidades de mercado – um movimento conhecido como “pivotar”.

Gustavo Caetano, fundador da distribuidora de vídeos online Samba Tech, dá um exemplo prático sobre o assunto. “Em um momento, a Samba Tech, quando ainda era a Samba Mobile, dominava o mercado de jogos para celular. No outro, já estava perdendo mercado para as grandes empresas de telecomunicações. Arriscar em um novo segmento era a única opção possível”, conta. “O mercado de vídeos online estava começando. Revimos nossa estratégia e apostamos tudo o que tínhamos nele. Deu certo.”

Mas como fazer essa mudança rápida no plano de negócios? Para George Eich, sócio fundador da CoBlue, startup de gestão ágil de performance, o pensamento deve ser “lean” – um termo caro aos empreendedores, que significa “ágil”.

“O foco deve ser sempre em pequenas entregas, simplicidade, testes e muita opinião dos clientes. Eles, aliás, devem ser a força motriz da empresa e não o produto. Quando pensamos o oposto acabamos desenvolvendo soluções para problemas que não existem ou que não são relevantes.”

Pivotando seu negócio, você consegue atingir o sonhado “product market fit”: quando seu negócio e o mercado se encaixam. “Ficamos 90 dias conversando com cada um dos diferentes clientes em potencial, entendendo os ajustes que seriam necessários. Até que conseguimos fechar os primeiros acordos”, explica Eduardo Prange, CEO da plataforma de análise de big data Zeeng.

8 – Conseguir seus primeiros clientes


Um dos desafios mais citados pelos empreendedores foi conseguir as primeiras vendas: é um grande desafio convencer consumidores a adquirirem um produto inovador e recém-lançado no mercado, diante de tanta oferta.

A primeira dica está em apostar no boca a boca – especialmente se seu dinheiro para investir em marketing é curto. “Tínhamos um propósito e abrimos a empresa, mas não tínhamos nenhum cliente”, relata Vitor Souza Bastos, fundador da agência de talentos Tambor. “Antes de partir ativamente para o mercado, acionamos os nossos principais aliados e falamos com toda a nossa rede de relacionamento pessoal. Através de um amigo, com duas semanas de empresa, fechamos nosso primeiro negócio.”

Depois, trace o perfil do seu cliente ideal e tente vender sua solução sem usar nenhuma artimanha, como promoções. “Meu maior desafio quando estava no início de um novo empreendimento foi fazer as primeiras duas ou três vendas com clientes reais e sem descontos”, conta Hugo Bernardo, country manager da empresa de eventos Eventbrite Brasil.

“A solução é falar com o maior número possível de potenciais clientes e entender qual o perfil do seu cliente ideal. Em vez de usar descontos para empurrar seu produto para um cliente que não valoriza sua visão, é mais produtivo encontrar seu nicho e desenvolver novas funcionalidades a partir das necessidades desses clientes-chave.”

Por fim, use seus resultados iniciais para conquistar novos consumidores. “Quando criamos a empresa, as pessoas enxergavam potencial no produto, porém não se sentiam confiantes para investir”, conta Marcelo Lorencin, Presidente e Fundador da Shift, multinacional de softwares para medicina diagnóstica e preventiva. “Para resolver isso, usamos de convencimento, de networking e das métricas do primeiro projeto para comprovar resultados a outras empresas.”

9 – Admitir que você não consegue fazer tudo sozinho


Muitos empreendedores criam seu negócio à sua imagem e semelhança. Porém, como já dito no desafio de pivotar a empresa, nem sempre suas ideias correspondem à realidade. Você pode até querer fazer tudo sozinho, mas precisará delegar tarefas se quiser que seu empreendimento escale.

“Meu maior desafio empreendendo foi enxergar que eu, sozinho, não iria longe. Era preciso que milhões de pessoas acreditassem e participassem da criação do que eu estava propondo, que era transformar o ensino no Brasil. Hoje, enxergo claramente que este é o único caminho para quem deseja criar soluções de alto impacto”, explica Miguel Andorffy, CEO e fundador da Me Salva!, plataforma de ensino.

Conseguir delegar pode, inclusive, salvar muito dinheiro e tempo. “Quando recebemos nosso primeiro aporte eu tinha zero experiência com financeiro. Investi centenas de horas aprendendo, e mesmo assim fiz tudo errado. Resolvi, na segunda rodada, contratar uma pessoa para o financeiro muito melhor do que eu, que me ajudou a estruturar toda empresa. Grande lição que aprendi sobre delegar e confiar”, conta Bruno Ramos, fundador da Eunerd, plataforma que gerencia e conecta profissionais de TI a empresas.

“A solução para esse desafio está intimamente relacionada à capacidade de atrair e montar um grande time”, explica Marcelo Amorim, sócio da gestora de fundos de investimento Bzplan e empreendedor serial.

“Mas, mesmo com uma grande equipe, se o empreendedor não se comprometer a delegar e confiar o problema continuará. E, pior, estará pagando pessoas competentes para elas estarem com uma performance baixa, desmotivadas e sem utilizar todo o potencial identificado no processo de seleção.”

10 – Ter um bom time (sem poder pagar bons salários)


Uma pequena empresa – especialmente uma startup – enfrenta um grande dilema: precisar de colaboradores de ponta para sustentar um crescimento acelerado, mas não ter dinheiro para contratá-los.

“Sem uma receita recorrente alta ou uma boa margem, fica difícil competir na contratação dos melhores talentos. É justamente no começo do crescimento que o negócio mais precisa de equipe qualificada, mas também não tem condições de aumentar seu custo fixo”, explica Lucas Pimenta Judice, fundador da plataforma de conexão entre restaurantes e consumidores AlmoçoGrátis.

“Quando você cria uma startup o maior desafio é equilibrar o caixa e conseguir reunir um time capaz de executar um planejamento de crescimento acelerado, mas sem muito dinheiro para dar bons salários”, concorda Rodrigo Santos, fundador da rede de escolas de tecnologia e inovação Happy Code.

Tanto para Santos quanto para outros empreendedores que citaram o desafio, a solução é uma: além de engajar as pessoas pelo propósito da startups, oferecer uma participação do negócio (“equity”) pode ser um atrativo que os candidatos não veriam em empresas maiores.

“Temos um modelo de partnership no qual os colaboradores com maior performance têm bônus agressivos e podem se tornar sócios da empresa. Isso já aconteceu com três sócios, que começaram como estagiários”, explica Luan Gabellini, sócio-fundador da empresa de software BetaLabs.

Além disso, a startup também oferece como diferencial aos candidatos a chance de se capacitar diretamente com os sócios da empresa.

“Nosso maior desafio foi por muito tempo conseguir profissionais com capacidade para programar nossas soluções e também manter esses profissionais empresa, mesmo disputando com o interesse deles com empresas como Google ou Facebook. Por isso, criamos um modelo de captação de profissionais que encontra jovens talentos através de desafios e treinamos esses profissionais com contato direto dos sócios da empresa.”

11 – Lidar com a competição de empresas grandes


Após todo o trabalho para abrir uma empresa, os obstáculos continuam surgindo: assim que as portas são abertas, a luta contra a concorrência começa. Sua pequena empresa enfrentará não apenas outros pequenos empreendedores, mas gigantes que atuam no mesmo setor que o seu.

“O maior desafio foi criar uma estratégia para inserir a empresa em um mercado já saturado, com grandes players oferecendo serviços similares. O principal detalhe é que não tínhamos verba para isso”, relata Felipe Rodrigues, fundador e CEO da Enviou, startups especializada em automatização de e-mail marketing.

Ana Vitória Cabaleiro, sócia-fundadora da empresa de customização Vitória Cabaleiro, também enfrentou dificuldades de colocar suas bolsas no mercado. “Como nosso público alvo é a classe média e alta, o grande desafio foi ser aceito por eles quando estávamos entrando no mercado da moda. Os brasileiros ainda são muito ligados em nomes de grifes”.

A solução para os dois empreendedores foi fazer parcerias e oferecer condições especiais para os primeiros compradores.

No caso da Enviou, foi preciso abrir diálogo com plataformas de e-commerce, onde as lojas virtuais são montadas. “Precisei mostrar como minha ferramenta seria útil para todas essas lojas virtuais. Foram muitos e-mails trocados e bate papo para convencê-los, pois não tínhamos histórico de atender muitos clientes e éramos totalmente desconhecidos”, diz Rodrigues.

Para a Victória Cabaleiro, funcionou melhor procurar lojas já renomadas e oferecer os produtos em consignação. “Assim, clientes desses lugares passaram a conhecer nossos produtos e valorizá-los por estar em um lugar já de confiança deles. Foi uma maneira de acabar com o bloqueio que sentíamos, mesmo não sendo tão favorável financeiramente.”

12 – Saber planejar e priorizar as atividades do negócio


Na vida de empreendedor iniciante, saber qual tarefa é mais importante dentre tantas responsabilidades é um desafio e tanto. Foi o que viveu Victor Santos, fundador da startup de alimentação saudável Liv Up.

“No geral, as empresas têm recursos limitados e a grande dificuldade para o crescimento saudável do negócio é entender onde a energia da equipe deve ser alocada. O formato que encontramos na Liv Up de lidar com esse desafio é garantir que os times tenham liberdade de agir e tomar decisões, contando com a capacidade de mais gente na resolução de problemas e não apenas centralizando isso em algumas pessoas”, conta.

13 – Conciliar profissional e pessoal e lidar com o estresse


A vida de um empreendedor não é nada fácil: diferente da vida de funcionário, os rumos do negócio estão apenas nas suas mãos – o que inclui sua sobrevivência financeira e também a de sua equipe.

“Um dia você pensa ‘por que não comecei alguns anos atrás?’ e no outro dia você pensa ‘como era boa a vida de empregado’. Os altos e baixos são muito frequentes. A solução para conseguir administrar tudo isso é se permitir chorar, ter alguém para desabafar, aguentar os momentos ruins porque sabemos que dias melhores estão por vir e trabalhar duro com a certeza de que esses resultados virão”, aconselha Jorge Geras, fundador de agência de marketing digital Sinnapse.

O que fazer para reduzir o estresse e conciliar a vida profissional com a pessoal? Para Rodrigo Macedo, fundador da Caldo Natural, a solução foi insistir em ter seu tempo fora dos negócios. “Uma decisão que julgo importante foi não abrir mão da minha vida pessoal, manter hábitos saudáveis, uma rotina de lazer e, claro, de ócio. Esse luxo de desapegar de problemas pequenos me ajudou a clarear as ideias e recuperar minhas energias, obtendo uma nova visão sobre meu negócio.”

Alexandre Rodrigues, CEO e Co-Fundador Evnts, plataforma tecnológica de reservas de hotéis para eventos, também estende os momentos de desestressar à equipe. “Temos metas de desafios pessoais na empresa, que acompanhamos todos os meses por meio de um quadro-resumo. Essas situações podem parecer pequenas ou deixar a impressão que podem ficar para depois, mas na verdade são tão importantes quanto qualquer outra métrica de sucesso que podemos ter.”


by Mariana Fonseca - Exame
fotos /Thinkstock













sábado, 11 de novembro de 2017

4 coisas que você não pode fazer durante um estágio

No último dia 11 de agosto foi comemorado o dia do estudante e dei algumas dicas para aqueles que estão querendo sair do ensino médio e ir direto pra faculdade. Esta semana, neste dia 18 de agosto, comemora-se o dia do estagiário. Por isso trouxe aqui alguns erros que você precisa cometer se quiser o título de péssimo estagiário. Pra você que não quer isso e está querendo usar o estágio para alcançar mais oportunidades e alavancar a sua carreira, é fácil, é só não cometer estes erros que cito aqui. Simples assim!

Não pergunte demais. Nem de menos.

O ideal pra tudo na vida é procurar o equilíbrio. Qualquer extremo não faz bem. Por isso, ao começar um estágio seja curioso, pergunte o que você tem dúvida sobre o trabalho, converse com colegas para obter feedback, tente aprender tudo que possa te tornar mais produtivo. Mas não exagere. Não faça perguntas sobre algo que não lhe diz respeito. Em muitas empresas existem informações mais estratégicas e confidenciais que não podem ser ditas para qualquer pessoa. Entenda isso. Quando seus colegas ou chefe começarem a dar respostas evasivas, é sinal de que você está entrando em um assunto delicado. Então, se você não é um detetive, talvez, para o bem da sua carreira, seja melhor focar em outro tipo de pergunta.

Não minta. Nem pra si, nem para os outros.

Não tenha vergonha de dizer que não sabe de algo. Não tenha vergonha de não ter experiência. Seja sincero. Mostre-se aberto para aprender e crescer como profissional e pessoa. Ninguém suporta um estagiário que paga de sabichão. Afinal, se você soubesse de tudo e fosse tão bom já não seria mais estagiário, não é mesmo?
Também evite mentir pra si mesmo e continuar num estágio que não te faz feliz. Pode ser o tipo de trabalho, os colegas, seja lá o que for. Se não gosta, não force. É mais fácil buscar outra oportunidade do que continuar num lugar onde você está infeliz e fazendo um péssimo trabalho. Isso pode ser visto por seus colegas e superiores e acabar fechando portas pra você no futuro.
Lembre-se: da mesma forma que você conversa com amigos pra saber a opinião deles antes de comprar um produto ou ir em determinado lugar, os patrões e recrutadores também pedem opiniões e recomendações. Portanto é sempre bom manter uma boa conduta em seu estágio.

Não vá a passeio.

Estágio não é colônia de férias. Ah não ser que você esteja estagiando em uma colônia de férias... Mas tá... deixa isso pra lá... o fato é que por mais que seu estágio não seja remunerado, você está lá para uma coisa bem simples: Trabalhar. Você vai empregar seu tempo e habilidade fazendo algo pela empresa e ela lhe paga em dinheiro ou com conhecimento e, principalmente, futuro networking.
Mesmo que você não ganhe dinheiro agora, faça o seu melhor trabalho. No futuro você pode ser reconhecido. Afinal, você vai trabalhar com outras pessoas, que vão ver seu esforço e se lembrarão disso no futuro. Do estagiário folgado e inerte ninguém se lembra. Mas aquele estagiário que está sempre disposto a ajudar e fazia seu melhor trabalho, este sempre fica na memória.

Não se esqueça de respeitar os outros, as regras, os processos... tudo!

Respeito é bom e seu chefe gosta. Todo mundo gosta, né? Por isso saiba o seu lugar e até onde você pode ir. Isso vai desde as perguntas que você pode fazer, até os lugares onde você pode ir. Algumas empresas tem regras rígidas que devem ser seguidas por todos. Uma indústria química, por exemplo, não permite a entrada de pessoas sem material de proteção em determinados locais. Por isso, não seja "distraído". Um simples erro assim pode causar, não apenas a sua demissão, mas também acidentes.
Saiba respeitar também os limites que as outras pessoas colocam. Você está num ambiente de trabalho, não numa balada. Cuidado com as piadinhas, as conversas, os olhares. Você pode fazer amigos e criar um ambiente de trabalho mais leve. Mas saiba diferenciar a descontração do desrespeito. Portanto, jovem padawan, tenha muita sabedoria e fique ligado a sua volta pra saber quando você está saindo fora da linha.

Dica Bônus: Respeito não significa passividade.

Só tome cuidado pra não virar um enfeite. Respeitar é uma coisa, ficar parado como uma estátua e levantar apenas quando a água bate na bunda, aí já é outra coisa bem diferente! Faça seu trabalho, seja proativo, busque novas soluções. Aproveite a oportunidade pra mostrar que é um desperdício que você seja apenas um estagiário. Mostre para o seu chefe que ele está perdendo tempo ao não te contratar logo e, quem sabe, até te botar como gerente de qualquer coisa. Mostre que você é o cara! Mas faça isso através de ações e de um trabalho bem feito.
Encare o estágio como uma grande oportunidade. Uma excelente oportunidade de aprender mais sobre um trabalho, conhecer novas pessoas e mostrar que você será um excelente profissional no futuro e, assim, finalmente parar de ser office boy e fazer cafezinho.



by Guilherme Santos
Publicitário, Escritor e Empreendedor























domingo, 5 de novembro de 2017

A importância da inteligência emocional no trabalho

Quem almeja alcançar o sucesso profissional precisa ter a Inteligência emocional que é nada mais que a capacidade de lidar e administrar as suas emoções, ou seja, a capacidade de não misturar a vida profissional com a vida pessoal, a capacidade de persistir em momentos de frustração, saber controlar os impulsos entre outros que são determinantes para o sucesso de qualquer profissional.

Quem possui essa inteligência sabe gerir muito bem as crises, sabe equilibrar as emoções, ou seja, ela sabe como manter as emoções estáveis e isso é fundamental, principalmente ao tomar decisões importantes, essa pessoa sabe lidar com seus medos, inseguranças e também com as insatisfações que ocorrem no dia a dia.

Por esse motivo é de fundamental importância você aprender e a desenvolver um mapa mental. No meu mapa mental, eu aprendi esse processo. Dessa forma terá muito mais êxito na sua inteligência emocional.

É preciso ter essa inteligência para tomar as decisões certas, para solucionar problemas, buscar sempre novos objetivos e estratégias, traçar metas, em fim, é importante equilibrar as emoções para ter uma carreira de sucesso, porque um profissional que se deixa abalar pelas suas emoções tende a ser um profissional sem rendimentos, que não inova, que não busca novas soluções entre outros.

A habilidade, a capacidade e o conhecimento são quesitos importantes para quem busca sucesso profissional, mas a inteligência emocional caminha lado a lado com esses quesitos, porque uma pessoa que se abala emocionalmente com facilidade, não consegue desenvolver nenhum desses quesitos, portanto, um profissional que é capaz de dominar e manter as suas emoções estáveis tem um passo a frente.


by internet

quarta-feira, 4 de outubro de 2017


8 Motivos Pelos Quais Bons Funcionários Pedem Demissão

Manter os bons funcionários é uma tarefa árdua, mas não deveria ser assim. Quando você comete erros, seus bons funcionários tendem a deixar o barco, afinal, mesmo em tempos de crise, profissionais que se destacam em suas áreas ainda possuem uma boa quantidade de opções e possibilidades.
Parece óbvio que para manter seus high achievers, você precisa mantê-los engajados, no entanto uma pesquisa feita pelo CEB, mostrou que pelo menos 1/3 dos principais funcionários (apontados pelos seus próprios empregadores) se sentiam desmotivados.
Para evitar uma debandada de talentos, as empresas e gestores precisam entender que eles(as) possuem um papel importante na retenção destes profissionais. Para isso, os seguintes erros não podem ser cometidos:

A empresa possui muitas regras estúpidas/burocráticas

Toda empresa precisa de algumas regras para funcionar bem, isto é obvio. No entanto existem algumas que deixam as pessoas extremamente insatisfeitas, como controlar de forma rígida horários de chegada ou de almoço, ficar com as milhas aéreas dos funcionários, quando estes fazem viagens de negócios, ou implementar KPIs que não trazem um retorno tangível para a empresa. Exemplo: uma empresa de recrutamento utilizar o KPI de quantas entrevistas o recrutador realizou no mês, ao invés de quantas vagas este recrutador fechou.

A empresa trata todos exatamente da mesma maneira

Não entenda mal este ponto. Mas diferentes profissionais são motivados de maneiras diferentes. Se você tratar os seus top performers da mesma forma que trata um profissional que faz um trabalho mediano, você aumentará as chances de perder seus melhores funcionários. Treinamentos, promoções e maiores desafios, costumam motivar quem sabe que possuí uma performance acima da média.

A empresa tolera baixa performance

Manter funcionários que possuem um baixo nível de comprometimento costuma desmotivar aqueles que possuem um verdadeiro foco em resultado e realmente trabalham de forma eficiente para que a empresa prospere.

A empresa não reconhece conquistas/realizações

A falta de incentivos (financeiros ou não) e celebração cansa aqueles que mais batalham e não recebem nada em troca. Um reconhecimento público pelo bom trabalho geralmente funciona como uma dose de endorfina.

 A empresa não se importa com as pessoas

A maioria das pessoas que deixam suas empresas, culpam o relacionamento com seus chefes. As melhores empresas para se trabalhar, certificam-se de que seus gerentes e gestores saibam balancear o lado profissional e o lado pessoal. É impossível trabalhar 8 horas por dia com uma pessoal sem ter o mínimo relacionamento pessoal agradável.

A empresa não proporcionam aos funcionários uma visão do todo

Dessa forma, os funcionários, mesmo os top performers (principalmente os mais jovens), ficam sem entender a importância do seu trabalho dentro do todo e acabam se desmotivando. Quando eles não enxergam um propósito no que fazem, vão buscar isso em outra empresa.

A empresa não permite que as pessoas sigam suas paixões

O Google permite que seus funcionários gastem 20% do seu tempo em algo que eles acreditam que traria maior benefício ao Google. Além de diversos produtos terem sido criados desta forma (Gmail e Google Adsense), o maior benefício desta iniciativa é aumentar o engajamento dos funcionários com a empresa. Quanto as pessoas se sentem parte integral de um grupo, elas tendem a entregar melhores resultados e a estarem mais felizes no trabalho.

As pessoas não conseguem se divertir na empresa

Hoje em dia nós passamos no mínimo 1/3 do nosso dia no trabalho. Ninguém consegue ser altamente eficiente e competente, sem estar feliz, sem se divertir, sem estar com uma mente positiva. Isso pode ser atingido de diversas formas, incluindo o próprio ambiente de trabalho (escritório).
RESUMINDO: os gestores tendem a culpar inúmeros fatores pelo baixo índice de retenção dos seus principais talentos, porém ignoram o ponto-chave deste problema: “as pessoas não costumam abandonar seu trabalho, abandonam os seus chefes.”
Quais outros motivos fazem bons profissionais se demitirem? Compartilhem suas experiências nos comentários!!

SOBRE O AUTOR: Augusto Rocha, ex-Controller, ex-BBB (não, isso é mentira), ex-A Fazenda (também mentira) e atualmente sócio da Outliers Academy (agora sim é verdade). Escreve toda semana sobre Desenvolvimento de Carreira no Pulse e no Blog da Outliers – blog.outliers.com.br

10 hábitos corporativos que não cabem em empresas do século 21

A maioria das empresas nasceu de um modelo oriundo de uma hierarquia militar, e também de uma lógica industrial, linear. Chegou a hora de mudar.


Assim como as pessoas, as empresas muitas vezes cultivam hábitos que não fazem bem para elas mesmas. São práticas nocivas que se enraizaram com o tempo e que em muitos casos foram consideradas positivas em algum momento da história, mas que hoje já se sabe não serem tão benéficas assim.

“A maioria das empresas ainda não se adaptou a este mundo em constante transformação. Elas nasceram de um modelo hierárquico, oriundo de uma hierarquia militar, e também de uma lógica industrial, linear”, afirma Daniel Gurgel, CEO da Polifonia, uma escola de protagonismo criativo.
Esses hábitos já ultrapassados não são restritos apenas a grandes corporações, ressalta Alexandre Rangel, da Alliance Coaching. “Não tem diferença se a empresa é grande ou pequena, o que importa é o comportamento das pessoas”, afirma.

Nesse mundo já não tão linear, uma característica importante é que as pessoas estão menos preocupadas em ter um emprego para a vida toda, e mais interessadas em trabalhar com algo que faça sentido para elas. Mundo corporativo: A Faculdade Unyleya te mostra 9 exemplos de competências comportamentais valorizadas pelo mercado Patrocinado

“O mundo está mudando. As pessoas estão começando a entender que o que mais conta é o propósito, é saber se a empresa em que eu trabalho está me ajudando a chegar aonde eu quero. E as empresas que estão ligadas nisso estão percebendo que, quanto mais você cria contexto e transparência para as pessoas, mais resultados você tem, mais lucro”, afirma Ana Julia Ghirello, CEO da incubadora Abellha, na qual o modelo de gestão permite que cada um escolha com o que deseja trabalhar (saiba mais aqui).

E você? Já parou para pensar sobre os hábitos que cultiva na sua empresa? Será que no dia a dia do seu negócio ainda sobrevivem hábitos nocivos e ultrapassados? Para ajudá-lo a fazer esse exame, elencamos dez hábitos corporativos que não cabem mais numa empresa do século 21. Veja a seguir:

1 – Indisciplina e atrasos

Esse é um problema bem comum no Brasil. A empresa marca uma reunião às 9h, mas as pessoas, ou pior ainda, o chefe, só chega para o encontro às 9h30.
“É uma coisa absolutamente básica, mas as pessoas não estão habituadas a respeitar o horário e isso é um desrespeito a quem chega na hora. Com isso, a coisa se torna absolutamente improdutiva”, afirma Alexandre Rangel, da Alliance Coaching.
Pior ainda é quando a reunião se perde em conversas que têm pouco a ver com o tema a ser discutido, o que leva a perda de tempo e falta de clareza para o trabalho.

2 – Rigidez de horários

Não tolerar atrasos não significa que a sua empresa precisa ter o mesmo horário de trabalho para todos os funcionários. Afinal, disciplina é diferente de rigidez.
“Eu adoraria que todo mundo trabalhasse nos horários em que eu trabalho. Mas as pessoas são diferentes. Se a função da pessoa permite e ela trabalha melhor em casa, por exemplo, não importa para mim se ela vai fazer aquilo de manhã, de tarde ou de noite, contanto que dê conta daquele objetivo”, defende Ana Júlia, da Abellha.
Segundo a CEO, porém, é necessário planejar direito essa questão, para garantir, por exemplo, que toda a equipe se encontre em algum momento e para que a flexibilidade não atrapalhe o negócio.

3 – Falta de clareza

Não definir bem as metas da empresa nem a responsabilidade específica de cada um também é um hábito comum entre as empresas, e que só gera confusão e morosidade.
“Ás vezes a empresa coloca como meta ‘melhorar o serviço de entrega’. Isso não é especifico. Melhorar o quê? De quanto para quanto? Fica muito vago, e esse comportamento de não esclarecer o que se quer gera muita improdutividade e retrabalho”, explica Alexandre Rangel.
Outro comportamento semelhante é não definir claramente a responsabilidade de cada um dentro da empresa. “Conheço o caso de uma empresa que estabelece metas coletivas e nunca as atinge, porque ninguém sabe a sua responsabilidade, a sua fatia dentro daquela meta”, exemplifica.

4 – Penalizar o erro

Inovação é a palavra do momento para as empresas. Porém, como conseguir inovar se o seu negócio não dá espaço para os funcionários tentarem coisas novas e – por que não – cometerem erros pelo caminho?
“As empresas não têm tolerância ao erro, querem reduzir os riscos para maximizar os lucros e no mundo de hoje isso é impossível. É preciso haver uma apreciação do erro, enxergar o erro como único caminho para a inovação, mas nas empresas ainda existe muito a cultura do curto prazo, o que gera ansiedade. O mundo da inovação é feito de incertezas”, afirma Daniel Gurgel da escola Polifonia.

5 – Ideias engessadas

Se a sua empresa quer mesmo inovar também precisa começar a repensar a forma como promove mudanças estratégicas. Segundo Gurgel, em geral as empresas tendem a dar passos estratégicos de médio prazo, o que não facilita a experimentação.
“É preciso cultivar uma mentalidade de prototipagem. Fazer um microprojeto para testar algo e receber feedbacks antes de investir numa mudança maior”, defende.

6 – Não delegar e não acompanhar

Um defeito comum entre as lideranças das empresas – e que não combina com negócios do século 21 – é a dificuldade de delegar tarefas. O problema é que, se você não delega, sua equipe não progride e quem perde é o negócio.
“Muitas vezes o negócio tem uma liderança muito perfeccionista, com um perfil mais centralizador. Se o chefe não confia na capacidade dos seus liderados, ele vai prejudicar não só a ele, mas também a equipe”, afirma Rangel.
Outro comportamento comum entre os líderes numa empresa – e nocivo para o negócio — é não acompanhar a execução de uma tarefa.  “Aquilo que você pede para alguém fazer vale 5%. Verificar depois se a tarefa foi cumprida vale 95%”, diz Rangel.

7 – Falta de diálogo

Tomar decisões na cúpula da empresa e apenas comunicar o resultado da discussão para os funcionários é um típico hábito corporativo que não cabe mais em empresas do século 21. “A coisa chega ao restante da empresa como ordem, sendo que às vezes existem centenas de cérebros embaixo daquela cúpula que poderiam contribuir também”, afirma Ana Júlia, da Abellha.
“É claro que é mais rápido ter uma decisão vertical. Se a discussão é compartilhada, precisa haver muito mais acordo, mais processos. Mas um cérebro sempre vai pensar com menos abertura do que vários”, pondera.

8 – Sem transparência

Outro hábito semelhante é quando os donos da empresa tomam uma decisão e aquilo chega para os funcionários apenas como uma ordem, sem contexto. “É importante que as pessoas saibam a razão e a importância daquela tarefa. Executar algo sem saber por que é super desmotivador. Mas se existe transparência, o cara que às vezes está com uma tarefa chata pensa: ‘Eu entendo por que tenho que fazer isso. É meio chato, mas é necessário’”, completa Ana Julia.

9 – Prioridades e prazos

O diálogo e a transparência são importantes, mas, para andar bem, uma empresa também precisa de uma boa dose de objetividade. Porém, muitas vezes não é o que acontece.
“É muito comum a falta de foco. As pessoas têm uma dificuldade muito grande de decidir, e por isso não elegem os processos que deveriam receber a maior quantidade de recursos e energia, quer controlar tudo e termina não controlando nada”, diz Rangel.
E se falta saber o que fazer como prioridade, também é comum não saber quando fazer, ressalta o especialista. “Peço uma coisa e não digo até quando, digo ‘o mais rápido possível’.  Isso gera muito conflito e desentendimento”.

10 – Politicagem

O último ponto diz respeito à estrutura de cargos de cada empresa. Em geral, as estruturas hierárquicas são engessadas e há pouco espaço para um bom funcionário se desenvolver. Isso gera disputa e politicagem, o que também não é positivo para o negócio.
“Acaba existindo nas empresas uma escada para você chegar ao topo. É quase um jogo de tabuleiro e isso leva à politicagem, à disputa pelo poder. Mas, se os cargos não fossem tão estanque, isso atenuaria a politicagem. Geraria um ambiente de verdadeira meritocracia onde quem se coloca e toma a frente é recompensado e não visto como uma ameaça pelos outros. A politicagem tem a ver com esse jogo de poder”, explica Gurgel.


Exame - Mariana Desidério